domingo, 25 de novembro de 2007

Cappelletto D'Oro - a casa do melhor rondeli que já comi!

Com fome em Santo André no ABC paulista?! Afim de comer uma massa fresca de excelente qualidade?! Não querendo hipotecar a casa para pagar a conta?! Posso dar uma sugestão?! Cappelletto D'Oro Massas & Cia, rotisserie e restaurante na esquina da Rua das Monções (449) com a Pe. Manoel da Nóbrega no Bairro Jardim, Santo André, SP (4438-3400).
Ambiente simples e aconchegante, atendimento simpático e sorridente. Nada que chame muito a atenção. Farto buffet de saladas. Diversas e belíssimas opções de sobremesas (...não provei porque abusei nas massas, fica pra próxima...) e a especialidade da casa: massas frescas de fabricação própria. É aí que fica o diferencial.
Para não pegar um de cada e correr o risco de sair do buffet com prato tipo caminhoneiro, optei pelo capeletine de carne e pelo rondelli de presunto e mussarela que estava com uma cara ótima.
O capeletine é bom, mas não me surpreendeu. Massa fininha, muito delicada, recheio não muito abundante e suavemente temperado, saboroso. O molho... xiii... esse ficou devendo, viu?! Era sugo, mas ficou todo na travessa do buffet porque estava muito líquido. Para massas recheadas, prefiro um sugo mais rústico, com pedaços de tomate, assim, o molho se agrega à massa permitindo que a cada garfada você consiga apreciar o casamento dos sabores. O sugo do Cappelletto estava mais para suCo.
Se o capeletine não me conquistou... o rondeli, por sua vez... foi amor à primeira garfada. Geralmente nem dou bola para os rondelis de restaurante: sempre são tão presuntão com mussarelão enroladodões numa massa molenga. Esse, porém, estava com uma carinha tão convidativa! Apostei na aparência e ganhei no sabor! Vai levar a alcunha de "o melhor rondeli que já provei até hoje na vida!". Tudo em perfeita harmonia: mussarela na medida certa, presunto fresquinho, ralado e de sabor acentuado, massa fininha, branquinha, fresquíssima e incrivelmente deliciosa, molho branco suave e lindamente gratinado. Resumindo: perfeito!
Caso prefira, você pode levar as massas e prepará-las em casa, afinal, além de restaurante, o Cappelletto D'Oro é também rotisserie! Tudo de fabricação própria e preços justos: canlone, fetuchine, fuzile, ravioli, rondeli, talharim, entre outros. Pra quem está na área, vale a pena conferir, pra quem está longe... bom, se um dia se perder por essas bandas... já sabe que fome não há de passar!!

domingo, 18 de novembro de 2007

Ponto Chic


Já comeu bauru?! O Ponto Chic arroga para si a autoria do verdadeiro bauru, aquele feito com roast-beef, queijo, pepino e tomate. Resolvi conferir e fui à filial do Paraíso (Praça Oswaldo cruz, 26 - tel.: 3266-8756).
Pra começar, chique, chique... só o nome, mesmo, viu?! O ambiente é simples, mas aconchegante. Decorado com fotos de São Paulo da década de 20 (o Ponto Chic existe desde 1922...), há charme, não se pode negar! Logo na entrada, o simpático garçom pergunta se prefere área de fumante ou não fumente (ainda existe área para fumantes???). Não fumante, por favor. Fui parar no fundo da loja... não recomendo, a menos que vá se reunir com amigos subversivos e tramar planos para derrubar Getúlio Vargas (?!) ou queira, simplesmente, assistir a mais um alucinante capítulo da novela das seis na santa paz (??).
Acomodada, hora de me jogar no cardápio, aliás, um respeitável cardápio. Além das centenas de opções de sanduíches, há porções de vários tipos (e preços!), pratos (carnes, aves, peixes, omeletes, massas), além de diversos acompanhamentos e três opções de pães. Garanto que alguma coisa há de apetecê-lo! Há também uma infinidade de opções etílicas, não-etílicas, semi-etílicas. Sobremesas diversas: doces caseiros, tortas, sorvetes, frapês e... frutas (embora o garçom inssistisse, quase irritantemente, em oferecer o petit-gâteau... que coisa!). Já que estava na casa do pai do bauru: bauru, por favor!
O serviço é rapidíssimo, mal dá tempo de piscar e o sanduba já está na sua frente! Mas, verdade seja dita: a casa estava vazia de fazer eco... era sábado, finzinho da tarde, ainda não estava bombando.
Passemos ao bauru. O pão francês não vem crocante, o roast-beef é lindo de querer tirar foto e saboroso, ainda que você tenha de se esforçar um pouquinho pra chegar a esta conclusão pois a porção é visivelmente inferior à quantidade de queijo, que, diga-se de passagem, é uma coisa! Que queijo é aquele?! Deliciosamente derretido em banho-maria, os sabores de diversos queijos se fundem numa bolota amarela indescritivelmente boa! O tomate passa de helicóptero e o pepino só se percebe porque é impossível não percebê-lo em quanlquer lugar que se esconda! É um lanche delicioso, embora mais pareça um sanduíche de queijo.
Para não dizer que só provei o carro-chefe, pedi um sanduíche de pernil. "Jesus amado!" - foi o que exclamei quando abri o sanduba e dei de cara uma plantação de cebolas, amolecidas e nojentamente contaminando o pernil. Depois de uma faxina geral (ali devia ter pelo menos meio quilo daqueles fétido bigatos transparentes e listradinhos... argh!), parti para o ataque. É bom! Bastante carne, bem temperada, quentinha.... mas, já sabe, se, como eu, abominar cebolas, lembre-se de pedir sem esse bicho, heim?!
Terminados os lanches fiquei de bate-papo e de cinco em cinco minutos o garçom vinha perguntar se não quereríamos uma sobremesa... "Um petit-gâteau?!". Não cabia mais nada, nem um petit-petit-petit-gâteauzinho!
Uma boa opção pra matar a fome, o Ponto-Chic deve ser ainda mais interessante quando a casa está cheia, com muita conversa, gente circulando e garçons alucinados oferendo petit-gâteau pra todo mundo!!!!!! Casa bem paulistana. Recomendo.


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Pão Gourger (pão de queijo francês)


Feriado*, frio... qual o melhor lugar da casa?! Cozinha!!!
Resolvi fazer uma receita que peguei na Revista da Folha há algumas semanas. O que mais chamou minha atenção foi o fato de ser um pão de queijo que não leva pouvilho (doce ou azedo). Pra saber se era bom, só fazendo mesmo. Fiz. Adorei!
Esqueça os sabores convencionais e preparem-se para um novo sabor.

150g de farinha de trigo
50g de manteiga (substituí por margarina light)
3 ovos
200ml de água
100g de parmesão ralado de qualidade**( Faixa Azul ou Vigor)
1pitada de sal
1pitada de pimenta-do-reino branca (substituí por noz moscada)

Numa panela, ferva a água com a manteiga, o sal e a noz moscada. Assim que borbulher, junte, de uma vez a farinha de trigo e mexa até misturar completamente (força no muque!). Em seguida, coloque a bolota de massa na tigela da batedeira e junte o queijo e os ovos. Mexa com uma colher para agregar os ingredientes e só depois ligue a batedeira (do contrário você irá redecorar sua cozinha com pingos de massa...). Bata até que a massa fique mais clara. Modele os pãezinhos com o auxílio de duas colheres. Asse em frono brando por aproximadamente 25 minutos em forma untada (deixe espaço de mais ou menos 1cm entre um e outro porque eles crescem!). Enquanto os pãezinhos assam, faça aquele café forte, quentinho e gostoso***. Automaticamente, sua casa toda será tomada por um aroma mágico, fruto da perfeita combinação do cheirinho de pão de queijo assando e de café fresquinho passando! Quando ambos estiverem prontos, vá pra debaixo das cobertas, pegue um bom livro e aproveite o restante do feriado!
Ah! a foto que ilustra este post é dos pães que fiz hoje, não é foto tirada da internet, não, heim!!

*o maior feriado que já vi na vida de 15 a 20 de novembro!!! Viva!!!
**o que exclui, automaticamente, o da marca Teixeira (chulé ralado e empacotado...)
***leia-se Melitta!

domingo, 11 de novembro de 2007

Pelo direito amplo e irrestrito à sesta

Deveria constar na Declaração Universal dos Direitos Humanos o seguinte: "Artigo 31°: Toda pessoa, independentemente de cor, credo, nacionalidade, orientação política ou ideológica, tem direito à sesta."
É incontrolável. Depois do almoço bate aquela moleza, aquele torpor... um sono galopante, uma vontade irresistível de se atirar na cama (ou um canto qualquer) e entregar-se às vontades e ao chamado de Morfeu. No entanto, você olha para o relógio e percebe que faltam poucos minutos para voltar ao batente; mal dá tempo de engolir um café para tentar despertar e voltar sonambulamente às atividades.Terrível!
Seu organismo, simplesmente, não entende que você não pode dormir naquele momento e insiste com os bocejos, as pestanas pesadas, o estado de total abobalhamento pré-sono-profundo. O rendimento cai vertiginosamente e você passa a travar uma covarde batalha com seu corpo para que o sistema não cai de vez e você se veja obrigado a puxar um ronquinho sobre a mesa de trabalho. E dá-lhe café, água fria na nuca, tapas no rosto (dados por você mesmo ou por um prestativo colega de trabalho!). Crueldade pura. Auto-tortura. Até que, de repente, você desperta e fica alerta e produtivo novamente. A nhaca, o sono, o bode ou seja lá como você chama isso, passou. Mais do que uma questão cultural*, o sono depois do almoço é uma necessidade física sentida por 10 entre 10 pessoas.
Deveria ser lei universal o direito à sesta! O que faz a ONU que ainda não pensou nisso?????? O que fazem os líderes mundiais, nossos governantes, legisladores que não atentam para o sofrimento de seu povo???????
Pelo direito amplo e irrestrito à sesta, já!! zzzz...

*Na Espanha a soneca depois do almoço é prática instituída... que sorte a dos espanhóis!!

domingo, 4 de novembro de 2007

Coca-cola

Não sou fã de Coca-Cola (muito embora, haja um certo tipo de sede que só passa com uns bons goles de uma Coca geladíssima!!).
Enquanto refrigerante, não me impressiona, mas como marca... aí já é outra história! Pouquísssimas marcas no planeta têm a força e a solidez que a Coca-Cola tem. Ela praticamente inventou a globalização. De leste a oeste, de norte a sul; dos ricos aos pobres, passando pelos emergentes, todos os países conhecem essa marca. E não de hoje. Aliás, há muito deixou de ser simplesmente uma marca para se tornar um ícone... pop, polêmico, político.
Assim como há quem beba Coca-Cola porque é pop, porque mandaram, porque é a lata mais bonita, porque todo mundo toma, porque é a única que está geladinha na geladeira do mercado (estratégia, lógico!); há também quem se negue a tal absurdo por uma questão de princípios, por questão de honra, somente para contrariar a maioria, por ser um refrigerante capitalista (Che Guevara é café-com-leite nessa parte, ok?! Afinal aquela era a última coca-cola do deserto [?] e o rapaz estava com sede!!), por não deixar, digamos, claro qual é sua composição*, enfim, cada um escolhe seu argumento para justificar sua escolha.
E a velhinha não pára! Agora a nova da Coca-Cola aqui no Brasil é a Coca-zero. O conteúdo da latinha-zero é exata, absoluta e indiscutivelmente o mesmo do da latinha-light, isso declarado pelos próprios fabricantes, embora haja quem jure de pés juntinhos que são bebidas completamente diferentes, inclusive acham que a zero é mais gostosa!! Trata-se de mais uma estratégia de marketing. Desta vez para desvincular a imagem da Coca-cola light das dietas, dos regimes (estamos vivendo os tempos de combate à anorexia, depois do padrão caveira ter matado aos montes...), a idéia por traz da Coca-cola zero é a de saúde, mais ou menos assim: se açúcar faz mal, a coca-zero tem zero de açúcar, logo, é uma bebida saudável (dizer que tem zero é muito mais impactante do que dizer que não tem, certo?!). Assim como a Coca diet deixou de circular pois passou a ser associada à idéia de bebida dietética para regime de diabéticos. Golpe de mestre, não?! Como todos!
Quando dizem que você é o que você come (e bebe), não é apenas à saúde que se referem, mas também, e cada vez mais, às questões de ideologia, política, inteligência e, principalmente, capacidade lúcida e consciente de escolha.Nesse caso, melhor ficar com um bom copo d'água... enquanto ainda resta!



*depois da história do leite com água oxigenada e soda cáustica, tomar um refrigerante cuja fórmula leva ingredientes duvidosos parece até bobagem... o estômago agüenta, gente!!

domingo, 28 de outubro de 2007

Brigadeiro ou Beijinho?!

Como chocólatra mais do que assumida, acho o brigadeiro imbatível! No entanto, andei cismada com coco nos últimos tempos... coisas feitas com coco são tão gostosas, não?!
O brigadeiro é um doce que lembra infância (...que tipo de monstro seria capaz de fazer uma festa de aniversário de criança e não oferecer brigadeiros???!). Tem chocolate por dentro e por fora. Quando bem feito, fica macio, levemente puxa-puxa, aliás, brigadeiro TEM de ser caseiro... aquelas gororobas prontas não deveriam levar a alcunha de brigadeiro... não passam de soldados rasos! O chocolate granulado (preferencialmente o macio) dá o toque de delícia.
Já o beijinho começa gostosinho pelo nome! A combinação de coco com leite condensado é divina! É um doce suave, meio gordinho, mas leva fruta na receita... E se tem fruta é saudável, não é??!!! hehehehe Ah! Importante, por fora, tem de ser coberto por coco também. Não gosto quando o beijinho é envolto em açúcar cristal... fica quebrando no dente! Assim como seu concorrente, o caseiro é infinitamente mais gostoso!
É raro, mas há quem prefira o docinho de coco ao de chocolate. Para resolver esse dilema, hoje, resolvi fazer os dois! Ficou na dúvida também?! Faça! É rapidinho, fica pronto em meia hora:

1/2 lata de leite condensado Moça (indiscutivelmente o melhor) desnatado ( 95% menos gordura! já que você vai mandar os dois doces de uma vez, não custa deixá-los menos gordinhos!)
1 colher rasa de margarina light
1 colher bem cheia de chocolate em pó (se tiver cacau em pó melhor ainda... se não tiver nenhum dos dois pode colocar o bom e velho achocolatado, mas capricha na colherada!)
chocolate granulado para finalizar

Coloque os três primeiros ingredientes numa panela e vá mexendo, com uma colher de pau em fogo brando, sem parar, durante mais ou menos dez minutos (depende da panela e da chama do fogão). Quando você começar a ver o fundo da panela, conte até dez e desligue o fogo. Despeje sobre um prato untado com margarina e deixe esfriar. Unte as mãos com margarina, faça bolinhas e passe no granulado. Pronto! Reserve (se conseguir!) até o beijinho ficar pronto também:
a outra 1/2 lata do mesmo leite condensado (rende porções individuais de 15 doces de cada!)
50g de coco ralado (preferencialmente os desengordurados e sem açúcar, seguindo o princípio da desgordinização)
1 colher rasa de margarina light
25g (aproximadamente, viu... não precisa levar na padaria pra pesar!) de coco ralado para finalizar
(se gostar, adicione uma fumacinha de cravo da índia em pó)

O modo de fazer é idêntico ao do brigadeiro: misture tudo, leve ao fogo, mexa até atingir o ponto, deixe esfriar, enrole, passe no coco; em seguida, pegue os brigadeiros que sobraram, sente-se num lugar bem confortável, sozinho (pra não ter de dividir com ninguém*) e vá intercalando um e outro. Analise friamente.

Não posso deixar de dizer que ainda não consegui chegar a uma conclusão. Sendo assim, novos testes deverão ser feitos em breve!!! hehehehe

*não, não, não se trata de gula, muito menos de egoísmo, afinal, há de se levar em conta o aspecto empírico-científico da degustação... se ficar dividindo, será ainda mais difícil chegar a alguma conclusão plausível tendo uma amostragem tão reduzida!!!!

domingo, 14 de outubro de 2007

A-MEI-XA!! Ameixa sim!


Estão vendo esta frutinha aí da foto?! Tinha um pé disso no quintal de casa quando eu era criança e nós de casa, da vizinhança, da feira... sempre chamamos a tal frutinha de: AMEIXA! Pois ontem, qual não foi minha surpresa quando me deparo no meio do seguinte diálogo:
(no supermercado)
- Humm... nêsperas!
- Olha! Ameixas!
- Não, isso são nêsperas!
- Pra mim isso são ameixas!
- Nêsperas!
- Na minha terra a gente chama isso de ameixa...
- Olha aqui - apontando o rótulo - nês-pe-ra!
- Ok! O nome chique pode até ser nêspera, mas sempre comi isso como ameixa amarela! Tinha um pé disso em casa!
- Moça - chamando uma atendente do supermercado - o que é que é isso?!
- Isso... hummm... deixa eu ver... peraí - procurando no rótulo - nêsperas!
- Viu?!
- Ah! Ela leu o rótulo, não vale!
- Mas se está escrito no rótulo é porque é o nome: nêspera!
(uma outra atendente passa e pergunta:)
- Como é que chama isso?
- Nêspera! - ele triunfante
- É nada! Isso é ameixa, eu tenho uma árvore dessas no quintal de casa!
- Rá! - eu triunfante!

Mesmo com esse dois a dois meia boca (a primeira atendente não conta! Ela leu no rótulo! Se estivesse escrito que aquilo eram gatinhos amarelos, era teria dito que eram gatinhos amarelos!), não me conformei, nem ele! Estávamos quase parando pessoas na rua para fazer a enquete! Só não o fizemos porque ele deixou as tais frutas (...acredita que queriam R$ 6,99 por meia dúzia de nesperemeixas?!)*. A semi-briga estava armada, nisso já tinha mãe, amigo, porteiro... todos envolvidos no qüiproquó frutífero! O amigo então sugeriu: joga no google! Joguei! E aí está o resultado, retirado do site do Centro Avançado (avançado!) de Pesquisa Tecnológica do Agronegócios de Fruta**:

"NÊSPERA (Eriobotrya japonica Lindl.)
Frutífera arbórea de clima subtropical, de folhas perenes, pertencente à família Rosaceae.
No Brasil, a nêspera é chamada popularmente de ameixa amarela. Sua origem é asiática, com referência a Japão, China, Índia. As nêsperas amadurecem de maio a outubro e possibilitam lucros dos mais compensadores ao produtor, pois é período de maior escassez de frutas in natura no mercado.
As nêsperas prestam-se também à produção de excelentes geléias e compotas, atividade essa ainda pouco explorada. (...)"

Temos, então, um lindo empate, afinal! O nome besta pode até ser Nêspera, mas que é Ameixa, ah, isso é sim!


*se vendessem como ameixa, com certeza elas seriam mais baratinhas! Isso é estratégia capitalista: venda um trem qualquer com nome chique e cobre 10 x mais por isso! Eles não me pegam!
**quer tirar a dúvida e de quebra aprender a cultivar?! Acesse: http://www.iac.sp.gov.br/Centros/Fruticultura/FRUTIFERAS/Nespera.htm

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Starbucks Coffee Company II - delícias salgadas

Já que o café deu briga, vou falar brevemente dos meus salgados eleitos. Não por serem simplesmente deliciosos, mas por terem um diferencial que faz você degustar de olhos fechados para saborear intimamente cada pedacinho!

O primeiro, sem sombra de dúvida, o pão de queijo! Os partiners oferecem já dizendo que tem 50% a mais de queijo na massa! De fato! Parece uma bolinha de queijo. Provei três vezes (só pra tirar a dúvida, sabe!) e os pães de queijo parecem ser vigiados segundo a segundo enquanto assam para atingirem exatamente o mesmo ponto*. Não provei todos os pães de queijo da face da Terra para dizer com convicção, mas creio ser este um dos melhores pães de queijo que já experimentei. Passou a ser uma referência!

O segundo, é o muffin de queijo parmesão. O que é que é aquilo??! Enquanto se delicia, você se pergunta, termina e não chega a uma conclusão muito precisa. A única certeza é a de que é maravilhoso. Macio, fofinho, cheiroso, quentinho, suave. Satisfação garantida!

Não cheguei a provar os sanduíches, mas garanto que com esses dois já dá pra se virar bem!!
*...acho que lá, pelo menos, ninguém corre o risco de comer uma pedra sabor queijo como no Cristallo!

sábado, 6 de outubro de 2007

Starbucks Coffee Company I - nosso homem na Starbucks!


Ontem à noite, estive num lugar onde poucos escolhidos puderam estar: a Starbucks da Avenida Paulista (Shopping Center 3, subsolo). A nova loja só será inaugurada hoje às 10h, mas nosso homem na Starbucks, (na verdade, minha grande e querida amiga Phlávia), me convidou para o Family and Friends Partner, uma pré-inauguração da loja para familiares e amigos dos funcionários. Fan-tás-ti-co!

Há muito para se dizer sobre o evento e sobre tudo o que foi servido (quase tudo do cardápio!), por esta razão farei os comentários em capítulos. Nessa primeira parte, as impressões sobre o ambiente.

Fica claro que a intenção daqueles que montam uma nova unidade dessa rede é fazer dela o terceiro lugar de quem freqüenta. Um lugar escolhido para passar horas agradáveis: boa companhia, boas comida e bebida, boa música, conforto. Há a preocupação com o aconchego, a iluminação, o som ambiente.

As mesas são bem distribuídas, num salão de espaços bem aproveitados, com opções de cadeiras de madeira ou poltroninhas que são um convite irrecusável para passar horas a fio! A iluminação é absolutamente relaxante. Enquanto o resto do shopping brilha com suas piscantes luzes brancas, a Starbucks parece ser uma ilha de sossego... confirmada pela trilha sonora que toca suavemente seus ouvidos sem que você peceba.

O clima era de total alegria e entusiasmo. Gente bonita e sorridente, em família!

Saí de lá com uma certeza: tomar um café na Starbucks, não é apenas tomar um café!

domingo, 30 de setembro de 2007

Torta de ervilha fantástica!


Domingão! Sem vontade de passar horas na cozinha?! Com preguiça de sair pra comer fora?! Uma lata de ervilha na despensa?! Tenho a solução para seus problemas! Essa receita de torta de ervilha é fantástica! Até uma pessoa com habilidade zero pode fazer. Não tem erro! E ainda por cima, só suja uma tigela e uma assadeira*! Aí vai:

1 lata de ervilha com água
3 ovos inteiros
3 tomates picados (sem pele e sem sementes)
1 xícara de chá de azeite de oliva (pode substituir por meio copo de iogurte desnatado)
1 xícara de chá de salsinha picada
1/2 xícara de azeitonas picadas
1 colher de sopa de fermento em pó
1 xícara e 1/2 de chá de farinha de trigo
2 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
sal a gosto (não se esqueça de que a azeitona já é bem salgadinha!)

Muita atenção ao modo de preparo: mis-tu-re tu-do nu-ma ti-ge-la. Asse por 40 minutos em forno médio numa assadeira média untada.

Fica deliciosa. Enquanto espera assar, lave umas folhinhas de alface para uma saladinha. Combinam perfeitamente! Bom apetite!

*a tigela você lava na hora e a assadeira você moquia no forno até segunda-feira pra lavar com outras coisas! hehehehe

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Sobre balelas e verdades na cozinha


Território cercado de mistérios, a cozinha, por desconhecimento de uns e esperteza de outros, sempre fez brotar muitas histórias sobre o que se pode e o que não se pode fazer por ali. A partir disso, nasceram muitos macetes valiosos, que tornam a vida de quem cozinha mais prática, desde os mais remotos tempos até hoje, mas também surgiram muitas balelas que durante anos foram se perpetuando, mitos que minha vó escutava quando era criança e que até hoje ainda ouço quem bata o pé para confirmar que se trata da mais pura expressão da verdade.
Fazendo uso do bom e velho método empírico, hoje, somos capazes de distinguir as balelas das verdades, ainda que não se encontre explicação científica para tal. Passemos a alguns exemplos para ilustrar:


-Leite com manga mata?
Balela! Já tomei e estou aqui, vivinha da silva pra contar que essa combinação fica muito saborosa!

-Comer bolinho de chuva antes de terminar de fritar toda a massa faz encharcar de óleo os bolinhos que ainda serão fritos?
Verdade! Ainda que seja fato que bolinho de chuva fique encharcado de qualquer jeito, pude comprovar que se você não resiste e come um bolinho antes de estar tudo pronto... os outros chupam a frigideira de óleo inteirinha! Esponja!

-Comer bolo quente dá dor de barriga?
Balela das grandes! Isso era coisa que sua mãe ou sua vó falavam só pra você ter paciência e esperar a hora do lanche pra comer o bolo que acabou de sair do forno! Bobo de quem acredita nisso até hoje... bolo quente é o verdadeiro manjar dos deuses! Aaaaaaaaaaaamo!

-Fazer massas quando se está naqueles dias não é nada bom?
Mais pura expressão da verdade! Meu pão embatumado e meu bolo solado que o digam! Meninas, se quiserem tentar, fiquem a vontade, mas já vou avisando que vão desperdiçar ingredientes, viu?!

São todos esses pequenos mistérios que fazem do cozinhar uma verdadeira alquimia. Uma mágica que faz viajar no tempo, que é capaz de aproximar distantes gerações, que faz nascer de lendas e mitos à tratados de física quântica. Cozinhar é mágico... faz clara virar neve!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Deu no Estadão!


Quem tem o bom hábito de ler este blog deve se lembrar do texto que falei das minhas impressões sobre os chocolates Talento Intense e Suflair Black. A certa altura disse que: "O primeiro que provei foi o Talento Intense. Não é a pior coisa que já comi, mas também não é a mais gostosa... as amêndoas incrustadas ajudam a salvá-lo da derrota. E, pode ser coincidência, ou até cisma minha, mas as duas vezes que comi esse Talento (...sim, teve contra-prova!), minha pressão arterial despencou (8 por 6!)... será que tem relação???". Pergunta feita, pouco mais de um mês depois obtive a resposta. Estava lendo o Estadão* de domingo, mais precisamente o caderno Feminino quando me deparo com o seguinte comentário sobre o chocolate: "(...)O chocolate é rico em arginina, um aminoácido muito importante e um dos responsáveis pela produção de óxido nítrico, que é um vasodilatador. Com os vasos sangüíneos mais dilatados, a pressão arterial diminui, ajudando a pessoa a relaxar (...)", no meu caso, ajudando a quase desmaiar!!

Interessante, não?! Isso dá credibilidade ao que digo!!! hehehehehehehe

*O Estado de São Paulo, Caderno Feminino, página 09, ano 55, nº 2910, domingo, 09 de setembro de 2007.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Feira-Livre


Feiras são pura poesia! As feiras, além de serem uma festa de cores, aromas, perfumes e sons, oferecem hortifrutis bem fresquinhos, logo nas primeiras horas do dia. Isso porque os feirantes acordaram muito antes do sol para deixar tudo pronto e ainda são capazes de abrir largos e simpáticos sorrisos o dia todo para toda a freguesia, que, aliás, na maioria das vezes é assídua. É curioso que em tempos tão loucos e frenéticos, as pessoas ainda reservem um tempinho em suas vidas para fazer a feira.
Percorrer bancas, pechinchar preços, provar aquele abacaxi docinho, docinho, conversar com o dono da banca que, se não se lembra do seu nome, chama logo de Dona Maria, importante mesmo é fazer você se sentir à vontade, reforçar os laços de amizade! E no final, pra completar o mágico e poético ritual, não pode faltar o incomparável, insubstituível, insuperável: pastel-de-feira! Não há dieta que resista a essa iguaria folclórica da vida de cada um e que só pode ser encontrado numa feira-livre. Até tentam imitar por aí, mas o legítimo, genuíno, só mesmo numa feira-livre.
Comprar frutas, verduras e legumes no supermercado não passa de uma compra. É frio, impessoal. Além dos produtos nunca serem tão fresquinhos, não há ninguém para você perguntar se o melão está docinho, se a batata é boa pra nhoque! Só uma ida à feira é um passeio, um evento! Se for de sábado ou domingo, então, pode ser considerado um passeio familiar.
Admiro sinceramente as feiras-livres, quem trabalha nelas e quem as freqüenta. Vida longa às feiras livres e que sempre haja um tempinho livre para esta tradição!

domingo, 9 de setembro de 2007

Jardim di Napoli


Sábado, temperatura agradável, noite linda, cantina italiana! Imaginou?! Depois você, provavelmente vai imaginar: tumulto, fila e serviço demorado! A primeira parte é perfeita e a segunda... você pode mudá-la caso resolva ir ao Jardim di Napoli ( Rua Doutor Martinico Prado, 463 - Higienópolis - tel.: 3666-3022).
Típica cantina italiana, o Jardim di Napoli tem ambiente decorado por fotos, vinhos e as toalhas quadriculadas de verde e branco dão o toque especial. Casa simples, mas quem é que precisa de sofisticação quando se tem tão lindas e suculentas iguarias?!
Os garçons são simpaticíssimos! Tanto que até são capazes de convencê-lo a consumir o couver que você não queria: "...é só um realzinho por pessoa!". Pão italiano maravilhoso, aliás, esse é o pão mais cheiroso do universo, não?!
Diante daquela cestinha de pão, você pode até imaginar que seu pedido vai levar uma vida e meia pra chegar à sua mesa, mas... nem dá tempo de terminar o raciocínio e o pedido já está diante de você! Incrível! Quando o garçom vem chegando, após longo suspiro de pseudo-conformismo, você pensa alto: "Deve ser o pedido da mesa ao lado!", o garçom, sorridente, vai logo dizendo: "Não, não, é o seu pedido!". Nota 11 para o serviço!
Se for pela fama da casa, nem precisa olhar o cardápio: peça logo o polpettone! Mas já vou avisando que é enooooooorme! Se não estiver fazendo greve de fome há uma semana, divida com alguém! Se tiver um estômago que comporte um polpettone gigantesco, encare: é simplesmente delicioso! Não fique constrangido se sentir vontade de se ajoelhar e agradecer a Deus por aquele prato que está diante de você, ok?!
E por falar em constrangimento, caso você tenha problemas de coordenação motora ou apenas não consiga se entender um o sapeca molho ao sugo que teima em voar pelos ares e pousar na sua roupa, não ruborize e peça para o garçom um babador! É isso mesmo! O Jardim di Napoli oferece babador descartável para proteger sua roupa! Um charme! Além de ser uma graça ver vários marmanjos devorando suas massas de babador no pescoço.
Lugar simpático, confortável, serviço excelente, comida excepcional: para ir e voltar sempre!


Ah! Chegue antes das 21h... é mais tranqüilo e você não precisa esperar por uma mesa!


sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Batom de Doce de Leite


Batom Garoto é um espetáculo, né?! Ainda que não seja o melhor chocolate do mundo, é uma dose perfeita para aplacar uma vontade súbita. Além disso, é suficientemente doce para você não ficar pensando em açúcar por um bom tempo!
Há duas versões clássicas no mercado: ao leite e branco. Houve uma tentativa de emplacar o Batom de Morango, mas parece que não vingou. E agora, a Garoto lançou o cúmulo: Batom de Doce de Leite!
Uma fusão incrível entre dois doces deliciosos: chocolate branco* (que já é super doce) com doce de leite (que é absurdamente doce!). O resultado ficou... bem doce, mas, pra quem nutre certa simpatia pela vida açucarada das formigas, vai achar uma delícia!
Vale a pena experimentar, mas seja rápido... é edição limitada! Acho que vou garantir uma caixa pra mim!



*embora não considere que chocolate branco seja chocolate... é um doce delicioso, mas não é chocolate!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Comida de Hospital


Esta semana, fui visitar uma amiga que, infelizmente, está internada. Ela está sendo bem tratada, bem cuidada, mas, além do fato de ser naturalmente ruim ficar internada, a queixa maior e mais compreensível que ela fez foi sobre a comida.
Creio que todos concordem que comida de hospital é lamentável. Parece que também está doente e se você não está, acaba ficando, só de olhar. É uma comida anêmica, sem gosto, sem sal (ainda mais para pacientes tratando de problemas renais!) e servida de maneira deprimente.
É evidente que quem está sob tratamento de seja qual for a doença deve seguir uma dieta que auxilie na recuperação, no entanto, não precisa avacalhar. Minha amiga mostrou o almoço dela, quando ela levantou a cúpula de inox, meu estômago deu cambalhotas e teve de se segurar para não fugir de mim. Tratava-se de uma bolota de arroz empapado com gruminhos de batata, uma grosma de polenta estirada num canto do prato, um tira de peito de frango mais branco do que as penas que um dia o cobriu, pedrinhas de feijão preto (que na verdade era para ser carioca, mas na panela ele se transformou em preto!) e mais alguma coisa que não consegui identificar.
Quem está internado, pressupõe-se que esteja tomando vários medicamentos que,a maioria das vezes, causa falta de apetite. Será que não dá para dar uma caprichadinha para ficar um tantinho mais apetitoso?! É uma equação óbvia, paciente que se alimenta melhor, recupera-se mais rápido e, conseqüentemente, deixa o hospital num prazo menor, dando vaga a outros pacientes. Comida de hospital deveria ser a melhor e mais saborosa comida do mundo!

Faço votos de que minha amiga volte o mais rápido possível para casa dela!

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

V. Café


Mais do que um café, o V. Café da Livraria Cultura é um point! Ponto de encontro de gente descolada, elegante, bonita, sorridente... parece até cenário de comédia romântica, com direito a jazz de fundo! Sempre cheio, é necessário ter paciência, determinação e astúcia para conseguir uma mesa, mas vale a pena.
O ambiente é lindo: iluminação intimista, decoração sofisticada, confortável, embora seja um pouco apertado... bem apertado! Passar por entre as mesas para fazer o caminho de ida e volta ao buffet, no entanto, é tarefa pra gente hábil e com certo talento para o malabarismo! Com boa vontade e uma dose de bom humor, você até consegue se divertir vendo gente elegante equilibrando suas bandejas por entre frestas, até chegar à mesa, só não fica tão engraçado quando você é o protagonista do espetáculo!!
E por falar em espetáculo, o buffet é digno de aplausos! Todos os bolos, tortas, lanches são absolutamente lindos! Um buffet sinestésico que apenas olhar já é uma satisfação: as tortas em suas generosas fatias são geladinhas, os bolos cobertos por cúpulas de vidro, os lanches esbanjando frescura, os salgadinhos quentinhos. Tudo disposto para que o próprio cliente pegue o que lhe for mais irresistível (...usei esse critério para escolher!) e passe no caixa. Sistema incrivelmente eficiente, já que tão logo você pegue um pedaço de torta, por exemplo, no mesmo instante o pedaço é reposto. Sem comandas, sem pedidos, sem espera! O que mais se pode esperar de um café?! Ah! Sim, o café! Você faz o pedido e aguarda, rapidamente, ser chamado pelo nome para receber seu café. Não há muitas opções, mas há o gourmet, que dispensa comentários!
Voltando à mesa, você está pronto para passar horas muito agradáveis, saboreando um delicioso café, acompanhado de uma linda e apetitosa fatia de bolo, em ótima companhia, de preferência! Aliás, recomendo que sejam seguidas duas dicas práticas para que a passagem pelo V. Café da Livraria Cultura seja ainda melhor:
1.Vá acompanhado: depois de uma luta homem a homem por uma mesa, você finalmente consegue uma... caso não esteja acompanhado, quem vai guardar seu lugar para que você vá até o buffet?!
2.Opte pelo expresso duplo: primeiro porque é reconfortante olhar para uma xícara tão grande, tão cheia de tanto café e segundo porque, no fim das contas, você vai acabar querendo beber outro café e terá de se levantar, pegar fila, pagar, esperar e fazer o zigue-zague de volta pra mesa... seja honesto consigo mesmo e admita que não consegue beber um único café! Além disso, o expresso sai por R$ 2,5, enquanto que o duplo sai por R$ 3,6!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Cisma



Todos temos um prato favorito. Aquele que, seja qual for o dia, o momento, vai fazer nossa alegria! Um bom prato do prato favorito pode salvar um dia meia boca. Geralmente, o prato favorito nos acompanha ao longo de anos. Aquele prato eleito na infância e que até hoje ainda faz minar água da boca! Todos temos um desses, não?! Mas há também aquele prato que a gente cisma.
Do nada, de uma hora para outra, você simplesmente cisma de querer comer determinada iguaria a qualquer momento, toda semana, todos os dias, em qualquer oportunidade! Quando se cisma com um prato, ele parece ser a coisa mais apetitosa do mundo. Versátil, vai bem no café da manhã, almoço, jantar... e lanchinhos, ainda que seja uma torta salgada de sai-lá-o-quê! Quando a cisma é coletiva, ninguém segura! Toma conta das conversas! Aliás, caso queira animar uma conversa que está meio chocha, fale de seu prato-cisma do momento! É garantia de animados e longos papos. Sou capaz de passar horas descrevendo aroma, sabor, textura... infinitas razões que justifique o título de meu prato-cisma do momento!
Falo de cisma com conhecimento de causa. Sempre estou cismada com algum prato. Minha cisma do momento é Temaki de salmão! E tem explicação: é a coisa mais gostosa e mais maravilhosa do mundo!!Ontem, enquanto esperávamos uma sessão de cinema, eu e uma amiga (que compartilha de minha atual cisma!), com estômagos roncando de fome, começamos a falar do tal Temaki de Salmão! Rendeu! Passamos a meia hora seguinte falando nisso. Por pouco, pouco, muito pouco, ao invés da pipoca, não entramos na sala de cinema com um Temaki na mão! Só não o fizemos porque até a cisma esbarra no bom-senso! Ufa!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

YakiSopa



Quem costuma se aventurar na cozinha sabe que há dias em que o melhor mesmo é pedir uma pizza e ficar feliz com isso! Há dias em que a inspiração não vem e a vocação resolve tirar folga. Resultado: desastre gastronômico na certa!
Tempos atrás, tomada por uma súbita vontade de comer yakisoba, coloquei meu lado chef-punk (“faça você mesmo sua própria comida!”) em prática! Fui pra cozinha, vasculhei a geladeira e, após rápida investigação, concluí que tinha ingredientes suficientes para um yakisoba de emergência. Detalhe: nunca tinha feito um, mas internet está aí pra isso mesmo! Fiz uma busca e, depois de ler 12458756923 receitas, montei a minha.
Como estava com fome, e, sabemos que a fome é inimiga da paciência e falta de paciência e cozinha, definitivamente, não combinam, tive uma típica idéia de jerico: vou fazer meu yakisoba na panela de pressão, assim, tudo fica prontinho bem rapidinho!! Rá!
Idéia de jerico que se preze faz a gente esquecer das coisas mais elementares! Refoguei a carne e o peito frango, coloquei um pouco de água e fechei a panela. Cozinhei por dez minutos e abri. Até aí, tudo corria bem, mas na hora dos legumes e verdura... Coloquei tudo junto (couve-flor, brócolis, cenoura, acelga...) e fechei a panela de novo. Fe-chei a pa-ne-la de pres-são! A cenoura até que é durinha e merece ser cozida na pressão, mas, convenhamos, acelga é um trem que se você ficar olhando por mais de dois segundos, ela murcha! Mas eu, eu não... eu cozinho acelga na pressão!! E não foi por pouco tempo: foram dez longos, quentes, ferventes minutos. Do lado de fora, cozinhava o macarrão.
Passados os dez minutos, abri a panela e a cena era pouco apetitosa. Tratava-se de micro-pedaços de legumes boiando num balde de caldo amarronzado. Coloquei o macarrão e finalizei (!) com o molho shoyo! Tinha diante de mim um legítimo yakiSopa!
Pior não foi olhar para aquele prato... pior foi comer! E de hashi!!!!!!!!!
Analisando friamente, percebo que não estava, digamos, bem para cozinhar aquele dia, mas, mesmo tendo passado algum tempo, não repeti a dose. Quando fico a fim de comer yakesoba, vou a um restaurante de comida oriental e resolvo a parada!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Chocólatra


Sou mais forte do que o chocolate! Essa era a tese que queria provar pra mim mesma quando comprei uma barra de chocolate classic da Nestlé de 170g no último sábado.
Sempre tive sérios problemas com chocolate. Simplesmente não resisto. Nada contra chocolate, muito pelo contrário, tudo a favor! É até saudável comer uma porçãozinha dele todos os dias... meu problema é justamente com a ‘porçãozinha’... ela, geralmente, de ‘zinha’ não tem nada; pra mim, quanto mais melhor e enquanto tem estou comendo! Mas resolvi dar um basta nisso. A idéia era simples: compraria o tablete gigante e deixá-lo-ia diante do meu nariz durante meses a fio, quiçá pelo resto de minha vida! A primeira parte foi fácil. Já a segunda...
Coloquei meu desafio dentro de uma sacola transparente que ficou pendurada no mancebo no meu quarto, bem em frente a minha cama. Embalagem vermelha... impossível de não ser vista!
Ainda no sábado tive mostras de como seria difícil vencer esse desafio: quis abrir a embalagem pra sentir o cheirinho do chocolate... era só o cheirinho! Já estava com o tablete nas mãos quando me dei conta de que aquilo seria atitude de gente doida de pedra! Larguei a embalagem e fui caçar o que fazer. Um dia de firme resistência!
A coisa começou a degringolar no domingo: Alpino, Laka e Toblerone! Mas, ainda que tivesse comido três chocolates (em circunstâncias absolutamente justificáveis!), não me sentia derrotada no meu desafio, afinal, aquele tablete de casa continuava intacto! *
E assim ele permaneceu: Inviolado! Lacrado! Fechado! Até ontem. Juro que eu não queria. Fui obrigada!! E pensa que foi só um quadradinho? Dois? Três? Quem sabe quatro?! Não, não, não! FOI O TABLETE TODIIIIIIINHO! 170 gramas de chocolate de uma vez só!!!!!!! Deus, meu Deus... o chocolate me domina!


*...ai, ai...quando a pessoa quer enganar a si própria, ninguém segura!