domingo, 13 de abril de 2008

Pelé Arena Café & Futebol

Quem nunca desejou, pelo menos uma vez, ser invisível?! Eu fiquei invisível. Pena que foi num lugar meio inusitado e numa hora bem inconveniente: foi no Pelé Arena Café & Futebol (Rua XV de Novembro, 194, Centro , São Paulo - tel.:3101-9096), bem no momento que eu estava louca por um cafézinho!! Foi incrível... vou contar!

Era uma ensolarada tarde de uma linda segunda-feira do mês de abril. Caminhava animadamente pelas inspiradoras ruas do centro velho de São Paulo quando de repente, não mais do que de repente, vem a necessidade de repor o nível de cafeína no sangue. Olho para um lado, olho para o outro e logo ali, a poucos passos, estava o reino do Rei Pelé que serve café! Oh! Que coincidência!!

Entrei feliz e sorridente. Havia algum tempo que quereria conhecer esse espaço, afinal, como boa futebolista que sou, precisava fazer justiça falando do café do Rei depois de ter falado do "café do Maradona". Estava movimentado (hora do cafézinho do pessoal da Bovespa!!!). Avistei uma mesinha que havia acabado de ser desocupada. Aboletei-me.

Aguardei. Aguardei. Aguardei. Bobinhamente, ainda não havia notado que se tratava de uma mesa mágica, instalada sobre um campo de energia que torna todo aquele que ali se instala... invisível!!

Um, dois, três atendentes passaram por mim. Outras mesas foram ocupadas, atendidas, servidas e desocupadas e eu ali e nada. Passados cinco minutos que estava lá, imperceptível, comecei a duvidar de minha condição de invisibilidade. Passei a utilizar meu olhar "oi-olá-boa-tarde-o-cardápio-por-favor", que é comprovadamente eficiente, e nada, nem ao menos um "só-um-segundo-que-já-atendo-a-senhorita-pois-estou-atendendo-mais-725-mesas" de um dos atendentes. Eu estava invisível! Dez (deeeeeeeeeeeeeeeez, como o número da camisa de Pelé) minutos se passaram e não havia o menor sinal de que seria vista por um dos três atendentes que estavam encostados do lado de fora do balcão. Uma das baristas (?), de vez em quando, olhava na minha direção com cara de ponto de interrogação... devia ser a feiticeira do reino que, com sua sensibilidade aflorada, notava uma presença estranha no ambiente. Eu!

Como estava zen, tal qual um monge budista*, resolvi não procurar pelo gerente, cutucar-lhe o ombro e dizer "Qualé??!!". Levantei, saí e fui tomar café no Caffè Latte (Rua do Comércio, 58, Centro), onde fui recebida com simpáticos sorrisos e boas tardes de todos por lá... e um cafézinho... hummm... fazendo jus ao bom atendimento!!

Ehhh, Rei, se Vossa Majestade soubesse o que andam fazendo de vosso reino... Pior é que o site do café não tem aquele (in)conveniente linkizinho "fale conosco". Daí quem se faz de invisível são eles. Chato, né?! Talvez um dia entre lá novamente, mas só se for com o Mendes** à tira colo!!


*em momentos de meditação, antes das justas manifestações a favor da independência do Tibete

**Sobre o Mendes: http://cheriaparis.blogspot.com/2008/02/o-garom-de-marseille.html, blog do Daniel Cariello, divertidíssimo!! Recomendo!!

5 comentários:

Chéri disse...

Tem razão! O Mendes nesse café resolveria o problema rapidinho.

Beijocas

Guilherme disse...

Querida invisível...........queria te dizer que não é de nossa intençao não visualizá-la dentro de nossa cafeteria,,,,,,,,,se isso aconteceu,tem aqui nosso pedido de desculpas,se é que aceitas....estás convidada a comparecer e procurar nosso Gerente de Plantão para um café e tirar essa opinião a nosso respeito. Muito Obrigado....Pelé Arena Café&Futebol........

FabiCatarse!! disse...

Caro Guilherme, se houver uma nova visita, farei questão de não avisar!! Senão não vale, né?!

Michelle disse...

Nossa que estranho, sempre fui muito bem recebida no café pelé!
Tenho certeza que houve equivoco por parte das atendentes, mas não tem coisa pior né, pois pior q não ser atendida é não ser nem percebida!... mas se vc aparecer por lá em uma próxima vez, pede um escondidinho que é uma delícia!!!
bjs

Stefanie disse...

Nossa, de fato é muito estranho isso! Sempre sou muito bem atendida no Pelé Arena Café! Isso sem falar naquela delícia do 1958!! Em todas as unidades que fui todos sempre foram muito simpáticos!

Tenho certeza de que foi um caso pontual!

Abraços!