domingo, 30 de março de 2008

Top 5: mentiras que adoraria que fossem verdades


1°- me tornei sócia da Melitta: isso me dá direito a fornecimento vitalício de café. Ueba!!
2°- depois de anos de dedicação, cientistas finalmente desenvolveram um chocolate ao leite que contém propriedades funcionais e mantém o mesmo sabor e textura da versão clássica, além disso não contém gordura saturada e, o melhor de tudo: não contém calorias! Nooooooooooooooossa!!
3°- todas frutas, verduras e legumes da Terra não contêm nenhum tipo de agrotóxico ou adubo químico. Todas as plantações são absolutamente orgânicas!! Lindo!
4°- Fome Zero é o nome de um moderador de apetite, pois todas as pessoas do mundo têm comida de qualidade à disposição. Boooa!
5°- todo ser humano têm tempo de fazer suas refeições com calma, em ambiente tranqüilo e têm direito à uma hora e meia de soneca após o almoço. E esse direito é respeitado em todos os lugares do planeta! Incrível!!


Que pena que hoje é dia da mentira, né?!

Emagreça rindo (...gargalhando!!)

Semana pós-páscoa: semana de briga com a balança. Todos comentando como foi o feriado, quantos quilos de bacalhau com quantos litros de azeite comeram, quantos bombons, quantos ovos de páscoa, tudo devidamente acompanhado de um "Ai, meu Deus!", indicando a plena consciência do exagero cometido e dos quilos crescendo em progressão geométrica no demostrador da balança. Diante do mal consumado, o que resta é retomar (ou finalmente começar) aquela dietinha saudável, equilibrada, à base de muitas frutas, verduras, legumes, carnes leves... até o Natal, próximo feriado de comilança desenfreada. Tem-se, portanto, pelo menos nove meses para entrar na linha sem despespero e atitudes estúpidas e impensadas.
Já ouvi e vi um pouco de tudo em termos de dieta: tem a das proteínas, a dos carboidratos, a das fibras, a da USP (!), a dos cardíacos e a clássica e folclórica dieta-da-lua*. Não deveria, mas ainda fico admirada com algumas que vejo por aí. É óbvio que há uma criminosa exploração do padrão-cabide-de-beleza, mas tem coisa que parece até piada.

Nos meus caminhos há uma centena de bancas e passando rapidamente os olhos pelas capas de várias revistas, uma me chamou a atenção, dizia em letras grandes e amarelas: perca 8 kg em uma semana com a dieta da água com açúcar. Uau!!

Confesso que fiquei curiosa pra saber no que consistia a tal dieta e até cogitei a possibilidade de comprar a fuleira publicação (...pela bagatela de R$ 1,99!!!!), mas achei que seria mais divertido ficar imaginando enquanto comia uma suculenta maçã. Depois de algumas hipóteses, uma mais tosca do que a outra, cheguei a uma possível, levando em conta o nível da revista: o futuro cabide substitui todas as refeições por... um copo d'água com açúcar. Sendo assim, o objetivo da água com açúcar seria deixar a pessoa mais calma durante as pesagens, pois sabe-se que jejum não emagrece. Além disso, esta graciosa fonte de glicose auxiliaria no combate aos freqüentes desmaios causados pela fraqueza, afinal a taxa de açúcar no sangue chegaria a zero em um ou dois dias. Interessante. Muito interessante, mas, uma pergunta ficou sem resposta: se a pessoa quer emagrecer, não deveria ser dieta da água com adoçante????

Ai, ai... eu me divirto!! Lendo coisas assim com freqüência, dá pra perder umas boas calorias só na gargalhada.

*dizem que nessa dieta a pessoa pode comer tudo o que quiser, só não pode comer a Lua!!! kkkkkkkk

domingo, 23 de março de 2008

Páscoa!!

Páscoa! Dos feriados religiosos, a Páscoa me parece o mais celebrável, afinal, nascer qualquer um nasce, mas ressuscitar, pelo que consta, só Jesus. E, ao contrário de outros cardápios, o da Semana Santa reserva certas peculiaridades. Antes da ceia farta do domingo, há a quaresma, os quarenta dias de certas privações gastronômicas, e, acreditem, ainda existem pessoas que respeitam a tradição de não comer carne durante o período que antecede a Sexta-feira da Paixão. E mesmo aqueles que não são tão cristãos assim, aposto que fazem questão de guardar a graninha para a farta bacalhoada da sexta-feira! Para o Sábado de Aleluia não há restrições e, além de malhar o Judas, seria interessante malhar o próprio corpinho e prepará-lo para as toneladas de calorias do dia seguinte: a Páscoa!
Como a ressureição de Cristo virou ovos de chocolate distribuídos por coelhos não vem ao caso, o fato é que para cristãos, judeus, budistas, ateus e chocólatras, a Páscoa é sinônimo de chocolate. Muito chocolate!!

A oferta é quase covarde: parece que o mundo todo cheira a chocolate. Para os que vivem de dieta, é uma ótima desculpa para fugir dela e para os outros, apenas mais uma oportunidade de se esbaldar. Um dia doce, saboroso.

Minha Páscoa começou cedo: às 4h da manhã! Assistindo à Fórmula-1 e comendo uma caixa de bombons. E já que o Alonso, que largou em quarto e chegou em oitavo, me deixou deprimida... comi mais chocolate; me consolei com melhor ovo da Páscoa: Confeti da Lacta.

À parte a gula, que a Páscoa seja um momento para reflexões. Que seja o renascimento de bons sentimentos e pensamentos e não apenas dos pneuzinhos e espinhas por conta de tanto chocolate!! Feliz Páscoa a todos!

domingo, 16 de março de 2008

Vale a pena!! Vale sim!!

- Nozes que combatem radicais livres e retardam o envelhecimento: R$ 60 o quilo;
- Granola riquíssima em fibras que garantem bom funcionamento do intestino: R$ 12 o quilo;

- Filé de salmão, fonte de de ômega três, anti-oxidante: R$ 30 o quilo;

- Azeite de oliva extra-virgem: R$ 18 a garrafa;

- Kit pomar (maçã, mamão, banana, pêra, uva): R$ 20

- Kit mato (couve, brócolis, rúcula, alface): R$ 10;

- Pão integral light: R$ 5 o pacote;

- Pastel de escarola com queijo (num momento de insanidade!): R$ 3;

- Pedir uma cerveja para acompanhar o pastel e perguntarem se você e suas amigas já têm 18 anos:
N Ã O T E M P R E Ç O!!

A prática regular de exercícios físicos, aliada a uma alimentação saudável e equilibrada (com direito a alguns deslizes de vez em quando!), acreditem, dá resultados, não só por dentro, mas também por fora!! Que tal mudar alguns hábitos?! Depois é só sair pra comprar cerveja com o RG em mãos!!!!

domingo, 9 de março de 2008

Buenos Aires Café - Paraty

Andando pelas encantadoras ruas do centro histórico de Paraty, litoral sul do Rio de Janeiro, encontrei a Argentina! Mais precisamente, Buenos Aires (Rua Dona Geralda, 44 "a" - Centro Histórico de Paraty, Rio de Janeiro), o café de uma simpática e sorridente argentina de cabelos bagunçados e um incessante portunhol para convidar os passantes a adentrar as portas de seu estabelecimento.
Nada ali é convencional. Começando pela decoração: uma mistura vertiginosa de móveis rústicos (não há dois pares de cadeiras iguais), espelhos, castiçais, objetos antigos, bandeiras da Argentina, camisas da seleção argentina de futebol e fotos, muitas, muitas fotos do Boca Jr. (a dona do café foi fotógrafa oficial do time do Boca), principalmente do Maradona (urgh!). O único item contemporâneo do lugar é um computador que fica repetindo fotos de paisagens argentinas e, adivinha, do Boca!

O cardápio? "Lo cardápio soy yo!". Lá vem a argentina trazendo um maço de papéis de todos os tamanhos e texturas, com textos pouco, ou quase nada, esclarecedores sobre o que a casa oferece; dentre as parcas informações, vale dizer, não há valores! Enquanto se tenta descobrir o que se irá comer e/ou beber, a argentina faz uma continuação tagarelada do cardápio. Ela fala, fala, explica, oferece, gesticula, conta como prepara cada prato e haja portunhol!!

Medo. Para não arriscar muito, o chocolate quente foi a escolha, que, assim como todo o resto, não poderia ser comum. Ela começa dizendo que vai demorar porque o preparo é artesanal e o chocolate deve ser derretido lentamente, até atingir a temperatura ideal para que se chegue a textura e resultado perfeitos. Ansiedade. Quando finalmente fica pronto, lá vem a argentina trazendo a canequinha e uma bandeja repleta de potinhos e vidrinhos* de diversos tamanhos com licores artesanais, chocolates aromatizados, essências e líquidos extraídos de ervas, tudo para personalizar a bebida servida e completar a alquimia. Cada bebida é única. Cada um prepara a seu gosto. O meu chocolate aromatizei com licor artesanal de menta. Ficou delicioso! Exclusivo. Uma experiência se não única, no mínimo curiosa.

Vale a pena! Então, fica a recomendação: indo à Paraty, não deixe de conhecer a argentina! Nem só de peixe e frutos do mar vive a gastronomia de uma cidade litorânea!


*todos reutilizados de outras coisas como maioneses, geléias... e espero, sinceramente, que sejam apenas de alimentos!!!!

sábado, 1 de março de 2008

Branquinho Básico!

É irrefutável: somos seres mamíferos e por isso o leite é nosso primeiro e único alimento durante os primeiros meses de vida. À medida que vamos crescendo e envelhecendo, o bom e velho branquinho passa por fases de amor e ódio em nossos paladares. Há quem seja um verdadeiro bezerro durante toda a vida, mas também há os que torçam o nariz para o leitinho.

Nos últimos anos, os estudos sobre alimentos têm espocado por todas Universidades do mundo. De quando em quando elegem os heróis e vilões do momento e, evidentemente, o pobrezinho do leite não ficou de fora. Houve quem dissesse que se podia excluí-lo da alimentação sem prejuízos ao organismo, mas, só para não perder o costume, nenhum estudo a esse respeito foi conclusivo. Bem ou mal, o fato é que o leite faz parte da alimentação de 99% das pessoas e enquanto ninguém conclui algo que se possa ter certeza, vamos bebendo o que a vaquinha nos oferta.

Aliás, formas de tomar leite é que não faltam. Até mesmo aqueles que dizem ter nojinho, aposto que têm uma forma preferida de disfarçá-lo. Uma boa xícara de café com leite acompanhando um pedaço de bolo de fubá recém-saído do forno* numa tarde fria. Um copo gigantesco de milk-shake de chocolate num dia quente! Leite na vitamina de frutas com aveia para aqueles dias que não dá tempo de almoçar direito. Leite frio molhando o bolo quente de chocolate**. Leite com canela pra curar todos o males: de gripe a dor de cotovelo! Sem contar o leite com cereal, o leite puro gelado e docinho, o leite em nove entre dez receitas de qualquer coisa. Mil formas de tomar leite.

E tipos! Quantos tipos! Se há alguns anos o leite se limitava aos saquinhos ou às caras caixinhas longa vida nos balcões de padarias, hoje há corredores inteiros nos supermercados para acomodar tanta variedade. Além do integral, há o semi e o desnatado***, há também o de soja, o de cabra e o de pedra (hehehe). E os sabores?! Tem o prático, delicioso, cremoso e calórico sabor chocolate, e as centenas de variedades e combinações de frutas. Inventaram até um tal de sabor soda-cáustica, mas parece que esse não pegou muito!! Opções não faltam!

Quem nunca tomou um copo de leite numa noite de insônia? Se nunca o fizeram, que tal tentar?! As vovós já diziam (e elas sempre têm razão): um bom copo de leite é capaz de fazer maravilhas!



*embora o café purinho seja insuperável!!!
**água na boca!!

***vale lembrar que o leite desnatado é o mais rico em cálcio, heim?!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

O melhor sorvete de limão do Universo!!

Limão vai bem com tudo: doces, salgados, bebidas. É ele quem dá um toque cítrico refrescante às mais diversas iguarias. Sendo assim, sorvete de limão, pode-se dizer, é a coisa mais refrescante do mundo! Dias quentes pedem sorvete. Dias muito, muito quentes pedem sorvete de limão!

Picolé de limão é uma delícia: ao mesmo tempo suco e sobremesa. Já o sorvete de massa é uma covardia: perfeição gelada pra comer de colher!

Há boas opções por aí, tanto de uma quanto de outra versão. Os picolés fruttare (da falecida Yopa, hoje Kibon) e la fruta (Nestlé) são ótimos e até mesmo o regional Oggi (esse pra quem é da região do abc paulista) cumprem bem sua fresca função, além de serem livres de gorduras, eles têm poucas calorias (dose de açúcar sem culpa!). Já os sorvetes de massa... esses dependem de alguma dedicação para que se encontrem os bons de verdade.

Vou direto ao ponto: sei onde fica o melhor sorvete de massa de limão do Universo!! Ele fica escondidinho no Sogo Plaza Shopping no bairro da Liberdade em São Paulo, no Vacanze Romane Coffee and Ice Cream (Rua Galvão Bueno, 40 - 4° andar - tel.: 3341-5134). O Sogo é um shopping apertado de lojinhas que vendem milhares coisinhas orientais ou nem tanto, mas com um pouco de perseverança é possível chegar ileso ao elevador e ir, sem demora, ao que interessa.

O Vacanze é uma extensão do restaurante Cia Oriental. Nada muito sofisticado, mas cheio de charme, luz agradável, cadeiras confortáveis e atendimento simpático no balcão. Seja qual for a temperatura lá fora, não se pode deixar de provar os sorvetes. Trata-se de um delicadíssimo creme, de consistência perfeita e sabores puros. Esses sim podem ser chamados de ice cream! O de coco queimado é maravilhoso. O chocomenta é delicioso. Abacaxi com vinho, coco, chocolate... todos muito bons, no entanto, nada pode ser comparado ao de limão!! Indescritível, perfeito. Vale uma viagem do Acre, Rondônia, Rio Grande do Sul ou qualquer lugar do mundo à São Paulo só pra prová-lo!!! E ainda por cima é baratinho: uma bola R$ 3 e duas R$ 5. Recomendadíssimo! Ah! Se tiver coragem, experimente também o picolé de peixe (isso mesmo!). Como o preconceito tem falado mais alto (urgh!), ainda não provei. Fica a dica!

No que diz respeito aos sorvetes, prefiro não trocar o certo pelo duvidoso. Vou ficando com os de limão que me têm feito feliz e satisfeita, faça frio ou calor!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Aprendendo a cozinhar com minha mãe

Minha mãe me passando uma receita de bolo de cenoura:
- Mãe, quantos ovos?
-Ah, se você quiser um bolão grandão, coloca uns três, se forem pequenininhos, uns
quatro.

- Três ou quatro????
- Se os ovos forem vermelhos, novinhos, de gemonas e você quiser um bolo bem fofinho, alto, amarelinho, pode colocar uns três...
- Tá!
- ...ou quatro!
- Ok. Óleo, quanto?
- Se for óleo de milho coloca, assim, umas duas espirradinhas.
- Uma espirradinha seria quanto? Uma colher, uma xícara, um copo, um balde?
- Ah, não, só uma espirradinha! Duas, no máximo. Não coloca muito, não, porque senão o bolo fica muito encharcadão, pesado, mesmo que o óleo seja bom.
- Tá!
- Mas se você colocar bem pouquinho óleo, coloca também um tiquinho de manteiga, pra dar um saborzinho.
- (...) Leite.
- Um copo faltando um tantinho pra encher. Depende do tamanho dos ovos...
(voltamos à questão dos ovos...)
- Se forem grandes, com bastante clara, gema grande, não coloca muito leite senão vai ficar muito líquido e vai precisar de muita farinha. Se forem pequenos, pouca clara, geminha, coloca um pouquinho mais de leite senão o bolo vai ficar pequeno demais.
- Tá!
- Mas se quiser pode substituir o leite por suco de laranja, pra dar um saborzinho. Fica bom. Mas só se a laranja estiver bem madurinha, docinha, não muito ácida.
- Vou usar leite! Quantas cenouras?
- Depende. São frescas?
- Estão até fazendo ui-ui!
- Se estiverem fresquinhas, bem alaranjadinhas, pode colocar umas duas... ou três. Não muito grossas, nem muito finas. Não muito grandes, nem muito pequenas.
- Como eu sei?!
- Olha pra elas e escolhe as que não são muito grossas, nem muito finas, não muito grandes, nem muito pequenas.
- Hummm, tá. Quanto de farinha?
- Até dar o ponto.
- ?????????????
- Até você ver que a massa não está nem muito líquida, molenga, nem muito pesada.
- Isso seria aproximadamente quanto?
- Ah, daí depende do tamanho dos ovos...
(os ovos...)
- Você vai vendo quanto basta.
- Tá, tá, tá! Entendi. E fermento?
- Ah, não precisa muito, não. Depende dos ovos*...
(...não diga!)
- são eles que fazem o bolo crescer...
- Então não coloca fermento?
- Coloca, coloca, sim, mas pouco. Senão fica com gostinho de fermento!
- Então coloca, né?!
- Coloca! Mas por último de tudo. E não pode bater, senão não cresce. Mas precisa misturar bem, senão não cresce.
- Entendi, entendi! E aí?!
- Bate tudo no liquidificador, coloca numa assadeira untada e põe pra assar.
- ...vou arriscar perguntar: quanto tempo de forno?!
- Até terminar de assar, oras!!! Anotou?!
- Mãe, faz um bolo de cenoura pra mim?!

Bom, nota-se que precisão não é bem o forte da minha mãe, não é mesmo?! Mas não há no mundo quem faça bolos tão bem quanto ela!!

*...imaginem minha mãe dando receita de quindim!!!!!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Café com Suplicy

Aconteceu no V. Café da Cultura. “Ué! Mas não foi no Suplicy?!” . Café COM Suplicy. O Eduardo. O de prosa sonífera! Eu e uma amiga, em pleno sábado, fim de tarde, cismamos de tomar um café depois de termos mergulhado em milhares de livros interessantíssimos e caríssimos na belíssima livraria Cultura. Já que estávamos lá, nada mais fácil do que nos acomodarmos no V. Café, certo?! Errado. Muito errado. Saibam que aquele é o point mais badalado em São Paulo nos fins de tarde... sábado, então, nem se fale! Tem de tudo um pouco: jornalistas, apresentadores, intelectuais, pseudo-intelectuais (desses, aos montes!), políticos, cidadãos comuns e pessoas-desavisadas-que-achavam-que-iam-tomar-um-café (adivinha quem??!!).
Em pé, só mesmo um pingado no copo americano no balcão engordurado de um boteco, não no V. Café. Tendo isso em mente, eu e a amiga decidimos lutar (luta mesmo, tipo homem a homem, mesmo!) por uma mesa. Luta injusta. Assim que avistávamos uma movimentação caminhávamos em direção a mesa que imaginávamos que seria nossa. Nada. Nem bem nos aproximávamos da mesa, materializava-se um casal que já nos olhava com aqueles olhos: “se-f****-essa-é-nossa!”. Sem problemas, podemos esperar mais um pouquinho. Oba! Mais uma mesa! Quando já comemorávamos, vindos de uma nuvem de fumaça, dois velhinhos, bem velhinhos, beeeeeem velhinhos, de bengala e andador e tudo. Aaaaah! Sacanagem: “Podem se sentar aqui!”.
Imaginamos que a gentileza seria retribuída pela lei da ação e reação. Nada! Mais uma mesa. Assim que tocamos no encosto da cadeira para sentar, uma mulher senta-se dizendo “Ah, me desculpem, eu estava esperando há horas por essa mesa!”. A boa educação e o espírito evoluído fizeram com que nossos corações se apaziguassem e não quiséssemos partir pro braço. Resolvemos ficar ali do ladinho e mentalizar o mantra da mesa vaga. Vendo nossas carinhas de desalojadas, a tal mulher resolveu bancar a gentil: “Olha, estou com mais dois amigos, se vocês quiserem pegar mais uma cadeira, podem se sentar com a gente.” “Não obrigada, não precisa se incomodar! Depois que você roubou nossa mesa na maior cara de pau do universo, não adianta querer consertar, o que é seu tá guardado!!” - evidentemente, essa última parte do diálogo foi mental!.
Castigo vem a cavalo e nesse caso veio a galope! Pouco tempo depois, vimos quem era um dos amigos da mulher: Eduardo Suplicy!! Obrigada, Senhor pelo livramento!! Ainda bem que não aceitamos o convite de nos sentarmos com eles. Já imaginou um bate papo descontraído com o homem que recita Racionais Mc's???????? Já imaginou quantos litros de café teríamos de tomar pra nos mantermos acordadas????!

Fomos tomar café no Fran’s da Fnac.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Lembranças do Rio...

Geralmente, quem visita o Rio de Janeiro pela primeira vez traz consigo boas lembranças de lindas paisagens, do céu azul e ensolarado, do Cristo Redentor, do Pão-de-Açúcar. Eu não. Fui ao Rio pela primeira vez em 1986, era bem criancinha, e, ao contrário da maioria, guardo dolorosas lembranças de lá. Assalto? Tiroteio? Bala perdida? Nada! Nesse tempo nem existiam bandidos no Rio de Janeiro. Meu trauma fica por conta da comida!!
Quem já passou dos 20 e poucos anos deve se lembrar que nessa época a economia ia muito, muito, muito mal das pernas: inflação galopante, congelamento de preços (quem aí foi fiscal do Sarney?!!!) e racionamento de alimentos. Carne e leite viraram artigo de luxo disputado a tapa em portas de açougues e padarias às 5 horas da manhã. Mas, até mesmo em tempos difíceis, as pessoas precisam de um pouco de diversão. E vamos nós viajar, ficar longe de casa, longe da cozinha de casa, longe do açougue confiável de perto de casa!
Cidade maravilhosa, solão de dezembro, passeando o dia todo, a uma certa altura do dia, os turistas, que também são gente, têm de parar para recarregar as baterias. Lógico que, como já devem supor, Mc Donald’s não era opção. Paramos numa lanchonete (...que as lanchonetes não me ouçam...) e papi fez o pedido pra toda a família: “X salada pra todo mundo!”. “Ueba!”, gritou meu estômago nesse instante, obviamente, antes de ver do que se tratava. Quando o pedido chegou, a cara do pseudo-x-pseudo-salada já não era nada boa: pão-francês murcho da primeira fornada do dia (era tardezinha, quase noite), uma folha de alface (que sabe Deus se viu água antes de ir parar ali) e um “bife” solado-esturricado fazendo as vezes de hambúrguer. Opa! Bife em pleno racionamento de carne?! Fé!
Primeira mordida. Além de amolecer meu dente-de-leite, já pude sentir que tinha algo de muito estranho e diferente com aquela carne. Olhei pra minha mãe com lágrimas nos olhos e sem dizer uma palavra, implorei para não ter de comer aquele alien até o fim. Com meu pai por perto?! Nem pensar. Comi. Comi. Comi. Entre uma mordida e outra, respirava fundo e pedia ao Cristo Redentor misericórdia e uma boa digestão. Nem uma, nem outra.
Até hoje, passados mais de vinte anos, fico me perguntando: carne de que bicho era aquela? Cachorro? Gato? Cavalo? Impossível dizer. Acredito que o “x” não se referia ao “cheese”, mas, assim como na matemática, indicava a incógnita a ser descoberta. Qual a origem de “x”? Não sei. Não há cálculo capaz de responder. Só sei que o gosto está até hoje na minha lembrança e acho até que ainda estou digerindo o tal bife. Lembranças do Rio que me marcaram pra sempre...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Caffè Latte

O Centro Velho de São Paulo reserva gratas surpresas, mesmo sendo barulhento com seus camelôs e pastores aos berros e o mar de gente apressada circulando sem olhar para os lados pelas estreitas ruas. Quando se anda por aqueles lados, do Largo de São Bento ao Teatro Municipal, com um pouco mais de paciência, atenção e boa vontade, é possível se encantar com as lindas construções e o doce charme do passado de uma cidade.
Além das opções culturais como o Museu do Pátio do Colégio, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Instituto Cultural da Caixa, dentre outras, e das opções financeiras como a Bovespa e a BM&F, o Centro Velho é ainda capaz de satisfazer os mais diversos paladares e necessidades gastronômicas de quem trabalha ou passa por ali.
Há vários restaurantes (dos que servem o bom e fresquinho PF aos que têm buffets com 78525698 opções de saladas, massas e carnes), botecos e bares (como o lindo, agradável e bem freqüentado Salve Jorge) e inúmeros cafés, que são o que de fato interessam, afinal, nada, além de um bom café, de oferecer prazer duradouro e alívio imediato para as mazelas da vida ao mesmo tempo!!
Uma boa pedida é o Caffè Latte (Rua do Comércio, 58 – tel.:3242-1700) que fica escondidinho numa quase-viela ao lado da Bovespa. Assim que se dobra a esquina, parece que o mundo fica mais tranqüilo ao som do sax do músico de rua. Ao entrar no café, a sensação de tranqüilidade se mantém. Ambiente claro, elegante e suave, pequeno, mas de boa circulação, há opções de mesas, poltronas e banquetas (no balcão ou olhando o movimento da rua). Jazz de fundo. Há bastante burburinho no horário de almoço (o pessoal do mercado financeiro continua o pregão no café!!!). Os grãos são da Fazenda Pessegueiro (bem suave, mas de sabor e aroma marcantes). Boa carta. Adoçante da marca Gold... estraga o café (lembrete: levar o Zerocal de casa na próxima!). O atendimento é bom: simpático (sem paparicos), rápido (tanto na entrada quanto na saída: assim que a intenção de se levantar da mesa é manifestada, a xícara sai antes de você!) e o bolo de limão... hummm... parece uma nuvem azedinha... de-li-ci-o-so!! Recomendo.
Passear pelo Centro Velho de São Paulo é garantia de boas descobertas. Caminhar devagar, ver de perto, apurar os sentido*: eis a estratégia para tirar proveito desse lado da cidade.


*menos o olfato porque em certos pontos o cheiro de urina-mendiga é cruel. Apure os outros quatro que já está de bom tamanho!!!

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Feliz Ano Novo!!

Podem chamar do que quiser, mas no fim/início de cada ano sou tomada por uma onda avassaladora de otimismo que me faz achar que tuuuuuudo vai dar certo. E me parece que a energia geral é essa. Noto que as pessoas ficam mesmo mais esperançosas, felizes e dispostas a promover mudanças. Reveillon pra mim é marco de mudança, de fim e começo de ciclo. Tempo de repensar, replanejar e recarregar as energias positivas pra os próximos dias que virão! E tudo, tudo, tudo que possa contribuir para que as coisas corram bem são bem vindas!! Nessa passagem de ano confesso e admito que estava particularmente supersticiosa!
Minha tia, primo e prima resolveram virar o ano aqui em casa. Como não havíamos planejado nada com antecedência a coisa rolou mais ou menos no improviso. Decidimos fazer um ceiazinha básica, então a tia, educadamente, se ofereceu pra trazer um franguinho:
- GALINHA CISQUENTA NA MINHA CASA NO REVEILLON NÃO!! - bradei - Gente! Não se come ave na passagem de ano! Já pensou a vida ficar ciscando o ano todo?? Deus nos livre disso!! Traga porco, boi, peixe... qualquer outra coisa!
Muitos e muitos e muitos argumentos depois, consegui convercer a todos que frango, caranguejo e outros alimentos agourentos não deveriam fazer parte da primeira refeição do ano novo. Verdade ou não, prefiro não comprovar empiricamente tal teoria alimentar. Há tantas outras coisas pra se comer, não é mesmo?!
Lentilhas, por exemplo! Tão lindinhas... parecem moedinhas e dizem por aí que dá uma sorte danada!! Fartura, Sucesso, muito dinheiro o ano todo! Garanti uma panelada de lentilhas e à meia noite fiz meu pratinho, tirei os pés do chão (sabia dessa?! dizem que pra coisa funcionar 100% você que tem de tirar os pés do chão enquanto traça as lentilhotas e visualiza rios de dinehiro entrando em sua conta bancária: subi numa cadeira!!) e mandei ver!! Pra beber, champanhe, claro! Para que o ano seja leve, suave e nos faça rir à toa (diz a lenda que quanto mais você bebe mais você ri... e olha que essa foi comprovada empiricamente!!!).
Para completar o repertório da noite, roupas brancas (branca e lilás!), um colar de cristais (uma gama imensa dos mais variados cristais para atrair boas vibrações!!), uma nota gorducha no bolso (que foi posta de volta na carteira, cuidadosamente, para pagar contas de começo de ano...) e o coração aberto pra um ano novo lindo, feliz e cheio de realizações e muita disposição pra fazer com que cada uma das metas traçadas sejam alcançadas. Com ou sem superstição, temos um ano todinho (com direito a bônus de um dia!) para sermos felizes e fazermos o sucesso acontecer por meio de muito trabalho, dedicação e muitas ações e pensamentos positivos!! E que o otimismo se faça presente no miolo, entre o começo e o fim, desse ano!!!! Feliz 2008 a todos!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Cachacinha Harmônica

Acho incrível o talento que algumas pessoas têm em complicar as coisas mais simples da vida. Quem costuma ler sobre gastronomia já deve ter reparado que a última moda em termos de bebidas é se elas harmonizam com o prato servido. Sou do tempo que a bebida combinava ou não! Mas, moda é moda e cai em suas armadilhas quem quer. Sou a favor de seguir a intuição... eu e o Bigode, um legítimo dono de boteco!

Cachacinha Harmônica

O Bigode sempre se orgulhou de ter o boteco mais querido e freqüentado do bairro. De domingo a domingo, há 35 anos. Viu a maioria dos atuais freqüentadores nascer e crescer. Era um boteco tradicional, clássico. Um boteco de bairro.
O Bigode, um senhor de bons modos e bom bigode, não imaginava sua vida de outra maneira. Amava seu boteco como quem ama um filho. Não tinha clientes, tinha amigos, gostava de lembrar. Era amável com todos e talvez esse fosse um dos segredos de seu sucesso, mas não era só isso.
O bar do Bigode servia o melhor bolinho de bacalhau da região – “...de bacalhau mesmo!” sempre anunciava antes de servir- sem falar do torresminho, os pasteizinhos – “...fritos na hora e no óleo novo!” – o escondidinho... tudo servido em deliciosas e generosas porções . O chope sempre impecavelmente gelado, as cachacinhas (as famosas cachacinhas do Bigode!), os licores, até o pingado era de primeira.
A passadinha no bar do Bigode era praticamente uma obrigação. O dia não ficava completo sem aquela visitinha ao amigo Bigode. Sempre uma festa! Uma tradição.
E de manter tradições, Bigode entendia bem. Seus amigos admiravam isso nele. Ainda que falassem que era antiquado, não tirava seu bigodão. Café feito no coador de pano? Pra que mudar se todo mundo gosta tanto?! Ovos coloridos na vitrine? Boteco que é boteco tem de ter!
Alguns dos amigos mais jovens, porém, começaram a falar de coisas que o Bigode nunca tinha ouvido falar. Café gelado? Caipirinha de saquê? Era um homem de tradições, mas não era de ficar parado no tempo. Resolveu, então, dar uma atualizada no seu repertório. Deu uma escapadinha do bar, foi a uma banca e comprou algumas revistas especializadas em gastronomia.
Leu. Leu. Leu. Achou tudo muito estranho, mas pensou que podia usar algumas coisas que tinha lido ali. Decidiu: era hora de modernizar, afinal, estávamos no século XXI! Além disso, se não o fizesse, os concorrentes o fariam. Não queria ficar pra trás, esquecido, encalhado no passado. Ia modernizar.
Alguns dias depois, resolveu colocar seu plano de modernização em prática. Estava nervoso, ansioso. Por volta das dezenove horas, horário de maior movimento no bar, Bigode decidiu: a gastronomia se modernizou, ele também:
- Seu Bigode, mais uma dose pra mesa dois!
- Pode deixar que eu mesmo sirvo!
Serviu a dose, atravessou o salão, aproximou-se do amigo na mesa dois, colocou a mão no ombro dele, abriu um sorriso:
- E aí, seu Zé, a cachacinha harmonizou com o escondidinho?
- Heim?! – perguntou o amigo sem entender o que o Bigode queria dizer com aquilo.
-Ah, Zé... tô perguntando se a cachacinha tá harmonizando com o escondidinho...
– Olha, Bigode, se eles brigaram eu não sei, mas que esse escondidinho com essa cachacinha nasceram um pro outro, ah, isso nasceram, sim! Manda mais uma!
Bigode percebeu que em time que está ganhando (há 35 anos!) não se mexe. Tradição é tradição e com cachaça não se brinca: ela não harmoniza, desce bem ou não!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Cheirinho de bolo... e é de aniversário!

Bolo, pra mim, é coisa divina, mágica! Uma combinação de tão simples ingredientes que, quando misturados, torna-se uma das melhores coisas da vida. Além dos ovos, da farinha, do açúcar, um bom bolo só fica bom de verdade quando agrega a alegria de quem o faz e a de quem o come. Além disso, devo dizer, não bastam os ingredientes certos, fazer um bolo exige também algum talento pra coisa!
Diferentemente de iguarias salgadas, os bolos exigem medidas exatas. Doses precisas e leveza, muita leveza, tanto na mão quanto na alma. Fazer bolo de mau-humor é bolo solado, na certa!
Pronta a massa, hora de levar ao forno e fazer a oração para que dê tudo certo e para que ele cresça, fique lindo, fofo e cheiroso! Aliás, nada, nada, nada se compara ao cheirinho de bolo assando. É um perfume que toma conta de cada cantinho da casa e transforma o tempo em infância. Cheiro de bolo tem cheiro de infância. De casa de mãe.
Qualquer casa fria se aquece... é cheirinho de casa que tem gente dentro. Casa viva. Cheirinho que aquece, alegra, reúne. E quando sai do forno... a melhor parte: bolo quente, recém saído do forno, é coisa que faz a gente se sentir parte do mundo. Parte feliz. Não é por acaso que momentos especiais, felizes, são celebrados com bolo. Bolo de casamento, bolo de Natal, bolo de Páscoa...
Hoje, aqui em casa, vai ter bolo do meu aniversário, que eu mesma vou fazer! Faço questão! Mais um ano de vida tem de ser comemorado com bolo! Estão sentindo o cheirinho?! Massa de chocolate, com recheio de doce de leite, nozes e amêndoas e cobertura de chocolate... hummmm...

(esse aí da foto foi meu bolo de aniversário do ano passado)

sábado, 8 de dezembro de 2007

Pêssegos!

Entrei no mercado para comprar queijo. Passando pela seção de frutas um aroma maravilhoso me fez parar: pêssegos! Lindos, frescos e inebriantemente cheirosos. Irresistíveis. Uma verdadeira festa para os sentidos.
Uma fruta para se degustar não apenas com o paladar, mas também com o tato e olfato. Seu toque aveludado é inconfundível. Seu perfume desperta a imaginação, faz viajar por campos, imagens, alegrias. Seu sabor, delicado e marcante, toma conta de cada cantinho da boca.
Impossível não levá-los comigo! Nem queria, mas trouxe meio quilo de pêssegos pra casa!! Além de lindos e gostosos estão perfumando o bairro todo.


domingo, 25 de novembro de 2007

Cappelletto D'Oro - a casa do melhor rondeli que já comi!

Com fome em Santo André no ABC paulista?! Afim de comer uma massa fresca de excelente qualidade?! Não querendo hipotecar a casa para pagar a conta?! Posso dar uma sugestão?! Cappelletto D'Oro Massas & Cia, rotisserie e restaurante na esquina da Rua das Monções (449) com a Pe. Manoel da Nóbrega no Bairro Jardim, Santo André, SP (4438-3400).
Ambiente simples e aconchegante, atendimento simpático e sorridente. Nada que chame muito a atenção. Farto buffet de saladas. Diversas e belíssimas opções de sobremesas (...não provei porque abusei nas massas, fica pra próxima...) e a especialidade da casa: massas frescas de fabricação própria. É aí que fica o diferencial.
Para não pegar um de cada e correr o risco de sair do buffet com prato tipo caminhoneiro, optei pelo capeletine de carne e pelo rondelli de presunto e mussarela que estava com uma cara ótima.
O capeletine é bom, mas não me surpreendeu. Massa fininha, muito delicada, recheio não muito abundante e suavemente temperado, saboroso. O molho... xiii... esse ficou devendo, viu?! Era sugo, mas ficou todo na travessa do buffet porque estava muito líquido. Para massas recheadas, prefiro um sugo mais rústico, com pedaços de tomate, assim, o molho se agrega à massa permitindo que a cada garfada você consiga apreciar o casamento dos sabores. O sugo do Cappelletto estava mais para suCo.
Se o capeletine não me conquistou... o rondeli, por sua vez... foi amor à primeira garfada. Geralmente nem dou bola para os rondelis de restaurante: sempre são tão presuntão com mussarelão enroladodões numa massa molenga. Esse, porém, estava com uma carinha tão convidativa! Apostei na aparência e ganhei no sabor! Vai levar a alcunha de "o melhor rondeli que já provei até hoje na vida!". Tudo em perfeita harmonia: mussarela na medida certa, presunto fresquinho, ralado e de sabor acentuado, massa fininha, branquinha, fresquíssima e incrivelmente deliciosa, molho branco suave e lindamente gratinado. Resumindo: perfeito!
Caso prefira, você pode levar as massas e prepará-las em casa, afinal, além de restaurante, o Cappelletto D'Oro é também rotisserie! Tudo de fabricação própria e preços justos: canlone, fetuchine, fuzile, ravioli, rondeli, talharim, entre outros. Pra quem está na área, vale a pena conferir, pra quem está longe... bom, se um dia se perder por essas bandas... já sabe que fome não há de passar!!

domingo, 18 de novembro de 2007

Ponto Chic


Já comeu bauru?! O Ponto Chic arroga para si a autoria do verdadeiro bauru, aquele feito com roast-beef, queijo, pepino e tomate. Resolvi conferir e fui à filial do Paraíso (Praça Oswaldo cruz, 26 - tel.: 3266-8756).
Pra começar, chique, chique... só o nome, mesmo, viu?! O ambiente é simples, mas aconchegante. Decorado com fotos de São Paulo da década de 20 (o Ponto Chic existe desde 1922...), há charme, não se pode negar! Logo na entrada, o simpático garçom pergunta se prefere área de fumante ou não fumente (ainda existe área para fumantes???). Não fumante, por favor. Fui parar no fundo da loja... não recomendo, a menos que vá se reunir com amigos subversivos e tramar planos para derrubar Getúlio Vargas (?!) ou queira, simplesmente, assistir a mais um alucinante capítulo da novela das seis na santa paz (??).
Acomodada, hora de me jogar no cardápio, aliás, um respeitável cardápio. Além das centenas de opções de sanduíches, há porções de vários tipos (e preços!), pratos (carnes, aves, peixes, omeletes, massas), além de diversos acompanhamentos e três opções de pães. Garanto que alguma coisa há de apetecê-lo! Há também uma infinidade de opções etílicas, não-etílicas, semi-etílicas. Sobremesas diversas: doces caseiros, tortas, sorvetes, frapês e... frutas (embora o garçom inssistisse, quase irritantemente, em oferecer o petit-gâteau... que coisa!). Já que estava na casa do pai do bauru: bauru, por favor!
O serviço é rapidíssimo, mal dá tempo de piscar e o sanduba já está na sua frente! Mas, verdade seja dita: a casa estava vazia de fazer eco... era sábado, finzinho da tarde, ainda não estava bombando.
Passemos ao bauru. O pão francês não vem crocante, o roast-beef é lindo de querer tirar foto e saboroso, ainda que você tenha de se esforçar um pouquinho pra chegar a esta conclusão pois a porção é visivelmente inferior à quantidade de queijo, que, diga-se de passagem, é uma coisa! Que queijo é aquele?! Deliciosamente derretido em banho-maria, os sabores de diversos queijos se fundem numa bolota amarela indescritivelmente boa! O tomate passa de helicóptero e o pepino só se percebe porque é impossível não percebê-lo em quanlquer lugar que se esconda! É um lanche delicioso, embora mais pareça um sanduíche de queijo.
Para não dizer que só provei o carro-chefe, pedi um sanduíche de pernil. "Jesus amado!" - foi o que exclamei quando abri o sanduba e dei de cara uma plantação de cebolas, amolecidas e nojentamente contaminando o pernil. Depois de uma faxina geral (ali devia ter pelo menos meio quilo daqueles fétido bigatos transparentes e listradinhos... argh!), parti para o ataque. É bom! Bastante carne, bem temperada, quentinha.... mas, já sabe, se, como eu, abominar cebolas, lembre-se de pedir sem esse bicho, heim?!
Terminados os lanches fiquei de bate-papo e de cinco em cinco minutos o garçom vinha perguntar se não quereríamos uma sobremesa... "Um petit-gâteau?!". Não cabia mais nada, nem um petit-petit-petit-gâteauzinho!
Uma boa opção pra matar a fome, o Ponto-Chic deve ser ainda mais interessante quando a casa está cheia, com muita conversa, gente circulando e garçons alucinados oferendo petit-gâteau pra todo mundo!!!!!! Casa bem paulistana. Recomendo.


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Pão Gourger (pão de queijo francês)


Feriado*, frio... qual o melhor lugar da casa?! Cozinha!!!
Resolvi fazer uma receita que peguei na Revista da Folha há algumas semanas. O que mais chamou minha atenção foi o fato de ser um pão de queijo que não leva pouvilho (doce ou azedo). Pra saber se era bom, só fazendo mesmo. Fiz. Adorei!
Esqueça os sabores convencionais e preparem-se para um novo sabor.

150g de farinha de trigo
50g de manteiga (substituí por margarina light)
3 ovos
200ml de água
100g de parmesão ralado de qualidade**( Faixa Azul ou Vigor)
1pitada de sal
1pitada de pimenta-do-reino branca (substituí por noz moscada)

Numa panela, ferva a água com a manteiga, o sal e a noz moscada. Assim que borbulher, junte, de uma vez a farinha de trigo e mexa até misturar completamente (força no muque!). Em seguida, coloque a bolota de massa na tigela da batedeira e junte o queijo e os ovos. Mexa com uma colher para agregar os ingredientes e só depois ligue a batedeira (do contrário você irá redecorar sua cozinha com pingos de massa...). Bata até que a massa fique mais clara. Modele os pãezinhos com o auxílio de duas colheres. Asse em frono brando por aproximadamente 25 minutos em forma untada (deixe espaço de mais ou menos 1cm entre um e outro porque eles crescem!). Enquanto os pãezinhos assam, faça aquele café forte, quentinho e gostoso***. Automaticamente, sua casa toda será tomada por um aroma mágico, fruto da perfeita combinação do cheirinho de pão de queijo assando e de café fresquinho passando! Quando ambos estiverem prontos, vá pra debaixo das cobertas, pegue um bom livro e aproveite o restante do feriado!
Ah! a foto que ilustra este post é dos pães que fiz hoje, não é foto tirada da internet, não, heim!!

*o maior feriado que já vi na vida de 15 a 20 de novembro!!! Viva!!!
**o que exclui, automaticamente, o da marca Teixeira (chulé ralado e empacotado...)
***leia-se Melitta!

domingo, 11 de novembro de 2007

Pelo direito amplo e irrestrito à sesta

Deveria constar na Declaração Universal dos Direitos Humanos o seguinte: "Artigo 31°: Toda pessoa, independentemente de cor, credo, nacionalidade, orientação política ou ideológica, tem direito à sesta."
É incontrolável. Depois do almoço bate aquela moleza, aquele torpor... um sono galopante, uma vontade irresistível de se atirar na cama (ou um canto qualquer) e entregar-se às vontades e ao chamado de Morfeu. No entanto, você olha para o relógio e percebe que faltam poucos minutos para voltar ao batente; mal dá tempo de engolir um café para tentar despertar e voltar sonambulamente às atividades.Terrível!
Seu organismo, simplesmente, não entende que você não pode dormir naquele momento e insiste com os bocejos, as pestanas pesadas, o estado de total abobalhamento pré-sono-profundo. O rendimento cai vertiginosamente e você passa a travar uma covarde batalha com seu corpo para que o sistema não cai de vez e você se veja obrigado a puxar um ronquinho sobre a mesa de trabalho. E dá-lhe café, água fria na nuca, tapas no rosto (dados por você mesmo ou por um prestativo colega de trabalho!). Crueldade pura. Auto-tortura. Até que, de repente, você desperta e fica alerta e produtivo novamente. A nhaca, o sono, o bode ou seja lá como você chama isso, passou. Mais do que uma questão cultural*, o sono depois do almoço é uma necessidade física sentida por 10 entre 10 pessoas.
Deveria ser lei universal o direito à sesta! O que faz a ONU que ainda não pensou nisso?????? O que fazem os líderes mundiais, nossos governantes, legisladores que não atentam para o sofrimento de seu povo???????
Pelo direito amplo e irrestrito à sesta, já!! zzzz...

*Na Espanha a soneca depois do almoço é prática instituída... que sorte a dos espanhóis!!

domingo, 4 de novembro de 2007

Coca-cola

Não sou fã de Coca-Cola (muito embora, haja um certo tipo de sede que só passa com uns bons goles de uma Coca geladíssima!!).
Enquanto refrigerante, não me impressiona, mas como marca... aí já é outra história! Pouquísssimas marcas no planeta têm a força e a solidez que a Coca-Cola tem. Ela praticamente inventou a globalização. De leste a oeste, de norte a sul; dos ricos aos pobres, passando pelos emergentes, todos os países conhecem essa marca. E não de hoje. Aliás, há muito deixou de ser simplesmente uma marca para se tornar um ícone... pop, polêmico, político.
Assim como há quem beba Coca-Cola porque é pop, porque mandaram, porque é a lata mais bonita, porque todo mundo toma, porque é a única que está geladinha na geladeira do mercado (estratégia, lógico!); há também quem se negue a tal absurdo por uma questão de princípios, por questão de honra, somente para contrariar a maioria, por ser um refrigerante capitalista (Che Guevara é café-com-leite nessa parte, ok?! Afinal aquela era a última coca-cola do deserto [?] e o rapaz estava com sede!!), por não deixar, digamos, claro qual é sua composição*, enfim, cada um escolhe seu argumento para justificar sua escolha.
E a velhinha não pára! Agora a nova da Coca-Cola aqui no Brasil é a Coca-zero. O conteúdo da latinha-zero é exata, absoluta e indiscutivelmente o mesmo do da latinha-light, isso declarado pelos próprios fabricantes, embora haja quem jure de pés juntinhos que são bebidas completamente diferentes, inclusive acham que a zero é mais gostosa!! Trata-se de mais uma estratégia de marketing. Desta vez para desvincular a imagem da Coca-cola light das dietas, dos regimes (estamos vivendo os tempos de combate à anorexia, depois do padrão caveira ter matado aos montes...), a idéia por traz da Coca-cola zero é a de saúde, mais ou menos assim: se açúcar faz mal, a coca-zero tem zero de açúcar, logo, é uma bebida saudável (dizer que tem zero é muito mais impactante do que dizer que não tem, certo?!). Assim como a Coca diet deixou de circular pois passou a ser associada à idéia de bebida dietética para regime de diabéticos. Golpe de mestre, não?! Como todos!
Quando dizem que você é o que você come (e bebe), não é apenas à saúde que se referem, mas também, e cada vez mais, às questões de ideologia, política, inteligência e, principalmente, capacidade lúcida e consciente de escolha.Nesse caso, melhor ficar com um bom copo d'água... enquanto ainda resta!



*depois da história do leite com água oxigenada e soda cáustica, tomar um refrigerante cuja fórmula leva ingredientes duvidosos parece até bobagem... o estômago agüenta, gente!!