domingo, 28 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
O primeiro pedaço
domingo, 14 de novembro de 2010
À moda do chef (sempre!)
domingo, 7 de novembro de 2010
Cuidado com essa bolacha: ela pode viciar!
domingo, 31 de outubro de 2010
Preguiça
domingo, 24 de outubro de 2010
Sonho
Sonho é fonte inesgotável de histórias. Estou, evidentemente, referindo-me às manifestações psíquicas do subconsciente e não ao pãozinho doce com creme dentro (...embora fosse mais óbvio falar do segundo tipo aqui no blog, não?!).
Ainda que haja aqueles que digam que têm uma mandinguinha infalível para sonhar com aquilo que deseja, o mais provável é que, quando se fecham os olhos e embarca-se no mundo de Morfeu, o subconsciente assume o comando e vê-se livre para manifestar os mais inacreditáveis roteiros.
Qual o motivo desse preâmbulo todo?! Falar de um tipo específico de sonho: os sonhos com comida! Atire o primeiro travesseiro aquele que nunca sonhou que estava se refestelando num banquete de guloseimas.
Curioso é que não costuma ser padrão a ligação do subconsciente com a memória do paladar. Às vezes, mesmo devorando um lindo e apetitoso bolo, o sonhador não sente gosto de absolutamente nada: isopor total! Por outro lado, o sonhador pode estar comendo algo que, digamos, não costuma fazer parte do seu cardápio, mas ali, naquele momento, a iguaria é a mais deliciosa que pode existir. Pode-se, ainda, sonhar com algum prato delicioso e o sonhador acordar salivando de vontade de comer o mesmo na vida real. Ou, pior, sonhar que está comendo uma coisa que detesta, com direito a sentir sabor ruim e acordar sentindo enjoos. Argh! Já tive desse último tipo com feijão... um pesadelo!
O bom de tudo é que, quando se sonha que está comendo uma montanha de brigadeiro, por exemplo, o sonhador acorda sem estar pesando um graminha a mais se quer. Um sonho, mesmo, não?!!
Quanto aos significados, só Freud para chegar a uma conclusão. Os dicionários de sonho tentam, mas não creio que sejam capazes de explicar toooodos os sonhos, afinal, sonhar com feijão pode ter um significado pra mim (que detesto) diferente do que pode ter para outro alguém (que adora). Independentemente das explicações acadêmicas ou místicas, é sempre interessante tentar descobrir o motivo daquele prato, iguaria, guloseima... aparecer no sonho.
Hoje, após minha sonequinha dominical depois do almoço, lembrei que sonhei com uma mesa coberta com os mais variados tipos de pão... inclusive tinha uma espécie de rocambole, mas com massa de pão, recheado com doce de leite... hummm... esse me deu água na boca! Por que eu não devorei ele todo??! O dicionário de sonhos diz que pão é sinal de fartura. Oba! Mas acho mais provável que tenha sido uma bronquinha do meu subconsciente já que faz tempo que não faço pão caseiro. Aquele recheado meu deu uma boa ideia.
Taí, uma boa função para os sonhos e estimular o sonhador a transformar os bons sonhos em realidade. Começar pela cozinha é mais fácil, mas, para um bom sonhador, nem a realidade é um limite!
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Como nasceu a omelete
Todos os dias, separava e preparava com todo zelo e amor cada um dos 25 pratos que forravam a imensa mesa da imensa sala de refeições do imenso palácio. Fazia isso com prazer, afinal, era o que seu marido, seus 4 filhos, as damas de companhia, os ministros, os conselheiros, o mago-feiticeiro e os 2 bobos da corte comeriam.
A iguaria que mais gostava de preparar era suflê. Mesmo naqueles longínquos tempos quando a batedeira elétrica ainda não havia sido inventada (nem mesmo a energia elétrica, diga-se de passagem). Ela passava horas fazendo claras em neve com seu fuet real (corpo de ouro e cabo cravejado de pedras preciosas... um luxo!). Tinha o braço direito de um lutador de vale tudo.
Quando colocava o suflê para assar, num forno à lenha desenvolvido pelo mais famoso engenheiro de fornos à lenha de todo o reino, ninguém podia se aproximar, afinal, não é de hoje que os suflês são criaturinhas sensíveis capazes de desmilinguir com um simples olhar. Naquele dia, porém...
Lá estava ela, à beira de uma cãimbra, depois de bater 20 claras em neve, quando o rei entre na cozinha, com a cara real mais deslavada do reino, dizendo que trouxe uns amigos reais para o jantar. Ela, que estava na TPM (sim, esse demônio existe desde os mais remotos tempos), ficou enfurecida, afinal, não havia se preparado para receber visitas, não sabia se haveria comida para todos.
Às pressas, resolveu fazer mais uns 4 ou 5 suflês. Mas, assim, na correria, lógico que não ficariam bons, pois não?! Ela, no entanto, acreditava que sim. Mandou as mucamas trazer mais 40 ovos, nem que tivessem que tirá-los de dentro das galinhas. Separando os demais ingredientes, teve uma ideia genial.
Já de posse dos 40 ovos, decidiu radicalizar: não separou as claras das gemas, colocou todos os ingredientes junto, bateu tudo vigorosamente, jogou numa forma e colocou no forno. Alguns minutos depois, sua esperança de que aquilo, magicamente, tivesse virado um fofo suflê, foi-se embora. Ao abrir o forno, percebeu que tinha diante de seus olhos uma coisa murcha e amarelada. Quase chorou, mas sabia que, como rainha, não podia esmorecer, além disso, não havia tempo para refazer tudo. Mandou servir aquilo mesmo.
Qual não foi sua surpresa ao perceber que todos amaram aquele novo prato! Foi, inclusive, o primeiro a acabar. No final, todos queriam saber o que era aquela coisa maravilhosa, então, ela, em meio à pressão, inventou um nome qualquer: ‘ovo em leite’ que, pela ação do uso e dos metaplasmos**, acabou virando ‘omelete’.
E foi assim que nasceu a omelete, fruto de um suflê que não deu certo.
* puuuuura ficção, tirada da minha mente insana, não acreditem em nada disso, certo?!
**rá-rá, só sabe o que são metaplasmos quem estudou Filologia Românica!!
domingo, 10 de outubro de 2010
Dia das Crianças
Eu fui uma das que ficaram espantadas. Mas, depois, pensando no assunto, vamos combinar uma coisa: refrigerante sempre foi mais gostoso do que água, pois não?! A questão nem é o que é mais saudável, mas sim aquilo que é mais gostoso, saboroso, divertido... tudo que criança gosta!!
Lembro que quando era criança, refrigerante só entrava na minha casa uma vez por semana, apenas aos domingos. Era dia especial, de família reunida, de comida caprichada e ela, a garrafa de refrigerante, no meio da mesa.
Era tão saboroso. Não sei se porque sabia que só o tomaria refri de novo na semana seguinte, porque não havia preocupação alguma com excesso de açúcar, ou simplesmente porque era gostoso mesmo. Fato é que tomar aquele copão de refrigerante depois do almoço era o maior estímulo para limpar o prato, afinal, como toda mãe, a minha também era adepta da chantagem ‘se-não-comer-tudo-não-tem-refrigerante’. Funcionava!
E hoje? Outros tempos. Há centenas de opções de marcas, sabores, tamanhos e preços de refrigerante. Acessível a qualquer pessoa que tenha pelo menos R$ 1 no bolso. Dependendo da escolha, é mais barata uma garrafa de refrigerante do que uma de água! Além disso, e, em consequência disso, há também a preocupação com o excesso de açúcar, de sódio, de corante... e com basicamente tudo que compõe o refrigerante.
Parece que de uma hora pra outra tudo que era bom virou veneno!! Claro que são outros tempos... mais sedentários, tempos de menos atividades físicas e maiores confortos, mas fico sempre chocada quando percebo que hoje existe um controle tão grande em torno da alimentação que tudo aquilo que não é integral ou light ou saudável é, necessariamente, um veneno que deve ser mantido longe do alcance das crianças.
Pobres crianças essas do século XXI! Será que nunca vão comer açúcar no pote (!) ou tomar leite condensado por um furinho na lata sem que os pais passem por criminosos?!
Nãããoooo, não, não... não estou aqui incentivando maus hábitos alimentares, longe disso, sou uma entusiasta e praticante convicta da alimentação saudável, mas estou tentando chamar atenção para o equilíbrio... incluindo, inclusive, alimentos não tão saudáveis assim nos cardápios. Do contrário, chegará o tempo que as crianças vão passar sua infância sem saber o que é batata frita, suspiro, pão branco e... refrigerante!
Com papai e mamãe por perto, controlando as quantidades e ensinando o que é bom, no final, acaba dando tudo certo!! Estou eu aqui para provar, afinal, fui uma dessas que preferia refrigerante à água, batata frita à cozida, salgadinho à comida, brigadeiro às frutas, mas esse tempo passou e eu sobrevivi. Mais importante do que proibir as bobagens é os pais estarem sempre por perto para controlar os excessos e equilibrar com o que é saudável. Ensinar o equilíbrio evita que os extremos venham à tona.
Feliz dia das crianças... com direito a bala, refrigerante e salgadinho... só hoje, vai!!
domingo, 3 de outubro de 2010
Uma lição que deve ser aprendida
domingo, 26 de setembro de 2010
Top 5 - 'Foi alguma coisa que eu comi'
1º a desculpa coringa – segunda-feira chuvosa, frio de rachar os ossos. Junte-se a isso um final de semana exaustivo de festas e diversão. Quando o despertador toca, o sono não dá a menor pinta de que vai embora tão cedo. Você luta contra Morfeu, até que um lapso de lucidez o domina e vem a mente uma ideia genial ‘Vou ligar para o chefe e dizer que não estou bem’, plano perfeito! Mas... e se ele perguntar o que você tem?! ‘Não estou me sentindo bem... acho que foi alguma coisa que eu comi’; 2º boa desculpa, mas não dura muito – de repente, uma mulher começa a ficar meio verde, sente uma tontura e corre para o banheiro... sim, o sistema digestivo resolveu fazer seu trabalho de maneira inversa. Meio constrangida, tentando se recompor, ela avisa a todos que está melhor, foi um enjoo passageiro e, para que as dúvidas/fofocas sejam mantidas bem longe, pelo menos por um tempo: ‘Foi alguma coisa que eu comi... já vai passar’. Hummm... em nove meses passa;
3º assim... do nada – no provador de uma loja de roupas, de repente a vendedora abre a cortina e pega você no flagra tentando fechar, a todo custo, o zíper daquela calça 36. Depois de ela oferecer a 40, você, com um sorriso meio amarelo diz que deu ‘uma inchadinha, assim, do nada... foi alguma coisa que eu comi’... ah tá, a gente acredita!
4º assim... um milagre – ai, ai... a inveja! Depois de malhar por meses, durante 2 horas, 5 dias por semana, você está com aquele corpinho que sempre desejou. Então, as amigas ficam todas doidas, enlouquecidas querendo saber qual a dieta que você fez, qual o cirurgião que a esculpiu e você, com seu melhor ar blasé, diz: ‘ah, você acham? Na verdade não fiz nada... deve ter sido alguma coisa que eu comi...’ Ah, tá, a gente acredita!
5º só pode ter sido você – no elevador, só você e outra pessoa, de repente, um odor desagradável. Você sabe que não foi o outro, ou seja, só pode ter sido você. O silêncio ajuda nesses momentos, mas, às vezes, dizer algo é quase uma obrigação, então, só resta: ‘desculpe-me, acho que foi alguma coisa que eu comi... ’.
domingo, 19 de setembro de 2010
Convite para o almoço na casa de estranhos?! Corra.
Ah, os riscos que um inocente convite para o almoço pode esconder! Quem nunca se viu numa tremenda roubada depois de, delicadamente, aceitar a oferta de uma refeição na casa de um 'desconhecido'?
Se o anfitrião for conhecido/ íntimo é possível, sendo o caso, ter uma noção do que o aguarda. Portanto, ainda que não se possa ter certeza absoluta de que o que o aguarda nas panelas seja de seu estrito agrado, você poderá, valendo-se da boa amizade e do bom eufemismo, dizer que ‘Poxa vida! Fica pra uma próxima’.
No entanto, quando aquele que faz o convite não pertence ao seu círculo de íntimo convívio e, mais, sua relação com o referido sujeito precisa, necessariamente, ser regida pela política-da-boa-vizinhança, daí, meu caro... lascou!
Receber um convite desses significa risco total. É como se jogar no vazio sem para-quedas, descer a serra num fusca sem freio, aceitar conhecer aquela pessoa blaster-linda da foto do Orkut, ou seja, não dá para prever o que irá acontecer. Pode ser que depois da queda livre um colchão fofo o aguarde, air-bags pulem (milagrosamente) do painel no momento da batida ou a pessoa que o espera logo ali seja, de fato, a cara do Brad Pitt/Angelina Jolie (conforme o caso), resumindo: pode ser que a refeição seja uma bela surpresa.
Certo mesmo é que não há como adivinhar, mas há como fugir! Anote aí algumas desculpas-esfarrapadas de grande utilidade:
1) ‘Sou vegetariano desde criancinha’ – isso pode livrá-lo de comer aquela carne ensopada esquisitíssima que parece estar viva na panela.
2) ‘Sou ovo-lacto-vegetariano desde criancinha’ – pensando no fato de que você possa estar verde de fome, dizer isso reserva-lhe o direito de pedir um ovo cozido (nunca frito, ok?! Lembre-se você não conhece a idade do óleo!!) e, ainda, sendo seu dia de sorte, ainda pode garantir um docinho de leite de sobremesa!!
3) ‘Sou vegetariano macrobiótico’ – não sendo possível o ovinho salvador, coloque o mínimo das outras opções de comida possível no prato (arrozinho, saladinha...) e coma muito, muito, muito lentamente, diga que precisa mastigar 40 vezes antes de engolir e, por isso, sente-se saciado com porções inacreditavelmente pequenas.
4) ‘Alimento-me de luz’ – se tudo que houver na mesa parecer-lhe um tanto estranho, apele! Diga que não come, nem bebe nada. Se alimento é a luz. Levante-se da mesa vá para a janela abra os braços e olhe com cara de doido para o sol (de olhos fechados, ok?!). Caso esbarre com o anfitrião num rodízio qualquer, faça um ar de alívio e diga que largou daquela vida maluca e descobriu o prazer nos alimentos de verdade!
Por mais que sempre existam aqueles que topam qualquer parada, que têm estômago de avestruz, uma hora ou outra eles hão de deparar-se com um convite para uma refeição estranhíssima a qual não poderão recusar. Usem as dicas! Usem as dicas! Ou, simplesmente, corram.
domingo, 12 de setembro de 2010
Vontade estranha
domingo, 5 de setembro de 2010
O molho da discórdia
domingo, 29 de agosto de 2010
Invasão
Chegando tarde da faculdade, depois de um dia exaustivo de trabalho, ela passou pela cozinha, mas só porque era caminho, e foi para o quarto. O sono, certamente, era maior do que a fome, que até achou apetitoso o bolo com cobertura de granulado que a mãe deixara sobre a mesa, mas se ela tivesse dado bola, muito provavelmente, acordaria com a cara enfiada no prato de bolo. Seguiu para o seu quarto, tomou um banho sonambulando e nem se lembra de como foi parar na cama.
Antes de o sol nascer, lá estava ela, em pé, de novo. Enquanto escova os dentes, seu estômago a lembrou do bolo que não comera ontem. Já pensou num bom naco, acompanhado de uma caneca de café fresquinho. Arrumou-se rapidamente e foi pra cozinha. Lá chegando, qual não foi sua surpresa ao encontrar o prato completamente vazio, limpo. Não havia nem uma única migalha de bolo para contar-lhe quem tinha sido o esganado que devorara aquele bolo inteiro. Tomou apenas a caneca de café, intrigadíssima.
Passou o dia todo pensando no fato. Seu pai não podia ter sido, afinal era um diabético pra lá de consciente. Sua mãe, numa disciplina militar, vivia de dieta, jamais trairia sua tabela de calorias por um bolo inteiro no meio da noite... a menos que... Bom, há um tempo atrás ouviu uma história de que a amiga da prima da vizinha da cunhada da nora da sogra da tia da avó da irmã da mãe de uma amiga sua virou assaltante de geladeiras* e, pior, a coisa começou assim, na calada da noite, as coisas simplesmente sumiam da cozinha. Será? Achou melhor nem perguntar pra mãe se ela havia comido o bolo todo, mas iria ficar atenta aos pneuzinhos dela.
À noite, voltando pra casa, a mesma cena se repetiu. Lá estava o bolão, lindo, apetitosamente lotado de chocolate granulado. Não comeu. Resolveu pagar pra ver. Bebeu um copo de leite e foi pra cama. Na manhã seguinte... nada, no caso, nada do bolo! Novamente o prato estava vazio. Durante o dia não se conteve, ligou pra mãe:
- Mãe, está tudo bem?
- Está sim filhinha, por quê?
- Não, nada... na verdade liguei pra agradecer pelos bolos que você tem deixado pra mim... – jogou verde.
- De nada, meu amor! Você, pelo visto, tem chegado faminta em casa, né? Não sabia que você gostava tanto de bolo de fubá!!
- ... sim, sim... mãe, preciso desligar... nos falamos depois, beijo!
- Beijo.
Ficou pasma: não era sua mãe a comilona! O pai não poderia ser, afinal, se tivesse comido tanto açúcar e tanto carboidrato, a essas horas estaria internado! Será que algum vizinho estava assaltando sua casa de noite?! Que loucura... deixa de paranoia. Procurou não ficar penando no assunto. Até que, no meio da aula, na faculdade, um clic! Bolo de fubá?Lembrava-se nitidamente de sua mãe ter mencionado 'bol-lo de fu-bá'. Mas com granulado? Eca! Não combina, sua mãe sabe disso.
Resolveu pôr fim naquela loucura. Chegando em casa, lá estava o bolo. Não comeu. Escondeu uma pequena filmadora apontando para o prato de bolo. Foi dormir. De manhã, mais uma vez, apenas o prato. Pegou a filmadora e foi trabalhar.
Já no escritório, descarregou as imagens no computador e quando deu o play, simplesmente não podia acreditar no que via: um bolo inteiro andando pelo armário e saindo pela janela!! Coisa que faria qualquer ateu fazer o sinal da cruz de joelhos segurando um terço. No entanto, antes de chamar um exorcista, ela aproximou a imagem ao máximo e... o que era aquilo? Ou melhor: o que eram aquilos?! Sim, quilos de... formigas tomando conta do bolo!! Um esquadrão, uma tropa, um exército inteiro. Não era chocolate granulado, afinal, eram formigas.
Estava solucionado o mistério. No mesmo minuto, contratou uma empresa de dedetização para não correr o risco de um dia ser ela e sua família carregadas para um formigueiro qualquer em troca de pagamento de resgate. Sim, as bichinhas estão se aprimorando e não se contentam mais com migalhas. Atenção: ao primeiro sinal de uma invasão dessas, chamem a dedetização, ou a polícia, sei lá, depende do caso, da urgência e do que está sendo levado, né?!
domingo, 22 de agosto de 2010
Top 5 - Você tem cara de quê?!
1º Cara de limão azedo – não é exatamente com a cara do limão, mas sim a cara de quem chupou limão. Não qualquer um, mas um bem, bem azedo. Essa careta geralmente aparece quando a pessoa não está vivendo o melhor de seus dias. Demonstra uma rabugice que não dá pra disfarçar. É bem comum que as pessoas acordem com essa cara. Sabe aquela cara de segunda-feira de frio e chuva que você precisa levantar às 6h pra ir trabalhar? Corra pro espelho e espia sua cara... é exatamente a cara de limão azedo!
2º Cara de quem comeu e não gostou – essa é quase irmã gêmea da anterior, mas há sutis diferenças. A primeira é uma cara mais passageira, sua permanência tem tempo limitado. Se dura muito, daí passa a ser a cara de quem comeu e não gostou. Trata-se de uma carranca daquelas que assusta criancinha. Como quando se toma óleo de fígado de bacalhau. Se você foi criança nos anos 80 sabe bem do que estou falando. É aquela cara de total insatisfação com as pessoas, com o mundo, com o mosquitinho que voa lá na China. É a própria cara do mau-humor-galopante. Cuidado com essa, afinal, se não tratada pode se tornar permanente!!
3º Cara de pamonha – sabe aquela pessoa inexpressiva? Aquela que tem exatamente a mesma feição para momentos de alegria, tristeza, medo, felicidade, pavor, euforia? Essa é a cara de pamonha. Incapaz de manifestar emoções por meio de suas feições, o sujeito cara de pamonha possui a habilidade de tirar qualquer cristão do sério quando, no auge de uma briga, enquanto o outro ralha e espuma, ele fica ali, parado, como se nada estivesse acontecendo. Não se trata da famosa ‘cara de paisagem’, essa é mais cínica. A cara de pamonha é, na verdade, a manifestação de um abobalhamento crônico.
4º Cara de pastel – não, não, não... não se trata de um sujeito com cara dominada por espinhas, esse é um cara de chokito. O cara de pastel é aquele meio sem graça, meio metido a esperto, que vive fazendo uma malandragenzinha aqui, outra ali, que quer sempre levar vantagem em tudo, mas, no fim das contas, só se dá mal e acaba ficando com... cara de pastel! Bem feito!!
5º Cara de maracujá de gaveta – essa cara não se limita a um único sentimento ou comportamento, mas se trata de uma junção de vários. Se você é do tipo que acorda com cara de limão azedo, passa o dia com cara de quem comeu e não gostou, só muda de expressão pra ficar sem expressão alguma, ou seja, com cara de pamonha e suas investidas só o deixam com cara de pastel: cuidado, muito cuidado, você pode acabar ficando com cara de maracujá de gaveta! Pior, além da cara todinha enrugada e amassada, o interior é ácido. Xiii, difícil de aturar. Contra a ranhetice, apenas um remédio: boas gargalhadas! Levar a vida com bom humor deixa qualquer um com cara de docinho de coco e pele de pêssego! Vale a pena.
domingo, 15 de agosto de 2010
Almas Gêmeas, Quadrigêmeas, Óctuplas...
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Afinal de contas, todo mundo um dia já foi criança!
domingo, 18 de julho de 2010
Carta Aberta ACMB
Ninguém manda no meu chopp!
Top 5 – atração fatal
1° molho de tomate e roupa branca – sabe aquela camisa branca, branquíssima, que você quase nunca usa justamente porque só de olhar a bonitinha já suja?! Pois é justamente com ela que você estará vestido no dia que todo mundo propõe almoçar no italiano. Você, democraticamente, aceita, mas já sente as pernas formigarem. Lá, não importa muito o que você peça, pode até ser qualquer coisa com molho branco, o fato é que, do nada, surge um respingo gigante de molho vermelho! Não adianta colocar o guardanapo na gola ou mesmo usar babador, o molho de tomate procura o branco assim como a bússola procura o norte. Inevitável.
2° faca afiada e ponta de dedo – num dia qualquer, como todos os outros, você está na cozinha preparando uma comidinha gostosa. Saca da gaveta uma faca, aleatoriamente. Passa uma, duas, três. Percebe que a coitada está mais cega do que uma toupeira. Então, põe-se a afiá-la com a dedicação de um monje até deixá-la afiada como a mais preciosa faca de um sushiman. De volta ao corte, na primeira passada da afiadíssima faca, adivinha o que você irá acertar em cheio?! Sim, o dedo! Isso explica porquê açougueiros usam aquelas luvas de malha de aço, pois não?!
3° porcelana de estimação e chão – almoço na casa da sogra. Para impressionar (ah, tá!!) ela põe à mesa seu jogo de porcelana inglesa, que ela ganhou de presente de casamento da prima da sobrinha da filha da tia da avó da cunhada da irmã da nora da mãe da sobrinha-neta de uma quase-integrante da nobreza inglesa do século XVIII. Pra ela, as próprias joias da coroa! Claro que, toda vez que as põe à mesa, faz questão de lembrar isso e, evidentemente, de fazer 785 recomendações. Ai, ai, infelizmente, não há recomendação que surta efeito quando, ao tentar ajudar a tirar as louças da mesa para levar à pia, a lei da gravidade mostra-se superior e soberana. Nem as ventosas de um polvo seriam capazes de impedir que uma das peças espatife-se em 8976543 pedacinhos no chão. É a vida!
4° taça de cristal e mão boba – taça de cristal, coisa fina! Em todos os sentidos. Quanto mais fino, mais caro é o cristal. E maiores o risco que se corre ao usá-las e, consequentemente, a probabilidade de que o jogo ficará desfalcado. Mas nada, nada, nada se compara ao tim-tim do cristal, bem como o seu delicado toque nos lábios, por isso, as pessoas ainda insistem
5° panela no fogo e momentos de contemplação – não sei bem qual é a ligação, mas basta colocar uma panela no fogo, parar de mexer, aguardando o cozimento de seja lá o que for, para, sem qualquer explicação, o pensamento voar para longe. De repente, uma simples formiguinha andando pela parede é motivo de contemplação da beleza e grandiosidade da criação divina! Ainda que o contemplador seja ateu, aquele se transforma num momento para, darwinisticamente falando, imaginar de que tipo de criatura a formiga evoluiu. Os pensamentos voam pra longe, longe... e só são chamados de volta quando os bombeiros, acionados pelos vizinhos, arrombam a porta para dar fim ao incêndio iniciado na sua panela!

















