domingo, 6 de maio de 2012

Virada Cultural 2012

Este ano, pela primeira vez, falarei da Virada Cultural sem precisar forçar a barra para adaptar o evento ao tema do blog que, como é possível notar, trata de comidinhas. Isso porque a edição 2012 trouxe uma novidade (que parece ter sido encomendada pelo Clara em Neve [hehehe eis o cúmulo da pretensão elevado à máxima potência!]); além das milhares de atrações cultural espalhadas pela cidade, a Virada Cultural 2012 contou com uma Virada Gastronômica! Ge-ni-al!
Ao longo do Elevado Costa e Silva, fofamente conhecido como Minhocão, foram dispostas barraquinhas, como as de feira livre (que, no domingo, acontecia normalmente na rua paralela, sem se abalar com a baladaça ao ar livre que acontecia ao lado dela!). O detalhe charmosíssimo da história é que cada barraca era comandada por um chef renomado.

Quens? Alex Atala, abrindo os trabalhos à meia noite com sua galinhada Dalva e Dito (não estava lá, mas meus correspondentes [hihihi] disseram que estava um caos comprar a galinhadinha!); Janaína Ruenda, com seu 'Puchero à Love Story' (sentiram o trocadilho???); Renato Carioni, com seu exótico e mega-master-blaster-ultra-super-advanced procurado e comentado por todos 'Hambúrguer de pato com maionese trufada' (a fila estava de fazer esses! provei... não achei nada demais... fiquei com dó dos patinhos, confesso!); além de Erick Jacquin, sopa de cebola (affff); Dagoberto Torres, arepas e ceviches; Danilo Rolim, montaditos e tapas; Henrique Fogaça, sanduíche de copa lombo; Benny Novac, baby back ribs e sweet corn; Luiz Emanuel, steak tartare e batatas fritas; Lenadro Freitas e Henry Miguel Caceres, sushis e sashimi; Márcio Silva, arroz de carreteiro com pipoca; (isso aqui está parecendo aquele capítulo de Saramago que passou 5 páginas elencando nomes... vou atalhar, ok?!); Raphael Despirite, Daniela França Pinto, Vitor Sobral e Hugo Nascimento, Checho Gonzáles, Lourdes Hernández, Carlos Ribeiro, Rodrigo Oliveira, Paula Labaki e Heloísa Bacellar, com seus prosaicos e necessários: pão de queijo e bolo!

Por motivo de força maior, esse ano não virei a virada, mas às 8h em ponto, de uma manhã gelaaaaada, lá estava eu, na fila da barraca comandada por Marcos Sorares para degustar um delicioso, embora inadequado para o horário, espetinho de almôndegas picantes!! E quando digo picante, entendam algo de fazer você soltar labaredas pela boca... do jeitinho que eu gosto, ainda que eu tenha deixado meu estômago com ódio de mim, afinal, o coitadinho esperava ansiosamente pelo pão de queijo com bolo e café... que infelizmente não viu nem a cor porque a barraca estava inoperante devido à falta de energia elétrica (que aliááááás... estava transtornando a vida daquelas barracas que precisavam ligar fornos elétricos, cafeteiras e coisas do tipo para operarem... mancadita da organização, heim?! encaremos como falha de estreia... mas que não se repita, heim?!).

Enquanto degustava minhas almôndegas calientes, um morador de rua revoltado, mas lotado de razão, bradava às pessoas que já lotavam o Minhocão: "Voceis tão tudo cheio do dinhero pra dá 10 real num espetinho de carne!". Quem lhe tira a razão?! Isso porque ele nivelou pelo valor mais módico, porque o espeto de carneiro estava saindo por R$ 12, o hambúrguer de pato por R$ 15, o café (que não tinha) com bolo OU pão de queijo por R$ 10 (nó!) e por aí vai. Pagava-se pelo toque gourmet das comedidinhas, mas respeitando o tom deveras democrático da Virada... espalhadas pela cidade, lá estavam as barraquinhas de yakissoba, tempurá (tempuróleo!) e o legítimo pastel de feira... tudo por R$ 5, oras!!! Questão de escolha, né?!

Bom, para pedir perdão ao meu estômago, fechei a paragem por aquelas bandas com o trio de guloseimas de Carol Brandão: monkey brownie (brownie de banana), quindim com nozes e arroz doce com doce de leite. Eu chamaria de "Trio feito especialmente para Fabi Catarse!" (percebam que autoestima vai muito bem, obrigada, pois não?! Efeito da satisfação pós-Virada de sempre!). Três coisinhas que adoro... com destaque para o brownie: o melhor que já comi em toda minha vida até hoje!!!! Embora não seja absolutamente fã de banana assada (porque ela domina todo o sabor e ainda fica com uma textura nada apetitosa), devo confessar que ali houve uma (chic) harmonização perfeita e muito delicada dos sabores. Coisa de chef, né?! Valeu pagar R$ 10 pelas mini-micro-nano porçõezinhas (os bonitinhos ali da foto!). Meu estômago até me perdoou!

Para não dizer que não falei de música... deixo aqui o breve registro de que o show dos Titãs foi simplesmente arrasador. A apresentação que seria apenas do álbum Cabeça Dinossauro, de 1986, (um marco no rock brasileiro... fantástico de cabo a rabo), ainda contou com músicas do (na minha humilde opinião) mais fantástico e absoluto álbum dos Titãs: Titanomaquia (pra mim, a obra definitiva da banda!), além de canções de outros álbuns, como Flores e Televisão. Detalhe: todas no mais alto nível de rock'n roll... sem aquelas baladitas enfadonhas que tanto me irritavam nos shows do Titãs (aaaah, pronto... falei!!!!). Foi a catarse consagratória da Virada Cultural 2012! Já estou esperando pela de 2013...

domingo, 22 de abril de 2012

Noivos, cuidado com a chuva: de arroz!!!

Fui madrinha de casamento de um casal de amigos muito queridos e quando recebi o convite, minha primeira pergunta foi:

- Quantos quilos de arroz você quer que eu providencie?!

De pronto minha amiga, a noiva, respondeu:

- Nenhum! É proibido!!

Ela então explicou que quando foram marcar a data das bodas a pessoa responsável pelas instruções deixou claro que é proibido jogar arroz nos noivos.

Segundo aprofundadas pesquisas que realizei (ã-rã!), descobri que jogar arroz nos noivos é uma tradição muito antiga, iniciada há cerca de 4 mil anos (caramba... as pessoas já se casavam nessa época?!), na China (claro!). O arroz é símbolo de prosperidade, fertilidade, saúde, riqueza e felicidade. Assim, jogar arroz sobre os recém-casados atrairia essas bênçãos e toda sorte de energias positivas para a nova fase do casal. Além de ser um charme ver aquela chuvinha de grãozinhos ao final de cerimônia!

Entretanto... depois de 4 mil anos, decidiram proibir a prática. A explicação é que os pobres arrozinhos foram motivo de milhares de acidentes. Vejam só que injustiça! Até concordo que aqueles grãzinhos crus, em contato com o piso liso, somando-se isso aos sapatos de saltos das madrinhas e convidadas, é uma combinação perfeita para os mais variados tipos de estabacos: dos escorregõezinhos aos duplo-twist-carpados. Nem falo aqui de incidentes como grão de arroz ir parar no olho da noiva ou do noivo, ficando o álbum do casamento bem parecido com o do casamento do Conde Drácula. Ou, ainda, de penteados arrasados depois de a noiva sacolejar a cabeça tal qual uma metaleira enlouquecida na tentativa de tirar 5 quilos de camil da cabeça. Creio que o que motivou a proibição foram acidentes que fizeram com que ao invés de buzinaço, o barulho do carro que levaria os noivos seria o da sirene do SAMU! Será?!

Pensei em bancar a super rebelde e traficar uns saquinhos de arroz no dia da cerimônia, mas logo pensei no Murphy... já pensou se meus amigos recém-casados tivessem que passar a noite de núpcias na fila do raio-X?? Aff... desisti da ideia, mas... com uma dorzinha no coração! Afinal, a chuva de arroz é um clássico dos clássicos!!! Até estão tentando substituir o agulhinha por pétalas de flores, papel picado e até bolinhas de sabão (essa sim perigosa... imaginem uma porção de bolhas de sabão estourando na maquiagem da noiva e borrocando tudo!!!! de-sas-tre!), entretanto... nada, na minha opinião, ocuparia à altura a chuva de arroz! Aliás... será que ninguém pensou e chuva de sal grosso?? Sei lá, me ocorreu isso agora, afinal, mais do que prosperidade, fertilidade, saúde, riqueza e felicidade, um novo casal também precisa espantar os olhos gorduchos, heim?! Taí uma ideia!!!!

No casamento desses meus amigos o que houve foi uma chuva de aplausos no corredor polonês formados pelos padrinhos, pais e avós dos noivos. Em termos de energia positiva, equiparado, mas ainda me pergunto se não devia ter moquiado um quilinho de arroz para jogar nem que fosse dentro do carro dos noivos!!! hehehehehe Claro que não é isso que fará a felicidade do casal lindo e fofo que eu adoro, mas... estou com isso na cabeça e assim que eles voltarem da lua de mel... vou recebê-los no aeroporto com uma chuva de arroz... porém, só depois de entregar-lhes capacetes, joelheiras e cotoveleiras!!

Credo gente, esse mundo anda muito perigoso!

domingo, 15 de abril de 2012

Festa no Apê!



Não, não, senhoras e senhores... não estou a tentar resgatar aquele antigo (!) sucesso (?) do cantor (?!) Latino. O que será narrado a seguir se trata de causo baseado em fatos reais:



Era sábado à tarde quando o casal, feliz da vida simplesmente por ser um sábado à tarde, resolveu abrir uma garrafa de vinho para acompanhar uns queijinhos que estavam na geladeira e comemorar as coisas simples da vida.



Lá pela metade da garrafa, já se preparando para abrir a próxima, ela teve a ideia de chamar o casal de vizinhos do andar de baixo para acaompanhá-los no queijo (só tinha gouda!) e vinho (só merlot!). No elevador, ela encontrou o vizinho da frente:



- Vai lá em casa, estamos tomando um vinhozinho e comendo queijo!

- Eba! Vou sim, vou levar um vinho que tenho lá em casa e vejo se tenho alguma coisa para acompanhar!



Chegando no apartamento de baixo, blim-blom:



- Oi, vim chamar vocês para tomar um vinho lá em casa e comer um queijinho!

- Maravilha! Mas estamos esperando um amigo... vocês se importam se levarmos ele?

- Claro que não! Vão lá!

- Tá! Vou levar uns vinhos que estão na adega e vejo se tenho algum queijo para acompanhar!



Na volta para o apartamento, nas escadas, encontrou o vizinho de cima que descia:



- Oi! Faz tempo que não via você! Como vão as coisas?!

- Nossa... muitas coisas! Muitas novidades!

- Sério?! Faz assim: faz o que você tem que fazer e depois vai lá em casa... estamos tomando um vinho e beliscando um queijinho... Chama sua namorada. Estamos esperando!

- Beleza... só vou até o mercado comprar umas coisinhas e aproveito para comprar uns vinhos e uns queijos... na volta a gente passa lá!



De volta ao apartamento, o vizinho de baixo já havia chegado e trouxe outro amigo, que chegou de surpresa. Nesse caso, o marido resolveu ir até o mercado pegar mais uns vinhos. Na frente do prédio, encontrou o irmão, que chegava de surpresa com a cunhada e os dois filhos:



- Nossa, acertaram em cheio! Estamos tomando uns vinhos com uns amigos! Subam lá que eu já volto!



No mercado, encontrou o vizinho de cima:



- Ô, rapaz... tô comprando uns vinhos pra levar lá na sua casa... sua esposa acabou de chamar a gente pra colar lá!

- A gente?

- Eu e minha namorada... e... a irmã dela... que chegou sem avisar... algum problema se a gente levar ela?!

- Beleza, rapaz, mas não é nada demais... só um bate papo entre amigos... vim pegar mais uns vinhos e já volto lá!



Na fila do caixa, claro, não podia ser noutro dia: encontrou os caras da faculdade que não via há anos! Adivinha:



- Pô... cola lá em casa... a gente toma um vinho e coloca o papo em dia!



Eram 6!



Quando chegou em casa, encontrou a esposa tentando administrar o caos. O apartamento, de 35 metros quadrados, estava lotado. Já tinha gente com taça de vinho no banheiro, trocando altas ideias, sentado na pia, com o outro, sentado na beira do box! Na mesa da cozinha, mais garrafas de vinho do que muita adega por aí! Queijos de todas as qualidades. Na pequena sala, já não se via mais o sofá. Parecia a estação da Sé, às 6h da tarde. Do quarto, vinha o som: um dos vizinhos trouxe o violão... o que motivou o outro a pegar sua flauta... e quando se viu, havia uma roda de choro instaurada, mal acomodada, mas muito empolgada!



Interfone:


- Alô!

- Boa noite... é que tem um pessoal reclamando do barulho!

- Faz assim, o próximo que reclamar... manda pra cá pra comemor com a gente!

- Vou deixar o recado... tô largando do posto agora...

- Então sobe aqui, poxa!!! Comemora com a gente!



Pouco tempo depois, já era necessário organizar um rodízio para entrar no apartamento:



- Oi, que bom que vocês vieram... Mas deixa eu pedir uma coisinha... dá pra esperar um pouco?! Vocês estão no grupo 4, tá?!



A noite já ia alta quando resolveram pedir pizzas. Quando chegou:



- Ué! o dono da pizzaria entregando pizza?!

- É a última da noite... resolvi fazer eu mesmo, mas já tô indo pra casa!

- Fica aí, então, rapaz... estamos tomando um vinho... bom, na verdade a gente tá dando uma festa de arromba!!! Aproveita!

- Posso chamar minha namorada?!

- E não?! Claro que pode!

E assim, meio sem querer... acabaram dando uma mega festa para o prédio todo (e agregados!). Quem disse que em apartamento pequeno não é possível oferecer uma "recepçãozinha" vez ou outra?! É tudo uma questão de organização, oras! Apartamento de gente boa é assim: sempre cabe mais um (monte de gente boa!).



domingo, 8 de abril de 2012

Petit déjeuner très difficile



Em Paris, ao chegar no hotel (depois de vencer uma épica batalha logística com o senhor Charles De Gaule*), o mounsieur da recepção, antes de nos entregar a chave de nosso quarto, fez suas continhas e, para fechá-las, perguntou se gostaríamos de incluir o café da manhã nas diárias, sendo acrescido 6 euros por dia (cerca de R$ 18). A amiga que não come (!) foi rápida na resposta: "não!"; eu e a outra amiga, pensamos um pouquinho e, consultadas nossas ilusões mais românticas sobre Paris, imaginamos nosso petit déjeuner (café da manhã) num buffet francês, à moda (leia-se, à fartura) brasileira: "non, merci!".



Já passava das 22h quando conseguimos "ajeitar" (bem entre aspas, viu?!) nossas coisas no quarto para, então, sairmos para comer alguma coisa. Não ficamos exatamente em Paris, mas em Ille de France, bairro residencial. Lá fora, frio de freezer (não digo de congelador porque não estava nevando! mas podíamos ver a fumacinha branca rolando pelos ares... tal qual um freezer!). Andamos um, dois, três, quatro... um bilhão de quarteirões e... nada... nenhum restaurante aberto. Quando tudo parecia perdido, justamente a amiga que não come encontrou uma... adivinha... pizzaria aberta!! Nosso primeiro dia na França, depois de 7 na Itália, seria brindado com uma pizza preparada por um napolitano legítimo... todo simpatia! Pizza divina e maravilhosa.



No dia seguinte, acordamos cheias de disposição (ou quase isso) e nos pirulitamos para rua. Antes de qualquer coisa: café da manhã. E, juro, não sei porque cargas d'água, os caminhos resolveram brincar conosco!! Não sei o que acontece com aquele bairro, mas simplesmente não conseguíamos acertar um único caminho sequer!!!



Depois de rodar um bucado (no último dia nos demos conta de que tudo estava ao lado do hotel, mas por ironia de alguém, não se sabe quem, sempre andávamos quilômetros para encontrar um mercadinho que fosse!), encontramos um café que justificou toda aquela andança. O café da Bárbara e do Alexandre, onde tomamos o melhor café de todos, acompanhado de um pão divino! Ele todo encantado com o Brasil... conhece Trancoso (que custo dizer esse nome!) e está louco para voltar aos trópicos (aliás, diga-se de passagem: a cada 10 parisienses para quem dizíamos que éramos brasileiras, 5 dizia que quer conehcer e 5 dizia que quer morar aqui! très chic ser brasileiro na França, viu?!). Peninha que esse lugar fofo ficava no fim do arco-íris e, portanto, nos demais dias, não conseguimos tomar café por lá... sempre estava fechado... coisa muito estranha!



Estranhas, estranhas mesmo... são as padarias. Vejam só que coisa mais curiosa: nas padarias, vendem-se apenas, tão somente, não mais do que... pães! Então, de pão em punho, fomos à cata do café... encontrado... ah-rá... na tabacaria!



Uma verdadeira batalha que se tratava todas as manhãs em busca do petit déjeuner du matin. O mais bizarro nessa busca é o fato de que, talvez abestalhadas pela fome lancinante que já paralisava nossos vigorosos e engenhosos cérebros, não recorremos à mais óbvia e trivial das soluções: o café da manhã do hotel, poxa!!! Só no último dia, depois de quase perdermos o gosto pela vida, eu e a amiga, que também acorda tal qual um leão faminto, optamos pela mais racional das alternativas: o bom, pertinho, confortável, gostosinho e muito bem pago (senão quase de graça, tendo em vista que não há dinheiro que pague a Paz!) café da manhã do hotel.



Claro que teve toda a parte maravilhosa, indescritível, inacreditável, glamourosa e fantástica de Paris... mas abordar esse aspecto da Cidade Luz seria tão clichê... então, resolvi, para fechar essa minimicrotemporadinha na Europa falando da maior dificuldade enfrentada: a fome!!!!!!!!



Ah, sim... uma dica preciosa para quem vai à França e, assim como eu, é cheio de frescurinhas para comer: PAUL! Uma rede de lanchonetes (???) espalhadas por toda a Paris e que tem os lanches mais incríveis, saborosos, gigantescos e maravilhosos para encher a barriguinha durante suas andanças! Mais uma coisa: pelo amor de Deus Todo Poderoso... não arrede pé de Paris sem provar (apreciar, devorar) os macarrons... nuvens de amêndoa que derretem na boca!! E os chocolates... Lindt por todos os lados, chega a ser ordinário (e muito barato, importante dizer)! Hummm... olha eu aqui, falando de maravilhas... mas acho que Paris é isso, acho que todos que saem de lá já o fazem pensando na volta, como se fosse ali!

*o aeroporto cujos caminhos para sair deixam São Longuinho precisando de GPS!

domingo, 18 de março de 2012

A relatividade das atitudes ecológicas



(prometo que semana que vem conto o causo dos cafés da manhã em Paris, mas preciso contar um fato ocorrido nessa semana, ok?!)





É sabido por todos, ou pela grande maioria, que o óleo de cozinha utilizado em frituras, além de fazer mal para o organismo, também é um agente altamente poluente das águas e do solo, pois não?!



Foi pensando nisso que, tomada por um sentimento ecológico, embuída de toda boa vontade do mundo, em prol das futuras gerações, que disse à minha mamãe o seguinte:



- Mãe, no Carrefour, do lado do trabalho tem coleta de óleo de cozinha, então, vai juntando e quando tiver uma certa quantidade você me avisa que eu levo e deposito no local apropriado!



Olha que fofa que eu sou. Pois é! Passados alguns meses (mamis usa super pouco óleo, fofa!), num certo dia ela me diz que, se eu pudesse levar, já tinha uma embalagem cheia de óleo velho para descartar. Ela tomou o cuidado de colocar em 4 sacolinhas plásticas (minhas questões começam aqui: o óleo vai para reciclagem... e as sacolinhas e a embalagem???) e me entregou. Coloquei no meu carro, no assoalho do lado do passageiro e fui trabalhar. Era segunda-feira.



O caso é que minha vida está, como vou dizer, o verdadeiro sambadocrioulodoido... não tenho tempo nem para espirrar, sem contar que a quantidade de informações com as quais tenho tido que lidar faz com que o básico seja deixado de lado... resumindo: ando meio retardada! Por isso, não tive tempo de ir até o Carrefour levar a tal gordura para reciclagem... e quando fui... claro que esqueci de passar no carro para pegar o pote!


E assim foi: segunda, terça, quarta... até que na quinta-feira, ao chegar em casa (estressada tal qual o demônio da Tazmânia), notei que a fofura da embalagem da gracinha da gordura fedorenta tombou, fez a gentileza de passar pelas 4 camadas de sacolas plásticas e fazer uma imensa poça no tapete do meu carro.



Já estava estressadinha, daí, isso foi a gota d'água... não, não... de óleo... para um pequeno ataque de pelancas! Vendo meu estado, minha mãe se prontificou a lavar o tapete, enquanto eu gritava:



- Tira essa p**** de gordura fedida de perto de miiiiiiiiiiiiim...



Depois de contar até um milhão, entoando o mantra da paciência, paz e tranquilidade... fui ver no que tinha dado:



- Teve jeito?! Saiu tudo?



- Ah, nem precisou muita coisa... só tinha uma manchinha na parte plástica...



- COMO ASSIM??? TINHA UMA POÇA NO CARPETE!!!



Feliz e contente (ã-rã!) peguei o tapete que já estava no varal e fui lavar novamente.



Pena que sou uma pessoa que não pode fazer as coisas quando está nervosinha... porque faço com raivinha... daí... bom... lá fui eu... joguei o tapete na sacada, peguei o OMO líquido concentrado (isso... aquele que só precisa de meia tampinha para lavar 10Kg de roupa numa máquina cheia!) e joguei, com certa fúria (confesso), meia embalagem de OMO (meia embalagem, não meia tampinha!) sobre o tapete, sapequei uma vassoura para limpar bem limpinho e abri a mangueira para enxaguar.



Rá-rá-rá! Claro que passei a próxima meia hora tentando vencer o mar de espuma que tomou conta da sacada e escondeu meu tapete e quase me afogou!



Resumindo: por conta de não jogar cerca de 500 ml de óleo no lixo, gastei 5 bilhões de litros de água! Muito ecológica essa minha atitude, não?!!!!



Juro, juro, juro... minha intenção inicial era a mais ecológia possível, mas, ao que tudo indica... não deu muito certo.



Moral da história: Capitão Planeta sentiria vergonha de mim!



Conselho valioso: não tente ser ecológico durante períodos de turbulência emocional! O planeta agradece!!!!

domingo, 11 de março de 2012

Saudade do meu pretinho...



A temporada fora foi curta, apenas 12 dias, mas foi suficiente para sentir na pele o que considerava que não iria sentir: saudade! Saudade da caminha, da casa, do Brasil?? Nada disso! Doze dias é muito pouco tempo para tanto, mas são o suficiente para sentir saudade de comida... mais especificamente de uma bebida em particular.



Confesso que sempre considerei um pouco exagerados os relatos de amigos que passaram temporadas (curtas ou longas) fora do país que diziam que sentiram muuuuita de falta de x, y ou z. Sendo que o que imperava dentre essas listas era o feijão! Minha conclusão: me dei bem! Nunca vou sentir falta de feijão porque não como esse trem, logo, posso passar o tempo que for longe do Brasil que nem vou sentir! Bobinha!



De feijão, realmente não senti falta (era só o que faltava: não pode nem com o cheiro disso no Brasil daí, cruza o oceano e já fica sonhando com o carioquinha... toc-toc-toc!), especialmente na Itália, onde posso encontrar a cada passo um lugar que sirva minha comida favorita: a italiana! No entanto, já no segundo dia comecei a sentir aquele apertinho no coração a cada vez que me lembrava do meu pretinho... meu café... meu Melittinha coado, morninho, docinho...



O café da manhã, no sentido de primeira refeição do dia, era tomado num café lindinho ao lado do hotel (já mencionei que a melhor coisa no café da manhã era o italiano maravilhoso que tirava o café?? acho que já, mas vale repetir para fixar!!). Como não falo italiano (exceto palavrões... o que não seria muito útil, nem fino de minha parte, para fazer um pedido no balcão!), não tinha muito o que ficar perguntando sobre as opções, então, no primeiro dia pedi um "uno capucciiiiiino", com meu melhor sotaque "das Mooca". Eu, que há anos só bebo leite desnatado, me vi diante de uma xícara enooooorme de algo que classifico como leite "com obesidade mórbida", com um pouco de café e uma poerinha de chocolate e sem canela (muito curioso!!), mas um croissant gigantesco.



No segundo dia, gastando meu vasto italiano, pedi "uno cafe macciaaaaato". Uma xicrinha de 50ml com café e a tal mancha de leite (que mais parecia chantily, já que era feito com o tal leite gorducho!). No terceiro dia, claro que já estava tendo tremores de abstinência de litros de café, então pedi "uno expreeeeesso". Foi quando vi que havia ali, naquele país, uma conspiração contra a minha pessoa: havia a clara intenção de ver como a Fabizinha aqui ficava sem uma dose decente de cafeína. Paranoia? Que nada! Acreditariam em mim se tivessem visto o que era a porção de expresso servida: um borrãozinho no fundo da xícara. Um rico eurinho para 3 ml de café. Por que a porção de café era tão pequena e a de leite de imensa? Minha teoria é que o café vai, de navio, da América do Sul para lá (encarecendo sobremaneira a bebidinha), enquanto que o leite... bom, esse era tirado da mimosa que eles deviam criar no fundo do café!



Fui levando do jeito que dava, tomando 20 porções de capuccino por dia para manter o nível de cafeína num índice seguro à minha sobrevivência. O melhor, e mais bonito, deles foi tomado em Nápole (é o da foto) que, embora não tivesse sido feito pelo gatíssimo de Roma, era o que tinha a combinação de ingredientes mais equilibrada e... claro... com canela!



Em Paris, bom... as histórias de Paris vão ficar para outro dia, especialmente as que tratam do café da manhã! Apenas menciono que, quando finalmente encontrei um lugar que servia café duplo (meu coração até disparou quando li isso na placa!), no café da Torre Eiffel, quis me jogar de lá de cima depois do primeiro gole: era café americano! Descrevendo em poucas palavras: uma água de batata fumegante! Nojento.



Quando foi que percebi que estava com saudade?! Quando, na Fontana Di Trevi (fonte [lindíssima] que tem a fama de realizar os desejos de quem joga moedas), em Roma, joguei 1 euro pedindo uma boa caneca de café Melitta, coado, morninho, docinho*!






*Se a Fontana realizou meu pedido? Sim, sim, mas só em casa, no Brasil!

domingo, 4 de março de 2012

A menina e o macarrão encantado



Se eu não tivesse presenciado, juro, não teria acreditado! Mas peço, em nome dos anos desse blog, que acreditem no que vou lhes contar.



Há cerca de duas semanas estive em Roma. Nos primeiros dias, quando o ocorrido se deu, estava acompanhada de apenas uma amiga (a outra só chegou dias depois). Essa amiga, a que estava comigo, possui hábitos alimentares devaras particular... ela basicamente... não sente fome. Perto dela me sinto a própria faminta-esganada-de-fome. Confesso que demorei um pouco até perceber esse fato curioso. Só fui me dar conta quando percebia que, enquanto meu estômago roncava, ela andava lépida e faceira, sem nem pensar em parar para comer. E, vejam bem, estávamos em ROMA... a terra-mãe da pasta, da pizza e do sorvete!



Enquanto meus olhos brilhavam (e o estômago roncava) a cada restaurante que avistava, ela... nem tchum... não se abalava! Percebendo que as propostas para parar e comer nunca partiriam dela, comecei eu a me manifestar: "Vamos comer alguma coisa?" e a resposta... "Eu vou lá com você, mas não vou comer nada, estou sem fome!". Espantoso!



Não sei se o contraste me fez mais esfomeada ou se o frio intenso (não tão intenso quanto noticiou nossa querida Ilze Scamparini dias antes!) fazia meu metabolismo transformar em minutos as calorias consumidas em calorzinho para meu corpo, o fato é que eu sentia muita fome e o tempo todo. Talvez fosse meu subconsciente gritando: "Lindinha, coma mais, coma muito, porque você não sabe quando sua amiga vai querer parar de novo para comer". Assim sendo, me garantia!



Enquanto eu me derretia degustando cada pedacinho das deliciosas pizzas, dos deliciosos sorvetes, ela, quando, com alguma insistência minha, comia alguma coisa, o fazia com uma neutralidade que beirava a indiferença. Era um ato mecânico.

E assim foi... até aquele dia.



Andamos o dia todo. Andamos muito, muito mesmo. Saímos cedo do hotel e passamos o dia a gastar a sola do sapato. Em Roma, andar de metrô é quase um desperdício, isso porque a cada passo há uma ruína, um monumento, uma paisagem para admirar. Mas, sabe como é, chega um momento que o corpo pede socorro e é preciso parar. Foi o que aconteceu. Estávamos beirando a exaustão quando ela perguntou "vamos voltar pro hotel?" "Não! Eu não consigo mudar o passo, eu preciso sentar a-go-ra, co-mer um bom prato e descansar por pelo menos duas horas".



Estávamos no Pantheon, onde há uma praça com diversos restaurantes charmosos com mesas fora... escolhemos o que tinha o maior aquecedor. Pedi uma lazanha e minha amiga, que estava mais para acompanhar, olhou para a mesa ao lado e resolveu pedir um prato igual ao que via. Um espaguete com polpetinhas. Estava meio contrariada, considerando que a iguaria lhe custaria 13 euros (uma pequena fortuna para quem não é, assim, muito chegado em comida, pois não?!).

Minutos depois, porém, algo aconteceu. Ao provar a primeira garfada, vi, diante de mim algo mágico acontecer. Os olhos da minha amiga brilharam. Imediatamente sua energia mudou. Seu corpo todo sorria. Depois de engolir: "É a comida mais maravilhosa que já provei em toda minha vida!". A cada nova garfada, minha amiga ia se maravilhando e se deliciando ainda mais. Ju-ro que vi seus olhos marejarem.



Depois desse prato de espaguete, algo dentro dela, na alma dela, mudou. Daquele dia em diante, foi como se suas papilas gustativas, sua boca, seu estômago tivessem descoberto sua razão de existir. Comer, depois daquela pasta, nunca mais seria um simples ato mecânico. Vi, a olho nu, a vida de alguém mudar. E tudo por conta de um prato de macarrão encantado, degustado em Roma, na praça do Pantheón que, vamos combinar, é um cenário bem mágico para uma coisa dessa magnitude acontecer!!!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fome! Fome! Fome!

- Vamos almoçar juntas?


- ...hummm... não sei... tô sem fome...

- Ah, sim, depois de comer um pãozinho, dois pacotes de bolacha, um toddynho e uma maçã... eu também estaria sem fome...

- Ficou contando, é?! Na verdade eu tô... assim... na verdade eu tô com fome sim... eu vou com você!

- Vamos ao vegetariano? Acho que você tá precisando de alguma coisinha leve...

- Pensei no rodízio...

- De saladas?

- Dã! Não, né?! O de carnes!

- Afff... que que é isso? TPM da draga*?

- ...19, 18, 17... xi... pior que não!

- Tá grávida??????????!

- toc-toc-toc... não! Gravidez dá enjoo, não fome!

- ok...

- Vamos logo almoçar? Essa perguntação toda está me dando fome...

- Me dá cinco minutos pra eu ligar pra churrascaria pra eles irem matando uns três bois extras...

- (roendo as unhas)

- Caramba, vamos logo porque você começou a comer os próprios dedos!

O nome disso é ansiedade! Para alguns, vira o estômago, dá nó na garganta... para outras (incluindo eu!) a ansiedade abre mais o apetite do que Biotônico Fontoura!!!


*Período da TPM quando nem toda a comida do mundo é suficiente para sair uma fome descomunal!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O diabo veste Prada, mas come o quê?!




Religiosos, Cristãos, ateus, satanistas e afins, não é do demo que falarei, mas sim do filme 'O diabo veste Prada'... sinto muito se decepcionei alguém!!


Entretanto, não é do roteiro, da iluminção, da direção, da divina interpretação de Meryl Streep ou do figurino acachapante que falarei... sinto muito se decepcionei mais alguém!


Além dos temas supracitados, uma cena em especial me chamou a atenção desde a primeira vez que assisti a esse filme. Quem já assistiu, por favor, ajudem o amiguinho do lado a se lembrar também: lembram-se quando o namorado da Andy a recebe com um lanche inacreditavelmente dourado na manteiga????? Pois me veio água na boca só de lembrar!


Obviamente o gatinho não deu a receita, mas teceu alguns comentários sobre o sanduba (devidamente recusado por Andy, tendo em vista que a moça precisava diminuir seu manequim... ã-rã!) enquanto o dourava. A cena não me saiu da cabeça (já que os Pradas, Chanels, Guccis etc estão um tantinho longe da minha realidade... cada um se prende ao que pode, pois não?!), então, resolvi fazer algumas experiências.


Após alguns testes, a minha releitura foi a seguinte: 2 fatias de pão de forma integral light 7 grãos; dentro, uma fatia de mussarela, uma de queijo branco e uma colher de sobremesa de requeijão light (os ingredientes light não são hipocrisia, não... são a compensação pela manteiga que será usada mais adiante!). Em cada uma das fatias de pão passei metade do requeijão, coloquei os queijos e fechei. Numa frigideira antiaderente, coloquei uma colher de chá (ou uma pontinha de faca) de manteiga (Aviação) para derreter ao centro, deixando-a se espalhar até mais ou menos o tamanho do lanche. Assim que a manteiga derreteu (não esperem muito senão ela queima e desaparece!), coloquei meu sanduba sobre a 'mancha' e, com uma espátula, pressionei levemente durante alguns minutos até que estivesse douradinho. Repeti a operação (!) com o outro lado e depois de uns minutinhos minutos... voilá a minha versão do lanche d'O diabo veste Prada!


Evidentemente, as versões de recheio ficam ao gosto do freguês. As possibilidades são infinitas. O grande lance é a camada externa que fica absurdamente crocante e muito, muito, muito saborosa. Sanduíche digno de se comer com garfo e faca, viu?! Até porque a camadinha de manteiga deixará sua mão gordurosa... e vai que, por um lapso, você a encoste no seu vestido Chanel ou no seu terno Armani, né?! hehehehe


Não sei se o diabo comeria, mas que ficou dos deuses... ah, isso ficou!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Sintomas



- Heeeeeeeeeeeeeeei, você... você aí!


- (...)


- ...você mesmo! Vai ficar fingindo que não me escuta?! Sai logo da frente, ô lesma, deixa quem tá com pressa passaaaaar...


- ...eu não devia, mas vou responder: não adianta nada eu sair da frente "senhor", porque o elevador vai continuar descendo na mesma velocidade...


- Humpf!



Que cara maluco, não?! Mas, ao contrário do que possa parecer, o "senhor" do diálogo acima não sofre de transtorno bipolar, não está tendo um surto psicótico, nem tampouco passa por uma crise de stress agudo... o mau dele tem 4 letras: F-O-M-E!


Esse problema, que acomete 10 entre 10 seres humanos, apresenta sintomas comuns como roncos e ruídos oriundos do estômago, salivação excessiva e alucinações com pratos apetitosos.



Não raro, lá pelas doze badaladas da manhã, é possível esbarrar com indivíduos com olhos injetados, apressados, absortos nos próprios pensamentos, ao mesmo tempo, dispersos para qualquer outra coisa atividade que não seja: ir almoçar!
No entanto, cada indivíduo pode apresentar particularidades na manifestação da f-o-m-e. Por razões as quais a ciência ainda não foi capaz desvendar, tais particularides vão desde o prosaico mau humor, dos graus mais moderados - limitados às breves bufadas - aos mais grotescos pitis - como no exemplo supracitado - até sintomas totalmente inusitados como...surdez!



- Si, vamos comigo à biblioteca?


- (...)


- Siiiiiiii....


- (...)


- Siiii-iiii-iiiii-iiiiiii


-(...)


- SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII


-Ã? Falou comigo? Tô com fome!



Sim, por mais incrível (no sentido de não-crível!) que pareça, o diálogo acima é verídico! Essa minha amiga ia perdendo a audição ao passo que a fome ia aumentando. Se a chamasse mais de duas vezes sem ter resposta, batata! Era fome!!! Curioso, não?! E você, qual é o seu sintoma de fome?! O meu é o bom e velho mau-humor.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Pão acordado!




Que maravilha acordar pela manhã sentindo o cheirinho do café fresco e do pãozinho quente, recém saído da primeira fornada, entregue pessoalmente pelo padeiro na porta de casa!!


Bom, a menos que você ainda esteja dormindo (e sonhando) ou que seja parente chegado do próprio padeiro, uma cena como essa é estatiticamente impossível de acontecer, pois não?!


Ainda mais hoje em dia, quando as padarias de bairro vão ficando cada vez mais raras, sendo substituídas pelas seções de pães nos super-hiper-mega-master-blaster-mercados.


Comum mesmo é encontrar aquele pãozinho dormido, parecendo uma sapato velho, meio murcho, sem graça nenhuma, largado em cima do armário! Mas se você, como eu, acorda com uma fome de leão... o jeito é encarar o pãozinho (juntamente com váááárias outras coisas, claro!). No entanto, quem disse que seu pãozinho precisa ser consumido "dormido"? Vamos acordar esse rapaz!


Em casa, desde sempre tivemos o hábito de dar uma acordada no pão pela manhã. Quando era criança, tínhamos equipamento específico para esse fim: uma frigideira de alumínio, sem cabo, toda amassada, a quem chamávamos respeitosa e carinhosamente de "torradeira"!! Já com a torradeira (chamemos assim) no fogo, cortávamos o pãozinho ao meio, passávamos uma generosa quantidade de manteiga Aviação (naquele tempo não existia essa bobagem de colesterol!!), então, levávamos à torradeira e lá o pãozinho ganhava vida nova! Ficávamos apertando o pão com um garfo para que a manteiga dourasse. Depois de alguns minutos...tãnam.. um pãozinho totalmente renovado! (hoje em dia, continuo usando essa técnica, mas a "torradeira" foi substituída por uma frigideira antiaderente reservada para isso).

Essa não era aúnica técnica para renovação de pão. Minha mãe fazia um tal de "pão de carinha lavada". Funciona muito bem com aqueles pães que acabaram ficando meio duros... acontece mais no outono (quando o tempo fica muito seco), com pães guardados em sacos de papel. A técnica consistia em umedecer toda a superfície do pão com água filtrada, como se estivesse lavando a carinha dele (e o corpinho todo, para bem dizer!) . Então, acomodava-se o(s) bonitinho(o) em uma panela de pressão. O passo seguinte era fechá-la e levá-la ao fogo por cerca de 3 minutos (a panela nem chega a pegar pressão direito). Quando se abre a panela o que se vê é um pãozinho completamente rejuvenecido! Miolo macio, fofinho e quentinho por dentro e casquinha crocante por fora. Anos depois, aprimoramos a técnica tornando-a mais prática: ao invés da panela de pressão, passamos a colocar o pão de carinha lavada no forninho elétrico. Mas já adianto que não fica a mesma coisa!


Talvez, a mais clássica das alternativas para tornar aquele pão amanhecido numa coisinha mais apetitosa seja a torrada! Fatia-se o pãozinho, coloca-as numa assadeira e leva-as ao forno por alguns minutinhos (claro que, tão comum quanto fazer torradas é esquecer da vida e acabar fazendo "carbonizadas") e pronto: torradinhas, quentinhas, com uma manteguinha derretendo por cima!


E se estão pensando que renovar o pão dormido é coisa de gente sem refino... estão enganadíssimos! Recentemente, o Caderno Paladar d'O Estado de São Paulo dedicou suas páginas à causa. A versão on-line da matéria está aqui: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos%20paladar,pao-dormido-(e-renovado),4789,0.htm. Vale a pena conferir. Aposto que vocês nunca mais vão olhar aquele pão dormido do mesmo jeito, vão tratar de querer acordá-lo com os mais variados sabores e técnicas, seja para o café da manhã de amanhã*, seja para a entradinha do jantar.




*Duvido e faço pouco que alguém tenha coragem de levantar mais cedo em plena segunda só para ir até a padaria buscar pão fresquinho!!!!!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Temporada Ouro Preto: O Sótão (pra não dizer que não avisei!)



Viagem não é viagem de verdade se não tiver aquele episódio que, depois que passa, faz a gente rir copiosamente da mega roubada que se meteu, certo?! Pois em Ouro Preto não poderia ser diferente. Aliás, a diferença é que a gente identificou a roubada já nos primeiros minutos e já choramos de rir lá mesmo!

O motivo foi O Sótão, um aparentemente inofensivo restaurante localizado na Rua Direita, 124. Era noite e entramos lá porque o grupo era imenso e não cabia n'O Passo sem que fosse feita reserva. Na estreita portinha d'O Sótão, um hotness (um ser estranhíssimo que lembrava o Raul Seixas) angariava pretensos comensais que subiam ou desciam a ladeira. Como começava a chover, a fome do pessoal começava a apertar e a preguiça depois de um dia cheio falava mais alto, resolvemos entrar.

Passando a porta, um salão vazio e ao fundo uma escada caracol que nos levaria ao sótão propriamente dito. O primeiro constrasenso do local, considerando que o tal sótão era apertado e tinha teto baixo, ou seja: por que diabos, então, não ocupavam a parte de baixo do local???? É a fidelidade ao conceito da casa em detrimento do conforto dos frequentadores, pois não?!

No salão, diversas mesas espremem-se numa arrumação aleatória. Como a turma recém-chegada era composta por cerca de 30 pessoas, a solução foi fazer um arrranjo esquisitíssimo em "L" nas mesas. Layout torcicolo! Aliás, o dono da casa que nos atendia não media esforços para que não desistíssemos de permanecer no local. Elencava num entusiasmo de fazer inveja a qualquer recreador infantil, todas as atraões da casa. Dentre as vantagens incomparáveis que a casa oferecia, o Biafra (sim, o rapaz era a cópia perfeita do Biafra!!!) nos apresentou, orgulhosamente, o launge com vista para a cidade: na verdade uma varandica bem da sem vergonha, com algumas cadeiras quebradas encostadas e com vista para o varal de calcinhas da casa vizinha!! Preferimos nos referir ao espaço como "longe"!!!

Outra atração da casa? Sim, claro que havia! Música ao vivo. Oh, Gosh! Não demos sorte. Na nossa noite, um senhorzinho (em estágio avançado de depressão) dedilhava tristemente seu violão e arranhava as mais enfadonhas letras da MPB... foi o set mais triste que já ouvi na minha vida! Mas, se a trilha sonora era tristonha, a animação do Biafra cantando o cardápio fazia o contraste necessário para manter o nível de gargalhadas da noite.

Depois de mil quinhentos e vinte e cinco milhões de negociações e rearranjos... finalmente combinou-se que o grupo seria servido pelo rodízio de panquecas, ganharia caipirinhas e seria servido de tudo o mais que se pedisse. Devo confessar: não comi as panquecas, mas pessoas de minha confiança comeram e disseram que eram deliciosas!! Primeiro (e único) ponto positivo.

O próprio Biafra estava servindo nossa mesa e a cada nova panqueca, uma nova rodada de falatório. Numa dessas, ele aproveitou para revelar que além de tudo, ainda fazia balas de coco caseiras (sabem aquela que tem que ficar puxando, puxando, batendo, puxando e batendo e puxando? então, essas mesmas!) e, claro, aproveitou a deixa para vendê-las, sob ameaças de que só as fazia uma vez por semana e aquele era nosso dia de sorte!!! Ah, vá!

Tudo ia (na medida da boa vontade) bem, até que a chuva apertou lá fora e, quando pensa que não, ping-ping-ping... uma goteira bem no meu copo de cerveja!!!!!!!! probleminha prontamente solucionado pelo Biafra, que colocou uma cumbuca na mira da goteira!! Que graça.

Quando achávamos que não falava mais naaaaada acontecer... eis que começam as rodadas de idas ao banheiro! Cada um que de lá voltava, vinha com a cara mais de espanto do que a outra. Fui até lá conferir. Para começar, o tal banheiro ficava exatamente ao lado da cozinha que na verdade não tinha paredes, funcionando como uma cozinha americana com balcão. Opa! Cadê a Vigilância Sanitária de Ouro Preto, gentê?! Ao entrar, o segundo choque: o vaso sanitário ficava embaixo de uma escada, para mirá-lo, era preciso, no caso das meninas, um duplo malabarismo, afinal, além de esforçar-se para não sentar no suspeitíssimo vaso, ainda era preciso fazê-lo num ângulo agudo (negativo), contrariando a Lei da Gravidade. O papel higiênico? Sim, sim... vários rolos, váááários deles... todos numa graaaaande bacia em frente ao vaso, todos começados... sendo, de sua livre opção, a escolha de qual deles usar! Bi-zar-ro!

No fim, depois que todos estavam satisfeitos: a conta. Estraaaaanha. Os bons de conta do grupo encarregaram das complexas operações, mas, dias depois ainda falava-se da tal conta que deixou todos muito intrigados quanto às operações que resultaram num total que ficou meio suspeito, viu?! Estão avisados.

Enfim, o Sótão foi, sem dúvida, a experiência mais bizarra da temporada em Ouro Preto. De acordo com relatos, a comida é boa, mas, em contrapartida, tem todo o resto. Assim, visitando Ouro Preto, é de sua livre escolha a entrada nesse mundo esquisito... depois não digam que não avisei!

*

Bom, termina aqui a temporada Ouro Preto, a partir do próximo domingo, volto às bobagens variadas das cozinhas da vida!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Temporada Ouro Preto: onde comer e beber

O Passo




O Passo foi a melhor esperiência de Ouro Preto! Trata-se do restaurante (que fica na rua dos bancos, fácil de achar!) com ambiente mais sofisticado (mas não inimidador!) em relação aos demais da cidade (que sempre tem um ar mais caseiro, mais fazendinha). Há três opções de salão para permancer: mesas com quatro ou seis cadeiras (vermelhas! lindas!) num salão claro e bem arejado, mesas maiores para grandes grupos e a varanda, ao ar livre, com vista para o jardim botânico e (com um pouco de sorte) para um Ipê roxo absurdamente florido! O menu é italiano. Para quem já se cansou dos tutus ou, como eu, não é muito afeto às aventuras gastronômicas, preferindo sempre agradar ao estômago com a boa e garantida pasta, O Passo é o lugar! Se procura preços popularíssimos... hummm... melhor andar mais um pouco, mas, garanto, não se trata de pratos caríssimos, não (o penne ao sugo saía por R$ 30). Essa maravilha da foto é a brusqueta pomodori, que juntamente com a de funghi compôs meu almoço, ao lado de uma deliciosa e muito bem preparada capirinha de limão (com limão espremido e sem bagaço... um luxo!). Estando em Ouro Preto, permita-se O Passo pelo menos um dia!



Garapinha!


Ignore a palavra 'restaurante' na placa da foto... não é isso o que você vai fazer lá! A Garapinha (que também fica na rua dos bancos, ao lado do cinema) é o local da perdição master-blaster-plus-mega-power... é lá que se compram os melhor doces de leite de toda a galáxia!!!!!! Logo que se entra, uma vitrine pecaminosa exibe (sem o menor pudor!) quilos de doce de leite pastoso, misturado com maravilhas como morango, coco, abacaxi, maracujá (ok, essa não é minha perdição... mas tem quem considere!), ameixa, figo e mais e mais e mais! Fico zonza só de lembrar. Quem é frequentador deste blog sabe que tenho sérios problemas com doce de leite, pois não?! Pois eu quase tive uma síncope nervosa quando entrei na Garapinha (também quase tive uma 'diabetes-instantânea'). Desses doces que ficam expostos, você pode comprar por quilo ou levar potinhos (R$ 2,50 - mais ou menos 150 ml). Para quem pretende levar de presente ou fazer estoque até a próxima ida a Ouro Preto, os mesmos doces que são vendidos à granel, podem ser comprados em potes de vidro devidamente lacrados que garantem o doce por cerca de 1 ano!!!! Como se a gama de opções não fossem a melhor coisa do lugar... ainda tem o melhor preço da cidade!!! Enquanto em outros lugares o pote de 1Kg saía por até R$ 12, lá custava R$ 9! Enlouquecedor, não?! QUERO UMA FILIAL DA GARAPINHA EM SP, JÁ!

Café Chopp Real


Se O Passo foi o melhor almoço, o Café Chopp Real é, sem sombra de dúvida (isso dito por uma pessoa mega-cri-cri), o melhor jantar e happy hour de Ouro Preto!!!! Fica na praça Tiradentes, à esquerda da entrada do Museu de Mineralogia e abre por volta de 16h. Dentro, um ambiente muito agradável e com (boa) música ao vivo a partir das 18h. O atendimento é muito gentil... embora fique um pouco atrapalhado quando uma multidão inesperada surge - aconteceu quando o garçom perguntou se seríamos apenas três e dissemos que chegariam mais umas três ou quatro pessoas, que acabaram virando trinta e cinco, quarenta... resultado: nossa mesa ficou tão longa que já estava chegando em Mariana e os garçons estavam ficando desesperados com o animadíssimo mega-grupo que só foi embora às 2h!! O cardápio oferece comida típica mineira(parece estranho, mas, acreditem: comida típica é meio difícil de encontrar em Ouro Preto!) em porções extremamente generosas (servem até três pessoas tranquilamente!), mas o que me encantou não foi o tutu (claro!)... foi a batata assada! quando pedi, imaginei algo como a tradicional 'baked potato', mas diante de mim surgiu essa maravilha da foto abaixo:

é uma espécie de escondidinho de batata, mas muuuuuito bem recheado e com uma crosta de queijo derretido que me fez ir elogiar a iguaria ao gerente da casa! Nada melhor para companhar aquela super-caipitequila que pode ser vista ali ao fundo! Para não dizer que a casa é o cúmulo da perfeição... há um probleminha: o banheiro. Sujo? Sem papel higiênico? Sem sabonete? Nada disso! É limpíssimo, tem papel fofinho e sabonete cheirosinho... entretanto... a luz com sensor de presença apaga-se depois de 10 segundos. Pergunta: que bêbeado nessa vida faz um pipi em 10 segundos????? Resultado, no meio da função, a luz se apaga (breu total) e você é obrigado a dar uma sacolejada no braço para avisar ao sensor que você ainda está ali e tem sérios planos de terminar seu pipi sob luz intensa e brilhante!!!! O gerente disse que tomaria providências para aumentar o tempo de luz acesa! Mas, diante de boa comida, boa bebida e ótima companhia... esse é um detalhe tão bobo que acaba virando mais um motivo para boas risadas! Café Chopp Real: RECOMENDADÍÍÍÍÍÍSSIMO!





Sanduich Brasil

Para fechar a série 'onde comer e beber', dou a dica do Sanduich Brasil (assim mesmo!). Fica em frente ao prédio da FIEMG. Trata-se de uma versão brasileira do Subway! Eles usam o mesmo princípio de oferecer diversos ingredientes e o cliente monta o lanche da maneira que lhe convém! A diferença é que você assinala suas escolhas numa comanda e quando seu sanduba está pronto, te chamam pelo nome! Outra diferença? Os ingrediente são frescos e saborosos (pronto, falei!!). Vejam a maravilha de recheio que montei na foto acima que tirei do meu lanche! O ambiente é simples, mas bem agradável! Os preços são bem acessíveis (o lanche custa em torno de R$ 12) e a porção vale um super almoço. É uma excelente opção para quem quer uma refeição prática, saudável e muito saborosa!

*
No próximo domingo, para fechar a Temporada Ouro Preto, a experiência mais bizarra!!! Imperdível!

Feliz Ano Novo!!








domingo, 4 de dezembro de 2011

Temporada Ouro Preto: Cafés!



Antes que qualquer coisa: milhões de desculpas pela longa demora na atualização. Fim de ano maluco! Mas fica como promessa (a ser cumprida) de ano novo: voltar a postar com regularidade. Pronto. Sem mais delongas, falemos de café!!!!

*


Lembram-se dos tempos de escola quando nas aulas de história falava-se na República do Café com Leite?? Foi a época da República Velha (1898 e 1930) quando houve um revezamentozinho de presidentes civis escolhidos entre paulistas e mineiros. O apelidinho da época tem uma razão: São Paulo era o grande produtor de café e Minas Gerais o de leite. Sacaram a dica?! hehehehe


Embora as coisas tenham mudado um 'tantim' nos últimos séculos, fazendo da região do sul de Minas uma grande produtora de café, a verdade é que em Ouro Preto, se você espera degustar deliciosos cafés e tal e tal... melhor não criar grandes espectativas!
Se por um lado ao café em si não impressiona, no quesito ambiente, os três cafés de Ouro Preto que conheci empatam com honrosa nota 10!


O primeiro deles, por ondem de visita:



A Cafeteria e Livraria Cultural fica no prédio da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), na Praça Tiradentes (à esquerda do Museu da Inconfidência). O ambiente é amplo e claro. O atendimento... hummm... lento e meio arrogante. Mas, depois de horas de subida e descida de ladeiras e mais ladeiras, é um lugar agradável para molhar a garganta e jogar conversa fora (aliás, o que mais se faz em Ouro Preto!!!). Ah, uma dica legal desse café são as latas decoradas de biscoito (bolachinha!) amanteigado (a!) com paisagens de Ouro Preto. Um mimo bem fofo para guardar de lembraça ou para presentear. Não é o único lugar que vende, mas é o mais barato! O café, bom, só para manter o nível de cafeína estável no sangue.

O segundo:


A Fábrica de Chocolate, também na Praça Tiradentes (à direita do Museu da Inconfidência) é o mais aconchegante dos três. A parte da frente é a loja de chocolates que você pode comprar para viagem ou para acompanhar seu cafezinho (que também não é o mais fantástico do mundo, mas, como disse anteriormente, serve para manutenção dos níveis de cafeína no sangue!!). Mais a frente, o pequeno (mas alto) salão onde ficam as mesas. Tem uma atmosfera antiguinha, aconchegante. Um grande espelho e diversas gravuras e fotos de Paris dão o tom do ambiente. Se o expresso não convence, as outras opções de bebidas agradam mais! O capuccino é delicioso... cremosíssimo e caprichado no chocolate! Vale a pena. O atendimento, esse sim, faz jus à simpatia mineira: gentil e atencioso. Na Praça Tiradentes, a melhor opção.

O terceiro:



Se o charme antiguinho costuma ser a opção de 9 entre 10 lojas em Ouro Preto, essa não foi a escolha do dono do Café Biscoito! O simpático bahiano, estudante de história da arte barroca, imprimiu um ar jovem e descontraído ao ambiente. De um lado, altas prateleiras com os tais biscoitos (de-li-ci-o-sooooooooooooos), disponíveis em saquinhos ou lindas caixinhas e do outro, um painel com inúmersas gravuras. O café... o melhor dos três! Há opções bem interessantes de cafés aromatizados. Provei o de anis: adorei! O cardápio ainda oferece cervejas artesanais. O inconveniente fica por conta da localização: ladeira abaixo! Depois da feirinha de pedra sabão, à esquerda, olhe para a ladeira mais íngrime de todas... é ela que será descida!!! Bom para quem está hospedado no Hotel Luxor, porque o Café Biscoito fica pertinho. Para quem está subindo a ladeira, essa é uma parada mais do que estratégica para reunir forças para chegar ao topo da ladeira!



Estão aí as dicas! Ah, sim, uma curiosidade comum aos três cafés: NENHUM DELES TINHA PÃO DE QUEIJO!!!!!!! Chocante, não?! Pois é... no primeiro e no terceiro cafés, as casas não oferecem a tão mineira iguaria e no segundo, 'tinha, mas acabou!'.

domingo, 27 de novembro de 2011

Temporada Ouro Preto: Chalet dos Caldos

Cheguei em Ouro Preto num sábado tipicamente paulista: frio e garoa na escuridão! Era a receptividade mineira se desdobrando para fazer com que eu me sentisse me casa! Não queria que a mudança fosse brusca, assim, aos poucos, nos dias que se seguiram, o clima foi ficando mais ouro pretano, revelando um lindíssimo céu azul com nuvens fofas.

Caso é que logo na chegada bateu aquele arrependimentozinho por não ter colocado um bom casaco mais quentinho na mala. Solução para o frio? Ouro Preto tem: caldos quentinhos, os mais variados!

Aliás, embora minha primeira indicação de lugar gostosinho para comer em Ouro Preto se chame 'Chalet dos Caldos', não pensem vocês que tal iguaria é exclusividade da casa especializada. Isso porque em todos, todos, todos os restaurantes, cafés, lanchonetes, padocas, bares, botecos e afins têm os tais 'caldos' no seu cardápio. Não que eu tenha entrado em todos, todos, todos os restaurantes, cafés, lanchonetes, padocas, bares, botecos e afins de Ouro Preto, mas arrisco tal afirmação depois que, em um coquetel e uma festa, nos quais estive, percebi que eram oferecidos caldinhos, assim, na cara larga, além dos típicos canapés, salgadinhos e similares. A logística de segurar a cumbuca de caldo, a colher e mais a taça é complicadíssima, mas nada que não se dê um jeitinho.

Voltando... o Chalet dos Caldos fica na Rua Carlos Tomaz , 33 A - Centro, Ouro Preto - MG, (31) 3551-3992 - daria como referência uma ladeira, mas isso seria inútil, dado que Ouro Preto é 100% ladeiras! O lugar tem um jeitinho de taberna, paredes de pedra (como a maioria dos estabelecimentos) e atendimento quase simpático, mas não chegou a ser uma maravilha, não.

O cardápio, como não poderia deixar de ser, oferece um sem número de tipos de caldos, além de petiscos e bebidas. Não posso deixar de transmitir valioso ensinamento: não estranhe ao ler no cardápio a opção 'cenoura amarela'. Não se trata de uma cenoura anêmica, não, não! Esse é o nome da nossa paulista mandioquinha! E não, não tente pedir para o garçom o caldo de mandioquinha... ele fará ouvidos surdos até que você diga alta e claramente CE-NOU-RA A-MA-RE-LA! Outra opção que precisou de tradução foi o caldo 'bambá'. Oi?! Gambá? Bambu? Nem uma coisa, nem outra, ufa! Trata-se de um caldinho de fubá com couve rasgada (nem cortada, nem fatiada: rasgada! portanto, se vocês sofrem de transtorno obsessivo compulsivo [TOC] poderão sofrer com a falta de simetria da couvinha!!). Ah, pra findar as explicações, o garçom deixou claro que o frango que vinha no caldo de batata era morto! Hummm... devo confessar que essa informação foi desnecessária, seu garçom!!!

Enquanto esperava o caldo, partilhei da porção de mineirices (torresmo, linguiça e mandioca frita) pedida pelos amigos. Um erro! O problema é que a linguicinha estava fantasticamente sequinha e apimentada na medida certa e o torresmo estava numa crocância ofensivamente perfeita... daí, belisca daqui, belisca dali... quando o caldo chegou... meu estômago de formiga já estava satisfeito e não pude degustar a gigantesca porção (sério mesmo, é imensa!) do meu caldinho de batata com frango. Quem, diferente de mim, ainda tinha fome diante das mega-cumbucas de caldos, disseram que eram gostosos!

Ah, sim... a bebida! A espera pelo caldo, acompanhando os beliscos, foi brindada com uma bebida que eu não conhecia até então (ok, pode me chamar de caipira e/ou pouco informada... não escondo que essa foi uma grata novidade pra mim!): caipitequila!!! Caipirinha feita com tequila!! Ainda que alguns protestassem pelo fato de eu estar traindo a bebida típica de Minas EM Minas - a cachacinha - mantive a opção (muito pela curiosidade) e não me arrependi! A combinação ficou perfeita. Nada de impensado, apenas a substituição do salzinho pelo açúcar. Adorei e recomendo.

Os preços? Tudo muito baratinho: caldos - em torno de R$ 10; porções - em torno de R$ 15; caipitequila - R$ 11 (fala sério!!! em São Paulo, por esse preço, nem caipirinha de pinga!). Lembrando que esses preços podem variar, não sou eu quem manda, ok?!

Bom, ainda que os preços sejam muito convidativos, aconselho que não bebam muito porque, invariavelmente a volta para o Hotel ou Pousada implica em ladeiras... subindo e/ou descendo... tarefa que fica um pouco mais difícil de realizar com pernas bambas!!! Caso resolva (inadivertidamente) ignorar meu conselho e se veja de perninhas frouxas no fim da noite, pegue um táxi, mas esteja sóbrio o suficiente para negociar o preço antes de entrar no carro, isso porque os táxis em Ouro Preto não têm taxímetro, ou seja, um mesmo trecho pode custar R$ 10, R$ 20 ou R$ 50!!! Estão avisados!!

No próximo texto... CAFÉS!!! Não percam!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Em breve...



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O fantasma que não gostava de abobrinha



Quem foi criança nos anos 80, filho de mãe que ouvia rádio AM, vai entender do que vou falar. Se não foi, leia mesmo assim porque a história é engraçadinha!


Lá pelos idos de meados dos anos 80, uma das grandes celebridades das ondas AM do rádio era um sujeito chamado Eli Correa - disputava o posto com Paulo Barbosa. Seu programa - suceeeesso - tinha um quadro chamado 'Que saudade de você'. Era uma coisa fantástica! Nesse quadro o Eli (!) narrava... não, não... ele DRAMATIZAVA histórias "reais" contadas pelos ouvintes. Quando digo dramatizava, quer dizer que ele se empolgava a um grau que deixaria qualquer ator mexicano sagitariano roendo os próprios cotovelos de inveeeeja!

As histórias eram as mais bizarras possíveis... a maioria sobre desgraças, mas, vez ou outra, Eli flertava com o sobrenatural. Uma dessas, que nunca me esqueci, me apavorou durante anos. Era assim:


"Num desses botecos do centro da cidade, desses que servem comida no balcão, coisas estranhas começaram a acontecer. O dono, senhor vivido, notou que começaram a sumir itens de seu estoque. Um dia era um pacote de pão, no outro era um litro de leite, no outro um quilo de carne. No começo, perdoou, afinal, seu único funcionário, um rapaz humiiiiilde, embora ganhasse um ninharia, trabalhava arduamente e, além de ser uma simpatia no balcão, ainda cozinhava muito bem... quer dizer, isso comparado a ele, que não sabia nem ferver água! Pra que brigar com o rapaz por conta de uma coisinha aqui e outra ali? Fica como parte do pagamento, pensava!


Os dias foram passando e os sumiços iam aumentando. Já não era um coisa por vez. De uma hora pra outra, começaram a sumir garrafas de cerveja (não as garrafas, mas o conteúdo delas!), frutas, ovos coloridos e tudo que tinha no estabelecimento. A ponto do dono, sujeito de bom coração, dar um basta! Chamou o rapaz para uma conversa e, qual não foi sua surpresa ao presenciar um sujeito pasmo diante de si. Indignado, inconformado, o rapaz bradava que ele nunca havia levado sequer uma migalha que não fosse sua e blá-blá-blá... depois de horas, quem pedia perdão era o dono ao rapaz, pois estava claro que não era o pobrezinho quem estava surrupiando coisas de seu estoque.


Curioso é que os sumiços continuaram e foram piorando. Chegando ao ponto de começar a sumir coisas dos pratos dos clientes. O cidadão estava de frente para seu prato e num piscar de olhos, puft! cadê o bife acebolado que estava ali? Sumiu! Era de arrepiar. Arrepiu? Sim, arrepio... todo sumiço era acompanhado de um arrepio provocado por um ventinho gelado... vUuUUuuu...


Não havia PF que passasse impune pelos furtos, até que um dia... Bom, um dia ao invés de sumir a mistura... sumiu o arroz e feijão... num piscar de olhos, o prato ficou limpo... ou quase... no cantinho, só sobrou o refogadinho. Só sobrou o refogado de abobrinha... vUuUUuuu...


Muito atento, o dono resolveu testar... fez um belo prato de refogadinho e um montinho de arroz e feijão do lado... dali dois segundinhos... vUuUUuuu... cadê o arroz e feijão? Não sobrou nem história... já o refogadinho... in-to-ca-do!


Seguindo o conselho de um dos clientes que teve um belo ovo frito furtado de seu prato, convocou a mãe fulaninha para dar um parecer espiritual sobre o caso. Após breve análise, o julgamento:


- Seu estabelecimento está possuído por um espírito mal desencarnado... mas não qualquer um... trata-se de um fantasma que não gosta de abobrinha! - (Jura?)


- E o que eu faço, minha mãe?


- Espalhe abobrinhas por todos os cantos do seu estabelecimento.


Depois de dois meses, o estabelecimento estava livre do espírito... que deve ter REmorrido de fome e foi buscar comidinha melhor em outra freguesia!"


Eli jurava que era verdade... vUuUUuuu... que medinho!!!

Consequência disso é que passei a infância todinha sem nem olhar para abobrinha... o que me faz pensar na seguinte questão:

- Se o fantasma não gostava de abobrinha... não seria mais lógico eu sempre ter esse refogadinho no meu prato para afastar o gasparzinho????????? Ao invés de ficar com medo do fantasma eu peguei medo de abobrinha!!!!! Quem explica? vUuUUuuu...

domingo, 16 de outubro de 2011

Dica para momentos de emergência




Que atire a primeira azeitona quem nunca se rendeu à preguiçosa praticidade das comidas congeladas!


Cozinhar é uma delícia. Comer uma comidinha fresca, então, nem se fale! Mas, sejamos francos: quem nesse planeta tem disposição nos 365 dias do ano para, depois de um dia de massacrante de trabalho, ainda encarar o fogão?


Sim, sim... eis aqui uma defensora da teoria de que cozinhar é terapêutico e tal e tal, porém, há dias que o cansaço é tão maior que até relaxar parece exaustivo! Parece que a única coisa que não está cansada, nesses dias, é o estômago... roncando feito um trator como se para ele os trabalhos mal estivessem começando.


Oh! O que fazer?! Praticamente nada: abrir o freezer, tal qual alguém que abre as 'Portas da Esperança', e de lá sacar alguma coisinha que basta ir ao micro-ondas e...tã-nam! Está pronto!


Como nunca se sabe quando um momento desses irá acontecer, procuro sempre manter um coringa no meu freezer.


Depois de algumas experiências vexatórias, eis que fui saborosamente surpreendida. E pasmem: por uma pizza! Sim, sim, sim... uma pizza congelada... e saborosa! Querem pasmar mais ainda?! Não é Sadia, nem Perdigão! Rá!


Numa das passadas pelos freezeres do supermercado, pensei em levar umas fatias de pizza Hot Pocket, no entanto, logo minha memória me deu uma cutucadinha e disse 'Tem certeza, querida?! Essa coisinha branquela, seca, sem gosto e salagada?! É mesmo?!'. Apenas a combinação de muita fome e muita preguiça para fazer dessa 'até que boa ideia na teoria' uma 'boa ideia na prática'. Então, logo ao lado, vi as pizzas inteiras, que não vão ao micro-ondas, mas ao forno convencional... demoram mais para assar (sim, no caso de fome alucinante, 3 minutos são toleráveis e 20 parecerem uma eternidade), mas pelo menos o queijo derrete e a massa não parece de borracha!


Como qualquer pateta, claro que fui direto nas marcas conhecidas: Perdigão e Sadia, mas para meu azar (que só depois fui entender que foi 'pra minha sorte'), só tinha opções que não me agradavam (no caso de pizzas congeladas, fico no mais convencional possível: mussarela!). Então, notei que a única opção de mussarela era a nada galmourosa Rezende. Resolvi arriscar.


Nesse dia, a curiosidade foi maior do que a fome e resolvi prepará-la (a foto na caixa era tão gostosa!!!!) , mesmo não sendo um caso de emergência. Minha primeira impressão: a bichinha é minúscula, menor do que uma pizza pequena e só maior do que um brotinho. Com fome, uma pessoa com estômago humano (alerta às pessoas com estômago de saco-sem-fundo: comprem duas... ou três... cada um sabe o estômago que tem!) come uma dessas sozinha, tranquilamente. A massa me pareceu muito bonita (!) e a cobertura não chegava a ser o cúmulo da fartura, mas não fazia vergonha, não!


Segui às intruções da embalagem... mentira: eu não esperei ela descongelar por 20 minutos... coloquei direto no forno e esperei até a mussarela estar borbulhando (mais ou menos 30 minutos... meus olhos gulosos devem ter apressado o processo!). O cheirinho estava ótimo (cá entre nós: bem diferente do cheiro de plástico queimado, temperado com orégano... tipo Hot Pocket!), até parecia pizza de verdade! Fiquei animada.


Ao passar a faca para tirar uma fatia... surpresa: a massa é fofinha! Adoro. Embora as bordas sejam crocantes! Para surpresa maior ainda, à primeira garfada, senti a massa molhadinha pelo molho de tomate (que, ao contrário das concorrentes, pareceu que era molho de verdade, colocado com gosto... e não apenas um borrãozinho vermelho mostrado à massa).


Juro: parece pizza de verdade! E olha que nem estava alucinada de fome, fator que poderia interferir no meu julgamento. Não comi tudo (porque não dou conta, mesmo sendo uma pizza relativamente minúscula), então, no dia seguinte, a pizza passou no segundo teste: estar gostosa no café da manhã do dia seguinte. E não é que estava?!


Taí, me cativou. Pizza congelada Rezende: recomendo.

CSI Pudim - investigação criminal!



Era um dia como outro qualquer. Uma manhã em que todos chegavam para trabalhar. Tudo corria na mais enfadonha rotina de sempre. Mal sabiam que na noite anterior, um crime ocrrera ali. Levou um tempo até que percebessem que um crime havia acontecido ali.


O movimento era normal. Pessoas debatiam sobre o capítulo da novela, sobre a notícia no jornal da noite, falavam da vida alheia, quando, da cozinha, ouviu-se um grito! Todos largaram o que estavam fazendo e correram para averiguar o que se passava.

Sobre a mesa, uma travessa com um pudim inteiro... aparentemente inteiro. Diante dele, a dona do pudim com respiração ofegante, o olhar era um misto de fúria, dor e revolta.


Os espectadores entreolhavam-se sem entender o que provocara aquela reação, até que um mais corajoso perguntou:

- O que houve?! Por que você gritou?! O que há de errado?!

- (bufando) Alguém roubou meu pudim!


Coisa curiosa, afinal, o pudim parecia intacto! Um pudim fatiado, mas com todas suas fatias ali, sem falhas Percebendo o descrédito com que sua declaração fora recebida ela completou:



- Vocês sabem: eu trago, a cada dois ou três dias, um pudim para vender as fatias. Deixo o pudim, já fatiadinho, dentro da geladeira, e um caderninho em cima dela, assim, quem pega uma fatia, anota o nome e me paga no fim do mês...


Até ali, ninguém atinava o que de errado poderia ter ocorrido, afinal, pareciam estar ali todas as fatias! Não se contendo, alguém perguntou:


- Quantas fatias?

- ... 12!

- Espera... - pondo-se a contar - 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11...12! Doze! Estão aí, as doze fatias! Tudo não passou de um engano... resolvido, certo?!

- ERRAAADO!


A essa altura, já se ouviam cochichos na plateia: 'pirou de vez!' 'se ela deixou 12 e tem 12, qual o problema?' 'será que ela tá na TPM?!' 'será que surtou?!'. Irritada com o burburinho, a dona do pudim enfezou-se mais ainda:



- Eu quero que o larápio apareça agoooora e confesse na minha cara que me roubou!


Assustados, os membros da plateia entreolhavam-se, agora em silêncio.


- Anda, gente! Se teve coragem de roubar, vai ter que ter coragem pra assumiiiiir...


Medo ou curiosidade? Curiosidade, sempre:


- Não devo ser o único, então lá vai: o que está acontecendo?! Se você acabou de dizer que seu pudim foi deixado com 12 fatias ontem e hoje tem as mesmas 12 fatias... o que roubaram?! A calda?????

- Não! Roubaram o pudim... venha ver... venha aqui pertinho...


Ele foi. Com medo, mas foi.


- Repara aqui - afastando levemente uma fatia da outra - vê?

- O quê mesmo?!

- Veja que as fatias tem marcas de uma faca de serra...

- ...ce-certo... isso significa queeeee...

- EU NÃO CORTO O PUDIM COM FACA DE SERRA!

- ...

-...o larápio arrancou uma lasca de cada uma das 12 fatias do meu pudim! Juntando, de lasquinha em lasquinha, o cretino me roubou umas duas fatias inteiras!


Claro que um crime cometido com tanto requinte não poderia ficar impune. Mais tarde, a chefe fechou as portas da repartição e convocou uma reunião com toda a equipe. Havia um clima muito tenso pairando, afinal, todos eram suspeitos. O silêncio imperava. A chefe, então:


- O que aconteceu aqui foi muito grave! Temos um pudim desfalcado, a dona do pudim que levou o prejuízo e alguém que cometeu o delito... por isso eu vou perguntar só uma vez e espero que a resposta surja de pronto: quem fez isso?


Silêncio.

A dona do pudim bufava enquanto seu olhar buscava, dentre todos, o culpado.

Minutos, que pareceram horas, passaram-se até que, lá do fundo, um tímido braço se levantava em sinal de confissão. O dono do braço então se levantou e, sacando algumas notas da carteira, finalmente disse:


- Olha, está aqui o dinheiro que paga o pudim todo! Fui eu quem cometeu o crime... mas eu nunca poderia imaginar que seria descoberto... acreditava ser um crime perfeito... considerava não ter deixado nenhuma evidência... mas você... você... quanta astúcia! Parabéns! Meus parabéns!


Acredito que nem o pessoal do CSI teria descoberto esse crime! E sabem o que é pior? Pois eu digo: trata-se de um caso VERÍDICO! Juro por Deus: aconteceu de verdade. Eu não era a dona do pudim, também não fui a autora do crime, fui apenas a plateia. Se não acreditam, não os culpo... é realmente inacreditável... se eu mesma não tivesse estado lá, possivelmente não acreditaria...