sábado, 29 de dezembro de 2007

Cachacinha Harmônica

Acho incrível o talento que algumas pessoas têm em complicar as coisas mais simples da vida. Quem costuma ler sobre gastronomia já deve ter reparado que a última moda em termos de bebidas é se elas harmonizam com o prato servido. Sou do tempo que a bebida combinava ou não! Mas, moda é moda e cai em suas armadilhas quem quer. Sou a favor de seguir a intuição... eu e o Bigode, um legítimo dono de boteco!

Cachacinha Harmônica

O Bigode sempre se orgulhou de ter o boteco mais querido e freqüentado do bairro. De domingo a domingo, há 35 anos. Viu a maioria dos atuais freqüentadores nascer e crescer. Era um boteco tradicional, clássico. Um boteco de bairro.
O Bigode, um senhor de bons modos e bom bigode, não imaginava sua vida de outra maneira. Amava seu boteco como quem ama um filho. Não tinha clientes, tinha amigos, gostava de lembrar. Era amável com todos e talvez esse fosse um dos segredos de seu sucesso, mas não era só isso.
O bar do Bigode servia o melhor bolinho de bacalhau da região – “...de bacalhau mesmo!” sempre anunciava antes de servir- sem falar do torresminho, os pasteizinhos – “...fritos na hora e no óleo novo!” – o escondidinho... tudo servido em deliciosas e generosas porções . O chope sempre impecavelmente gelado, as cachacinhas (as famosas cachacinhas do Bigode!), os licores, até o pingado era de primeira.
A passadinha no bar do Bigode era praticamente uma obrigação. O dia não ficava completo sem aquela visitinha ao amigo Bigode. Sempre uma festa! Uma tradição.
E de manter tradições, Bigode entendia bem. Seus amigos admiravam isso nele. Ainda que falassem que era antiquado, não tirava seu bigodão. Café feito no coador de pano? Pra que mudar se todo mundo gosta tanto?! Ovos coloridos na vitrine? Boteco que é boteco tem de ter!
Alguns dos amigos mais jovens, porém, começaram a falar de coisas que o Bigode nunca tinha ouvido falar. Café gelado? Caipirinha de saquê? Era um homem de tradições, mas não era de ficar parado no tempo. Resolveu, então, dar uma atualizada no seu repertório. Deu uma escapadinha do bar, foi a uma banca e comprou algumas revistas especializadas em gastronomia.
Leu. Leu. Leu. Achou tudo muito estranho, mas pensou que podia usar algumas coisas que tinha lido ali. Decidiu: era hora de modernizar, afinal, estávamos no século XXI! Além disso, se não o fizesse, os concorrentes o fariam. Não queria ficar pra trás, esquecido, encalhado no passado. Ia modernizar.
Alguns dias depois, resolveu colocar seu plano de modernização em prática. Estava nervoso, ansioso. Por volta das dezenove horas, horário de maior movimento no bar, Bigode decidiu: a gastronomia se modernizou, ele também:
- Seu Bigode, mais uma dose pra mesa dois!
- Pode deixar que eu mesmo sirvo!
Serviu a dose, atravessou o salão, aproximou-se do amigo na mesa dois, colocou a mão no ombro dele, abriu um sorriso:
- E aí, seu Zé, a cachacinha harmonizou com o escondidinho?
- Heim?! – perguntou o amigo sem entender o que o Bigode queria dizer com aquilo.
-Ah, Zé... tô perguntando se a cachacinha tá harmonizando com o escondidinho...
– Olha, Bigode, se eles brigaram eu não sei, mas que esse escondidinho com essa cachacinha nasceram um pro outro, ah, isso nasceram, sim! Manda mais uma!
Bigode percebeu que em time que está ganhando (há 35 anos!) não se mexe. Tradição é tradição e com cachaça não se brinca: ela não harmoniza, desce bem ou não!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Cheirinho de bolo... e é de aniversário!

Bolo, pra mim, é coisa divina, mágica! Uma combinação de tão simples ingredientes que, quando misturados, torna-se uma das melhores coisas da vida. Além dos ovos, da farinha, do açúcar, um bom bolo só fica bom de verdade quando agrega a alegria de quem o faz e a de quem o come. Além disso, devo dizer, não bastam os ingredientes certos, fazer um bolo exige também algum talento pra coisa!
Diferentemente de iguarias salgadas, os bolos exigem medidas exatas. Doses precisas e leveza, muita leveza, tanto na mão quanto na alma. Fazer bolo de mau-humor é bolo solado, na certa!
Pronta a massa, hora de levar ao forno e fazer a oração para que dê tudo certo e para que ele cresça, fique lindo, fofo e cheiroso! Aliás, nada, nada, nada se compara ao cheirinho de bolo assando. É um perfume que toma conta de cada cantinho da casa e transforma o tempo em infância. Cheiro de bolo tem cheiro de infância. De casa de mãe.
Qualquer casa fria se aquece... é cheirinho de casa que tem gente dentro. Casa viva. Cheirinho que aquece, alegra, reúne. E quando sai do forno... a melhor parte: bolo quente, recém saído do forno, é coisa que faz a gente se sentir parte do mundo. Parte feliz. Não é por acaso que momentos especiais, felizes, são celebrados com bolo. Bolo de casamento, bolo de Natal, bolo de Páscoa...
Hoje, aqui em casa, vai ter bolo do meu aniversário, que eu mesma vou fazer! Faço questão! Mais um ano de vida tem de ser comemorado com bolo! Estão sentindo o cheirinho?! Massa de chocolate, com recheio de doce de leite, nozes e amêndoas e cobertura de chocolate... hummmm...

(esse aí da foto foi meu bolo de aniversário do ano passado)

sábado, 8 de dezembro de 2007

Pêssegos!

Entrei no mercado para comprar queijo. Passando pela seção de frutas um aroma maravilhoso me fez parar: pêssegos! Lindos, frescos e inebriantemente cheirosos. Irresistíveis. Uma verdadeira festa para os sentidos.
Uma fruta para se degustar não apenas com o paladar, mas também com o tato e olfato. Seu toque aveludado é inconfundível. Seu perfume desperta a imaginação, faz viajar por campos, imagens, alegrias. Seu sabor, delicado e marcante, toma conta de cada cantinho da boca.
Impossível não levá-los comigo! Nem queria, mas trouxe meio quilo de pêssegos pra casa!! Além de lindos e gostosos estão perfumando o bairro todo.


domingo, 25 de novembro de 2007

Cappelletto D'Oro - a casa do melhor rondeli que já comi!

Com fome em Santo André no ABC paulista?! Afim de comer uma massa fresca de excelente qualidade?! Não querendo hipotecar a casa para pagar a conta?! Posso dar uma sugestão?! Cappelletto D'Oro Massas & Cia, rotisserie e restaurante na esquina da Rua das Monções (449) com a Pe. Manoel da Nóbrega no Bairro Jardim, Santo André, SP (4438-3400).
Ambiente simples e aconchegante, atendimento simpático e sorridente. Nada que chame muito a atenção. Farto buffet de saladas. Diversas e belíssimas opções de sobremesas (...não provei porque abusei nas massas, fica pra próxima...) e a especialidade da casa: massas frescas de fabricação própria. É aí que fica o diferencial.
Para não pegar um de cada e correr o risco de sair do buffet com prato tipo caminhoneiro, optei pelo capeletine de carne e pelo rondelli de presunto e mussarela que estava com uma cara ótima.
O capeletine é bom, mas não me surpreendeu. Massa fininha, muito delicada, recheio não muito abundante e suavemente temperado, saboroso. O molho... xiii... esse ficou devendo, viu?! Era sugo, mas ficou todo na travessa do buffet porque estava muito líquido. Para massas recheadas, prefiro um sugo mais rústico, com pedaços de tomate, assim, o molho se agrega à massa permitindo que a cada garfada você consiga apreciar o casamento dos sabores. O sugo do Cappelletto estava mais para suCo.
Se o capeletine não me conquistou... o rondeli, por sua vez... foi amor à primeira garfada. Geralmente nem dou bola para os rondelis de restaurante: sempre são tão presuntão com mussarelão enroladodões numa massa molenga. Esse, porém, estava com uma carinha tão convidativa! Apostei na aparência e ganhei no sabor! Vai levar a alcunha de "o melhor rondeli que já provei até hoje na vida!". Tudo em perfeita harmonia: mussarela na medida certa, presunto fresquinho, ralado e de sabor acentuado, massa fininha, branquinha, fresquíssima e incrivelmente deliciosa, molho branco suave e lindamente gratinado. Resumindo: perfeito!
Caso prefira, você pode levar as massas e prepará-las em casa, afinal, além de restaurante, o Cappelletto D'Oro é também rotisserie! Tudo de fabricação própria e preços justos: canlone, fetuchine, fuzile, ravioli, rondeli, talharim, entre outros. Pra quem está na área, vale a pena conferir, pra quem está longe... bom, se um dia se perder por essas bandas... já sabe que fome não há de passar!!

domingo, 18 de novembro de 2007

Ponto Chic


Já comeu bauru?! O Ponto Chic arroga para si a autoria do verdadeiro bauru, aquele feito com roast-beef, queijo, pepino e tomate. Resolvi conferir e fui à filial do Paraíso (Praça Oswaldo cruz, 26 - tel.: 3266-8756).
Pra começar, chique, chique... só o nome, mesmo, viu?! O ambiente é simples, mas aconchegante. Decorado com fotos de São Paulo da década de 20 (o Ponto Chic existe desde 1922...), há charme, não se pode negar! Logo na entrada, o simpático garçom pergunta se prefere área de fumante ou não fumente (ainda existe área para fumantes???). Não fumante, por favor. Fui parar no fundo da loja... não recomendo, a menos que vá se reunir com amigos subversivos e tramar planos para derrubar Getúlio Vargas (?!) ou queira, simplesmente, assistir a mais um alucinante capítulo da novela das seis na santa paz (??).
Acomodada, hora de me jogar no cardápio, aliás, um respeitável cardápio. Além das centenas de opções de sanduíches, há porções de vários tipos (e preços!), pratos (carnes, aves, peixes, omeletes, massas), além de diversos acompanhamentos e três opções de pães. Garanto que alguma coisa há de apetecê-lo! Há também uma infinidade de opções etílicas, não-etílicas, semi-etílicas. Sobremesas diversas: doces caseiros, tortas, sorvetes, frapês e... frutas (embora o garçom inssistisse, quase irritantemente, em oferecer o petit-gâteau... que coisa!). Já que estava na casa do pai do bauru: bauru, por favor!
O serviço é rapidíssimo, mal dá tempo de piscar e o sanduba já está na sua frente! Mas, verdade seja dita: a casa estava vazia de fazer eco... era sábado, finzinho da tarde, ainda não estava bombando.
Passemos ao bauru. O pão francês não vem crocante, o roast-beef é lindo de querer tirar foto e saboroso, ainda que você tenha de se esforçar um pouquinho pra chegar a esta conclusão pois a porção é visivelmente inferior à quantidade de queijo, que, diga-se de passagem, é uma coisa! Que queijo é aquele?! Deliciosamente derretido em banho-maria, os sabores de diversos queijos se fundem numa bolota amarela indescritivelmente boa! O tomate passa de helicóptero e o pepino só se percebe porque é impossível não percebê-lo em quanlquer lugar que se esconda! É um lanche delicioso, embora mais pareça um sanduíche de queijo.
Para não dizer que só provei o carro-chefe, pedi um sanduíche de pernil. "Jesus amado!" - foi o que exclamei quando abri o sanduba e dei de cara uma plantação de cebolas, amolecidas e nojentamente contaminando o pernil. Depois de uma faxina geral (ali devia ter pelo menos meio quilo daqueles fétido bigatos transparentes e listradinhos... argh!), parti para o ataque. É bom! Bastante carne, bem temperada, quentinha.... mas, já sabe, se, como eu, abominar cebolas, lembre-se de pedir sem esse bicho, heim?!
Terminados os lanches fiquei de bate-papo e de cinco em cinco minutos o garçom vinha perguntar se não quereríamos uma sobremesa... "Um petit-gâteau?!". Não cabia mais nada, nem um petit-petit-petit-gâteauzinho!
Uma boa opção pra matar a fome, o Ponto-Chic deve ser ainda mais interessante quando a casa está cheia, com muita conversa, gente circulando e garçons alucinados oferendo petit-gâteau pra todo mundo!!!!!! Casa bem paulistana. Recomendo.


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Pão Gourger (pão de queijo francês)


Feriado*, frio... qual o melhor lugar da casa?! Cozinha!!!
Resolvi fazer uma receita que peguei na Revista da Folha há algumas semanas. O que mais chamou minha atenção foi o fato de ser um pão de queijo que não leva pouvilho (doce ou azedo). Pra saber se era bom, só fazendo mesmo. Fiz. Adorei!
Esqueça os sabores convencionais e preparem-se para um novo sabor.

150g de farinha de trigo
50g de manteiga (substituí por margarina light)
3 ovos
200ml de água
100g de parmesão ralado de qualidade**( Faixa Azul ou Vigor)
1pitada de sal
1pitada de pimenta-do-reino branca (substituí por noz moscada)

Numa panela, ferva a água com a manteiga, o sal e a noz moscada. Assim que borbulher, junte, de uma vez a farinha de trigo e mexa até misturar completamente (força no muque!). Em seguida, coloque a bolota de massa na tigela da batedeira e junte o queijo e os ovos. Mexa com uma colher para agregar os ingredientes e só depois ligue a batedeira (do contrário você irá redecorar sua cozinha com pingos de massa...). Bata até que a massa fique mais clara. Modele os pãezinhos com o auxílio de duas colheres. Asse em frono brando por aproximadamente 25 minutos em forma untada (deixe espaço de mais ou menos 1cm entre um e outro porque eles crescem!). Enquanto os pãezinhos assam, faça aquele café forte, quentinho e gostoso***. Automaticamente, sua casa toda será tomada por um aroma mágico, fruto da perfeita combinação do cheirinho de pão de queijo assando e de café fresquinho passando! Quando ambos estiverem prontos, vá pra debaixo das cobertas, pegue um bom livro e aproveite o restante do feriado!
Ah! a foto que ilustra este post é dos pães que fiz hoje, não é foto tirada da internet, não, heim!!

*o maior feriado que já vi na vida de 15 a 20 de novembro!!! Viva!!!
**o que exclui, automaticamente, o da marca Teixeira (chulé ralado e empacotado...)
***leia-se Melitta!

domingo, 11 de novembro de 2007

Pelo direito amplo e irrestrito à sesta

Deveria constar na Declaração Universal dos Direitos Humanos o seguinte: "Artigo 31°: Toda pessoa, independentemente de cor, credo, nacionalidade, orientação política ou ideológica, tem direito à sesta."
É incontrolável. Depois do almoço bate aquela moleza, aquele torpor... um sono galopante, uma vontade irresistível de se atirar na cama (ou um canto qualquer) e entregar-se às vontades e ao chamado de Morfeu. No entanto, você olha para o relógio e percebe que faltam poucos minutos para voltar ao batente; mal dá tempo de engolir um café para tentar despertar e voltar sonambulamente às atividades.Terrível!
Seu organismo, simplesmente, não entende que você não pode dormir naquele momento e insiste com os bocejos, as pestanas pesadas, o estado de total abobalhamento pré-sono-profundo. O rendimento cai vertiginosamente e você passa a travar uma covarde batalha com seu corpo para que o sistema não cai de vez e você se veja obrigado a puxar um ronquinho sobre a mesa de trabalho. E dá-lhe café, água fria na nuca, tapas no rosto (dados por você mesmo ou por um prestativo colega de trabalho!). Crueldade pura. Auto-tortura. Até que, de repente, você desperta e fica alerta e produtivo novamente. A nhaca, o sono, o bode ou seja lá como você chama isso, passou. Mais do que uma questão cultural*, o sono depois do almoço é uma necessidade física sentida por 10 entre 10 pessoas.
Deveria ser lei universal o direito à sesta! O que faz a ONU que ainda não pensou nisso?????? O que fazem os líderes mundiais, nossos governantes, legisladores que não atentam para o sofrimento de seu povo???????
Pelo direito amplo e irrestrito à sesta, já!! zzzz...

*Na Espanha a soneca depois do almoço é prática instituída... que sorte a dos espanhóis!!

domingo, 4 de novembro de 2007

Coca-cola

Não sou fã de Coca-Cola (muito embora, haja um certo tipo de sede que só passa com uns bons goles de uma Coca geladíssima!!).
Enquanto refrigerante, não me impressiona, mas como marca... aí já é outra história! Pouquísssimas marcas no planeta têm a força e a solidez que a Coca-Cola tem. Ela praticamente inventou a globalização. De leste a oeste, de norte a sul; dos ricos aos pobres, passando pelos emergentes, todos os países conhecem essa marca. E não de hoje. Aliás, há muito deixou de ser simplesmente uma marca para se tornar um ícone... pop, polêmico, político.
Assim como há quem beba Coca-Cola porque é pop, porque mandaram, porque é a lata mais bonita, porque todo mundo toma, porque é a única que está geladinha na geladeira do mercado (estratégia, lógico!); há também quem se negue a tal absurdo por uma questão de princípios, por questão de honra, somente para contrariar a maioria, por ser um refrigerante capitalista (Che Guevara é café-com-leite nessa parte, ok?! Afinal aquela era a última coca-cola do deserto [?] e o rapaz estava com sede!!), por não deixar, digamos, claro qual é sua composição*, enfim, cada um escolhe seu argumento para justificar sua escolha.
E a velhinha não pára! Agora a nova da Coca-Cola aqui no Brasil é a Coca-zero. O conteúdo da latinha-zero é exata, absoluta e indiscutivelmente o mesmo do da latinha-light, isso declarado pelos próprios fabricantes, embora haja quem jure de pés juntinhos que são bebidas completamente diferentes, inclusive acham que a zero é mais gostosa!! Trata-se de mais uma estratégia de marketing. Desta vez para desvincular a imagem da Coca-cola light das dietas, dos regimes (estamos vivendo os tempos de combate à anorexia, depois do padrão caveira ter matado aos montes...), a idéia por traz da Coca-cola zero é a de saúde, mais ou menos assim: se açúcar faz mal, a coca-zero tem zero de açúcar, logo, é uma bebida saudável (dizer que tem zero é muito mais impactante do que dizer que não tem, certo?!). Assim como a Coca diet deixou de circular pois passou a ser associada à idéia de bebida dietética para regime de diabéticos. Golpe de mestre, não?! Como todos!
Quando dizem que você é o que você come (e bebe), não é apenas à saúde que se referem, mas também, e cada vez mais, às questões de ideologia, política, inteligência e, principalmente, capacidade lúcida e consciente de escolha.Nesse caso, melhor ficar com um bom copo d'água... enquanto ainda resta!



*depois da história do leite com água oxigenada e soda cáustica, tomar um refrigerante cuja fórmula leva ingredientes duvidosos parece até bobagem... o estômago agüenta, gente!!

domingo, 28 de outubro de 2007

Brigadeiro ou Beijinho?!

Como chocólatra mais do que assumida, acho o brigadeiro imbatível! No entanto, andei cismada com coco nos últimos tempos... coisas feitas com coco são tão gostosas, não?!
O brigadeiro é um doce que lembra infância (...que tipo de monstro seria capaz de fazer uma festa de aniversário de criança e não oferecer brigadeiros???!). Tem chocolate por dentro e por fora. Quando bem feito, fica macio, levemente puxa-puxa, aliás, brigadeiro TEM de ser caseiro... aquelas gororobas prontas não deveriam levar a alcunha de brigadeiro... não passam de soldados rasos! O chocolate granulado (preferencialmente o macio) dá o toque de delícia.
Já o beijinho começa gostosinho pelo nome! A combinação de coco com leite condensado é divina! É um doce suave, meio gordinho, mas leva fruta na receita... E se tem fruta é saudável, não é??!!! hehehehe Ah! Importante, por fora, tem de ser coberto por coco também. Não gosto quando o beijinho é envolto em açúcar cristal... fica quebrando no dente! Assim como seu concorrente, o caseiro é infinitamente mais gostoso!
É raro, mas há quem prefira o docinho de coco ao de chocolate. Para resolver esse dilema, hoje, resolvi fazer os dois! Ficou na dúvida também?! Faça! É rapidinho, fica pronto em meia hora:

1/2 lata de leite condensado Moça (indiscutivelmente o melhor) desnatado ( 95% menos gordura! já que você vai mandar os dois doces de uma vez, não custa deixá-los menos gordinhos!)
1 colher rasa de margarina light
1 colher bem cheia de chocolate em pó (se tiver cacau em pó melhor ainda... se não tiver nenhum dos dois pode colocar o bom e velho achocolatado, mas capricha na colherada!)
chocolate granulado para finalizar

Coloque os três primeiros ingredientes numa panela e vá mexendo, com uma colher de pau em fogo brando, sem parar, durante mais ou menos dez minutos (depende da panela e da chama do fogão). Quando você começar a ver o fundo da panela, conte até dez e desligue o fogo. Despeje sobre um prato untado com margarina e deixe esfriar. Unte as mãos com margarina, faça bolinhas e passe no granulado. Pronto! Reserve (se conseguir!) até o beijinho ficar pronto também:
a outra 1/2 lata do mesmo leite condensado (rende porções individuais de 15 doces de cada!)
50g de coco ralado (preferencialmente os desengordurados e sem açúcar, seguindo o princípio da desgordinização)
1 colher rasa de margarina light
25g (aproximadamente, viu... não precisa levar na padaria pra pesar!) de coco ralado para finalizar
(se gostar, adicione uma fumacinha de cravo da índia em pó)

O modo de fazer é idêntico ao do brigadeiro: misture tudo, leve ao fogo, mexa até atingir o ponto, deixe esfriar, enrole, passe no coco; em seguida, pegue os brigadeiros que sobraram, sente-se num lugar bem confortável, sozinho (pra não ter de dividir com ninguém*) e vá intercalando um e outro. Analise friamente.

Não posso deixar de dizer que ainda não consegui chegar a uma conclusão. Sendo assim, novos testes deverão ser feitos em breve!!! hehehehe

*não, não, não se trata de gula, muito menos de egoísmo, afinal, há de se levar em conta o aspecto empírico-científico da degustação... se ficar dividindo, será ainda mais difícil chegar a alguma conclusão plausível tendo uma amostragem tão reduzida!!!!

domingo, 14 de outubro de 2007

A-MEI-XA!! Ameixa sim!


Estão vendo esta frutinha aí da foto?! Tinha um pé disso no quintal de casa quando eu era criança e nós de casa, da vizinhança, da feira... sempre chamamos a tal frutinha de: AMEIXA! Pois ontem, qual não foi minha surpresa quando me deparo no meio do seguinte diálogo:
(no supermercado)
- Humm... nêsperas!
- Olha! Ameixas!
- Não, isso são nêsperas!
- Pra mim isso são ameixas!
- Nêsperas!
- Na minha terra a gente chama isso de ameixa...
- Olha aqui - apontando o rótulo - nês-pe-ra!
- Ok! O nome chique pode até ser nêspera, mas sempre comi isso como ameixa amarela! Tinha um pé disso em casa!
- Moça - chamando uma atendente do supermercado - o que é que é isso?!
- Isso... hummm... deixa eu ver... peraí - procurando no rótulo - nêsperas!
- Viu?!
- Ah! Ela leu o rótulo, não vale!
- Mas se está escrito no rótulo é porque é o nome: nêspera!
(uma outra atendente passa e pergunta:)
- Como é que chama isso?
- Nêspera! - ele triunfante
- É nada! Isso é ameixa, eu tenho uma árvore dessas no quintal de casa!
- Rá! - eu triunfante!

Mesmo com esse dois a dois meia boca (a primeira atendente não conta! Ela leu no rótulo! Se estivesse escrito que aquilo eram gatinhos amarelos, era teria dito que eram gatinhos amarelos!), não me conformei, nem ele! Estávamos quase parando pessoas na rua para fazer a enquete! Só não o fizemos porque ele deixou as tais frutas (...acredita que queriam R$ 6,99 por meia dúzia de nesperemeixas?!)*. A semi-briga estava armada, nisso já tinha mãe, amigo, porteiro... todos envolvidos no qüiproquó frutífero! O amigo então sugeriu: joga no google! Joguei! E aí está o resultado, retirado do site do Centro Avançado (avançado!) de Pesquisa Tecnológica do Agronegócios de Fruta**:

"NÊSPERA (Eriobotrya japonica Lindl.)
Frutífera arbórea de clima subtropical, de folhas perenes, pertencente à família Rosaceae.
No Brasil, a nêspera é chamada popularmente de ameixa amarela. Sua origem é asiática, com referência a Japão, China, Índia. As nêsperas amadurecem de maio a outubro e possibilitam lucros dos mais compensadores ao produtor, pois é período de maior escassez de frutas in natura no mercado.
As nêsperas prestam-se também à produção de excelentes geléias e compotas, atividade essa ainda pouco explorada. (...)"

Temos, então, um lindo empate, afinal! O nome besta pode até ser Nêspera, mas que é Ameixa, ah, isso é sim!


*se vendessem como ameixa, com certeza elas seriam mais baratinhas! Isso é estratégia capitalista: venda um trem qualquer com nome chique e cobre 10 x mais por isso! Eles não me pegam!
**quer tirar a dúvida e de quebra aprender a cultivar?! Acesse: http://www.iac.sp.gov.br/Centros/Fruticultura/FRUTIFERAS/Nespera.htm

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Starbucks Coffee Company II - delícias salgadas

Já que o café deu briga, vou falar brevemente dos meus salgados eleitos. Não por serem simplesmente deliciosos, mas por terem um diferencial que faz você degustar de olhos fechados para saborear intimamente cada pedacinho!

O primeiro, sem sombra de dúvida, o pão de queijo! Os partiners oferecem já dizendo que tem 50% a mais de queijo na massa! De fato! Parece uma bolinha de queijo. Provei três vezes (só pra tirar a dúvida, sabe!) e os pães de queijo parecem ser vigiados segundo a segundo enquanto assam para atingirem exatamente o mesmo ponto*. Não provei todos os pães de queijo da face da Terra para dizer com convicção, mas creio ser este um dos melhores pães de queijo que já experimentei. Passou a ser uma referência!

O segundo, é o muffin de queijo parmesão. O que é que é aquilo??! Enquanto se delicia, você se pergunta, termina e não chega a uma conclusão muito precisa. A única certeza é a de que é maravilhoso. Macio, fofinho, cheiroso, quentinho, suave. Satisfação garantida!

Não cheguei a provar os sanduíches, mas garanto que com esses dois já dá pra se virar bem!!
*...acho que lá, pelo menos, ninguém corre o risco de comer uma pedra sabor queijo como no Cristallo!

sábado, 6 de outubro de 2007

Starbucks Coffee Company I - nosso homem na Starbucks!


Ontem à noite, estive num lugar onde poucos escolhidos puderam estar: a Starbucks da Avenida Paulista (Shopping Center 3, subsolo). A nova loja só será inaugurada hoje às 10h, mas nosso homem na Starbucks, (na verdade, minha grande e querida amiga Phlávia), me convidou para o Family and Friends Partner, uma pré-inauguração da loja para familiares e amigos dos funcionários. Fan-tás-ti-co!

Há muito para se dizer sobre o evento e sobre tudo o que foi servido (quase tudo do cardápio!), por esta razão farei os comentários em capítulos. Nessa primeira parte, as impressões sobre o ambiente.

Fica claro que a intenção daqueles que montam uma nova unidade dessa rede é fazer dela o terceiro lugar de quem freqüenta. Um lugar escolhido para passar horas agradáveis: boa companhia, boas comida e bebida, boa música, conforto. Há a preocupação com o aconchego, a iluminação, o som ambiente.

As mesas são bem distribuídas, num salão de espaços bem aproveitados, com opções de cadeiras de madeira ou poltroninhas que são um convite irrecusável para passar horas a fio! A iluminação é absolutamente relaxante. Enquanto o resto do shopping brilha com suas piscantes luzes brancas, a Starbucks parece ser uma ilha de sossego... confirmada pela trilha sonora que toca suavemente seus ouvidos sem que você peceba.

O clima era de total alegria e entusiasmo. Gente bonita e sorridente, em família!

Saí de lá com uma certeza: tomar um café na Starbucks, não é apenas tomar um café!

domingo, 30 de setembro de 2007

Torta de ervilha fantástica!


Domingão! Sem vontade de passar horas na cozinha?! Com preguiça de sair pra comer fora?! Uma lata de ervilha na despensa?! Tenho a solução para seus problemas! Essa receita de torta de ervilha é fantástica! Até uma pessoa com habilidade zero pode fazer. Não tem erro! E ainda por cima, só suja uma tigela e uma assadeira*! Aí vai:

1 lata de ervilha com água
3 ovos inteiros
3 tomates picados (sem pele e sem sementes)
1 xícara de chá de azeite de oliva (pode substituir por meio copo de iogurte desnatado)
1 xícara de chá de salsinha picada
1/2 xícara de azeitonas picadas
1 colher de sopa de fermento em pó
1 xícara e 1/2 de chá de farinha de trigo
2 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
sal a gosto (não se esqueça de que a azeitona já é bem salgadinha!)

Muita atenção ao modo de preparo: mis-tu-re tu-do nu-ma ti-ge-la. Asse por 40 minutos em forno médio numa assadeira média untada.

Fica deliciosa. Enquanto espera assar, lave umas folhinhas de alface para uma saladinha. Combinam perfeitamente! Bom apetite!

*a tigela você lava na hora e a assadeira você moquia no forno até segunda-feira pra lavar com outras coisas! hehehehe

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Sobre balelas e verdades na cozinha


Território cercado de mistérios, a cozinha, por desconhecimento de uns e esperteza de outros, sempre fez brotar muitas histórias sobre o que se pode e o que não se pode fazer por ali. A partir disso, nasceram muitos macetes valiosos, que tornam a vida de quem cozinha mais prática, desde os mais remotos tempos até hoje, mas também surgiram muitas balelas que durante anos foram se perpetuando, mitos que minha vó escutava quando era criança e que até hoje ainda ouço quem bata o pé para confirmar que se trata da mais pura expressão da verdade.
Fazendo uso do bom e velho método empírico, hoje, somos capazes de distinguir as balelas das verdades, ainda que não se encontre explicação científica para tal. Passemos a alguns exemplos para ilustrar:


-Leite com manga mata?
Balela! Já tomei e estou aqui, vivinha da silva pra contar que essa combinação fica muito saborosa!

-Comer bolinho de chuva antes de terminar de fritar toda a massa faz encharcar de óleo os bolinhos que ainda serão fritos?
Verdade! Ainda que seja fato que bolinho de chuva fique encharcado de qualquer jeito, pude comprovar que se você não resiste e come um bolinho antes de estar tudo pronto... os outros chupam a frigideira de óleo inteirinha! Esponja!

-Comer bolo quente dá dor de barriga?
Balela das grandes! Isso era coisa que sua mãe ou sua vó falavam só pra você ter paciência e esperar a hora do lanche pra comer o bolo que acabou de sair do forno! Bobo de quem acredita nisso até hoje... bolo quente é o verdadeiro manjar dos deuses! Aaaaaaaaaaaamo!

-Fazer massas quando se está naqueles dias não é nada bom?
Mais pura expressão da verdade! Meu pão embatumado e meu bolo solado que o digam! Meninas, se quiserem tentar, fiquem a vontade, mas já vou avisando que vão desperdiçar ingredientes, viu?!

São todos esses pequenos mistérios que fazem do cozinhar uma verdadeira alquimia. Uma mágica que faz viajar no tempo, que é capaz de aproximar distantes gerações, que faz nascer de lendas e mitos à tratados de física quântica. Cozinhar é mágico... faz clara virar neve!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Deu no Estadão!


Quem tem o bom hábito de ler este blog deve se lembrar do texto que falei das minhas impressões sobre os chocolates Talento Intense e Suflair Black. A certa altura disse que: "O primeiro que provei foi o Talento Intense. Não é a pior coisa que já comi, mas também não é a mais gostosa... as amêndoas incrustadas ajudam a salvá-lo da derrota. E, pode ser coincidência, ou até cisma minha, mas as duas vezes que comi esse Talento (...sim, teve contra-prova!), minha pressão arterial despencou (8 por 6!)... será que tem relação???". Pergunta feita, pouco mais de um mês depois obtive a resposta. Estava lendo o Estadão* de domingo, mais precisamente o caderno Feminino quando me deparo com o seguinte comentário sobre o chocolate: "(...)O chocolate é rico em arginina, um aminoácido muito importante e um dos responsáveis pela produção de óxido nítrico, que é um vasodilatador. Com os vasos sangüíneos mais dilatados, a pressão arterial diminui, ajudando a pessoa a relaxar (...)", no meu caso, ajudando a quase desmaiar!!

Interessante, não?! Isso dá credibilidade ao que digo!!! hehehehehehehe

*O Estado de São Paulo, Caderno Feminino, página 09, ano 55, nº 2910, domingo, 09 de setembro de 2007.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Feira-Livre


Feiras são pura poesia! As feiras, além de serem uma festa de cores, aromas, perfumes e sons, oferecem hortifrutis bem fresquinhos, logo nas primeiras horas do dia. Isso porque os feirantes acordaram muito antes do sol para deixar tudo pronto e ainda são capazes de abrir largos e simpáticos sorrisos o dia todo para toda a freguesia, que, aliás, na maioria das vezes é assídua. É curioso que em tempos tão loucos e frenéticos, as pessoas ainda reservem um tempinho em suas vidas para fazer a feira.
Percorrer bancas, pechinchar preços, provar aquele abacaxi docinho, docinho, conversar com o dono da banca que, se não se lembra do seu nome, chama logo de Dona Maria, importante mesmo é fazer você se sentir à vontade, reforçar os laços de amizade! E no final, pra completar o mágico e poético ritual, não pode faltar o incomparável, insubstituível, insuperável: pastel-de-feira! Não há dieta que resista a essa iguaria folclórica da vida de cada um e que só pode ser encontrado numa feira-livre. Até tentam imitar por aí, mas o legítimo, genuíno, só mesmo numa feira-livre.
Comprar frutas, verduras e legumes no supermercado não passa de uma compra. É frio, impessoal. Além dos produtos nunca serem tão fresquinhos, não há ninguém para você perguntar se o melão está docinho, se a batata é boa pra nhoque! Só uma ida à feira é um passeio, um evento! Se for de sábado ou domingo, então, pode ser considerado um passeio familiar.
Admiro sinceramente as feiras-livres, quem trabalha nelas e quem as freqüenta. Vida longa às feiras livres e que sempre haja um tempinho livre para esta tradição!

domingo, 9 de setembro de 2007

Jardim di Napoli


Sábado, temperatura agradável, noite linda, cantina italiana! Imaginou?! Depois você, provavelmente vai imaginar: tumulto, fila e serviço demorado! A primeira parte é perfeita e a segunda... você pode mudá-la caso resolva ir ao Jardim di Napoli ( Rua Doutor Martinico Prado, 463 - Higienópolis - tel.: 3666-3022).
Típica cantina italiana, o Jardim di Napoli tem ambiente decorado por fotos, vinhos e as toalhas quadriculadas de verde e branco dão o toque especial. Casa simples, mas quem é que precisa de sofisticação quando se tem tão lindas e suculentas iguarias?!
Os garçons são simpaticíssimos! Tanto que até são capazes de convencê-lo a consumir o couver que você não queria: "...é só um realzinho por pessoa!". Pão italiano maravilhoso, aliás, esse é o pão mais cheiroso do universo, não?!
Diante daquela cestinha de pão, você pode até imaginar que seu pedido vai levar uma vida e meia pra chegar à sua mesa, mas... nem dá tempo de terminar o raciocínio e o pedido já está diante de você! Incrível! Quando o garçom vem chegando, após longo suspiro de pseudo-conformismo, você pensa alto: "Deve ser o pedido da mesa ao lado!", o garçom, sorridente, vai logo dizendo: "Não, não, é o seu pedido!". Nota 11 para o serviço!
Se for pela fama da casa, nem precisa olhar o cardápio: peça logo o polpettone! Mas já vou avisando que é enooooooorme! Se não estiver fazendo greve de fome há uma semana, divida com alguém! Se tiver um estômago que comporte um polpettone gigantesco, encare: é simplesmente delicioso! Não fique constrangido se sentir vontade de se ajoelhar e agradecer a Deus por aquele prato que está diante de você, ok?!
E por falar em constrangimento, caso você tenha problemas de coordenação motora ou apenas não consiga se entender um o sapeca molho ao sugo que teima em voar pelos ares e pousar na sua roupa, não ruborize e peça para o garçom um babador! É isso mesmo! O Jardim di Napoli oferece babador descartável para proteger sua roupa! Um charme! Além de ser uma graça ver vários marmanjos devorando suas massas de babador no pescoço.
Lugar simpático, confortável, serviço excelente, comida excepcional: para ir e voltar sempre!


Ah! Chegue antes das 21h... é mais tranqüilo e você não precisa esperar por uma mesa!


sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Batom de Doce de Leite


Batom Garoto é um espetáculo, né?! Ainda que não seja o melhor chocolate do mundo, é uma dose perfeita para aplacar uma vontade súbita. Além disso, é suficientemente doce para você não ficar pensando em açúcar por um bom tempo!
Há duas versões clássicas no mercado: ao leite e branco. Houve uma tentativa de emplacar o Batom de Morango, mas parece que não vingou. E agora, a Garoto lançou o cúmulo: Batom de Doce de Leite!
Uma fusão incrível entre dois doces deliciosos: chocolate branco* (que já é super doce) com doce de leite (que é absurdamente doce!). O resultado ficou... bem doce, mas, pra quem nutre certa simpatia pela vida açucarada das formigas, vai achar uma delícia!
Vale a pena experimentar, mas seja rápido... é edição limitada! Acho que vou garantir uma caixa pra mim!



*embora não considere que chocolate branco seja chocolate... é um doce delicioso, mas não é chocolate!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Comida de Hospital


Esta semana, fui visitar uma amiga que, infelizmente, está internada. Ela está sendo bem tratada, bem cuidada, mas, além do fato de ser naturalmente ruim ficar internada, a queixa maior e mais compreensível que ela fez foi sobre a comida.
Creio que todos concordem que comida de hospital é lamentável. Parece que também está doente e se você não está, acaba ficando, só de olhar. É uma comida anêmica, sem gosto, sem sal (ainda mais para pacientes tratando de problemas renais!) e servida de maneira deprimente.
É evidente que quem está sob tratamento de seja qual for a doença deve seguir uma dieta que auxilie na recuperação, no entanto, não precisa avacalhar. Minha amiga mostrou o almoço dela, quando ela levantou a cúpula de inox, meu estômago deu cambalhotas e teve de se segurar para não fugir de mim. Tratava-se de uma bolota de arroz empapado com gruminhos de batata, uma grosma de polenta estirada num canto do prato, um tira de peito de frango mais branco do que as penas que um dia o cobriu, pedrinhas de feijão preto (que na verdade era para ser carioca, mas na panela ele se transformou em preto!) e mais alguma coisa que não consegui identificar.
Quem está internado, pressupõe-se que esteja tomando vários medicamentos que,a maioria das vezes, causa falta de apetite. Será que não dá para dar uma caprichadinha para ficar um tantinho mais apetitoso?! É uma equação óbvia, paciente que se alimenta melhor, recupera-se mais rápido e, conseqüentemente, deixa o hospital num prazo menor, dando vaga a outros pacientes. Comida de hospital deveria ser a melhor e mais saborosa comida do mundo!

Faço votos de que minha amiga volte o mais rápido possível para casa dela!

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

V. Café


Mais do que um café, o V. Café da Livraria Cultura é um point! Ponto de encontro de gente descolada, elegante, bonita, sorridente... parece até cenário de comédia romântica, com direito a jazz de fundo! Sempre cheio, é necessário ter paciência, determinação e astúcia para conseguir uma mesa, mas vale a pena.
O ambiente é lindo: iluminação intimista, decoração sofisticada, confortável, embora seja um pouco apertado... bem apertado! Passar por entre as mesas para fazer o caminho de ida e volta ao buffet, no entanto, é tarefa pra gente hábil e com certo talento para o malabarismo! Com boa vontade e uma dose de bom humor, você até consegue se divertir vendo gente elegante equilibrando suas bandejas por entre frestas, até chegar à mesa, só não fica tão engraçado quando você é o protagonista do espetáculo!!
E por falar em espetáculo, o buffet é digno de aplausos! Todos os bolos, tortas, lanches são absolutamente lindos! Um buffet sinestésico que apenas olhar já é uma satisfação: as tortas em suas generosas fatias são geladinhas, os bolos cobertos por cúpulas de vidro, os lanches esbanjando frescura, os salgadinhos quentinhos. Tudo disposto para que o próprio cliente pegue o que lhe for mais irresistível (...usei esse critério para escolher!) e passe no caixa. Sistema incrivelmente eficiente, já que tão logo você pegue um pedaço de torta, por exemplo, no mesmo instante o pedaço é reposto. Sem comandas, sem pedidos, sem espera! O que mais se pode esperar de um café?! Ah! Sim, o café! Você faz o pedido e aguarda, rapidamente, ser chamado pelo nome para receber seu café. Não há muitas opções, mas há o gourmet, que dispensa comentários!
Voltando à mesa, você está pronto para passar horas muito agradáveis, saboreando um delicioso café, acompanhado de uma linda e apetitosa fatia de bolo, em ótima companhia, de preferência! Aliás, recomendo que sejam seguidas duas dicas práticas para que a passagem pelo V. Café da Livraria Cultura seja ainda melhor:
1.Vá acompanhado: depois de uma luta homem a homem por uma mesa, você finalmente consegue uma... caso não esteja acompanhado, quem vai guardar seu lugar para que você vá até o buffet?!
2.Opte pelo expresso duplo: primeiro porque é reconfortante olhar para uma xícara tão grande, tão cheia de tanto café e segundo porque, no fim das contas, você vai acabar querendo beber outro café e terá de se levantar, pegar fila, pagar, esperar e fazer o zigue-zague de volta pra mesa... seja honesto consigo mesmo e admita que não consegue beber um único café! Além disso, o expresso sai por R$ 2,5, enquanto que o duplo sai por R$ 3,6!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Cisma



Todos temos um prato favorito. Aquele que, seja qual for o dia, o momento, vai fazer nossa alegria! Um bom prato do prato favorito pode salvar um dia meia boca. Geralmente, o prato favorito nos acompanha ao longo de anos. Aquele prato eleito na infância e que até hoje ainda faz minar água da boca! Todos temos um desses, não?! Mas há também aquele prato que a gente cisma.
Do nada, de uma hora para outra, você simplesmente cisma de querer comer determinada iguaria a qualquer momento, toda semana, todos os dias, em qualquer oportunidade! Quando se cisma com um prato, ele parece ser a coisa mais apetitosa do mundo. Versátil, vai bem no café da manhã, almoço, jantar... e lanchinhos, ainda que seja uma torta salgada de sai-lá-o-quê! Quando a cisma é coletiva, ninguém segura! Toma conta das conversas! Aliás, caso queira animar uma conversa que está meio chocha, fale de seu prato-cisma do momento! É garantia de animados e longos papos. Sou capaz de passar horas descrevendo aroma, sabor, textura... infinitas razões que justifique o título de meu prato-cisma do momento!
Falo de cisma com conhecimento de causa. Sempre estou cismada com algum prato. Minha cisma do momento é Temaki de salmão! E tem explicação: é a coisa mais gostosa e mais maravilhosa do mundo!!Ontem, enquanto esperávamos uma sessão de cinema, eu e uma amiga (que compartilha de minha atual cisma!), com estômagos roncando de fome, começamos a falar do tal Temaki de Salmão! Rendeu! Passamos a meia hora seguinte falando nisso. Por pouco, pouco, muito pouco, ao invés da pipoca, não entramos na sala de cinema com um Temaki na mão! Só não o fizemos porque até a cisma esbarra no bom-senso! Ufa!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

YakiSopa



Quem costuma se aventurar na cozinha sabe que há dias em que o melhor mesmo é pedir uma pizza e ficar feliz com isso! Há dias em que a inspiração não vem e a vocação resolve tirar folga. Resultado: desastre gastronômico na certa!
Tempos atrás, tomada por uma súbita vontade de comer yakisoba, coloquei meu lado chef-punk (“faça você mesmo sua própria comida!”) em prática! Fui pra cozinha, vasculhei a geladeira e, após rápida investigação, concluí que tinha ingredientes suficientes para um yakisoba de emergência. Detalhe: nunca tinha feito um, mas internet está aí pra isso mesmo! Fiz uma busca e, depois de ler 12458756923 receitas, montei a minha.
Como estava com fome, e, sabemos que a fome é inimiga da paciência e falta de paciência e cozinha, definitivamente, não combinam, tive uma típica idéia de jerico: vou fazer meu yakisoba na panela de pressão, assim, tudo fica prontinho bem rapidinho!! Rá!
Idéia de jerico que se preze faz a gente esquecer das coisas mais elementares! Refoguei a carne e o peito frango, coloquei um pouco de água e fechei a panela. Cozinhei por dez minutos e abri. Até aí, tudo corria bem, mas na hora dos legumes e verdura... Coloquei tudo junto (couve-flor, brócolis, cenoura, acelga...) e fechei a panela de novo. Fe-chei a pa-ne-la de pres-são! A cenoura até que é durinha e merece ser cozida na pressão, mas, convenhamos, acelga é um trem que se você ficar olhando por mais de dois segundos, ela murcha! Mas eu, eu não... eu cozinho acelga na pressão!! E não foi por pouco tempo: foram dez longos, quentes, ferventes minutos. Do lado de fora, cozinhava o macarrão.
Passados os dez minutos, abri a panela e a cena era pouco apetitosa. Tratava-se de micro-pedaços de legumes boiando num balde de caldo amarronzado. Coloquei o macarrão e finalizei (!) com o molho shoyo! Tinha diante de mim um legítimo yakiSopa!
Pior não foi olhar para aquele prato... pior foi comer! E de hashi!!!!!!!!!
Analisando friamente, percebo que não estava, digamos, bem para cozinhar aquele dia, mas, mesmo tendo passado algum tempo, não repeti a dose. Quando fico a fim de comer yakesoba, vou a um restaurante de comida oriental e resolvo a parada!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Chocólatra


Sou mais forte do que o chocolate! Essa era a tese que queria provar pra mim mesma quando comprei uma barra de chocolate classic da Nestlé de 170g no último sábado.
Sempre tive sérios problemas com chocolate. Simplesmente não resisto. Nada contra chocolate, muito pelo contrário, tudo a favor! É até saudável comer uma porçãozinha dele todos os dias... meu problema é justamente com a ‘porçãozinha’... ela, geralmente, de ‘zinha’ não tem nada; pra mim, quanto mais melhor e enquanto tem estou comendo! Mas resolvi dar um basta nisso. A idéia era simples: compraria o tablete gigante e deixá-lo-ia diante do meu nariz durante meses a fio, quiçá pelo resto de minha vida! A primeira parte foi fácil. Já a segunda...
Coloquei meu desafio dentro de uma sacola transparente que ficou pendurada no mancebo no meu quarto, bem em frente a minha cama. Embalagem vermelha... impossível de não ser vista!
Ainda no sábado tive mostras de como seria difícil vencer esse desafio: quis abrir a embalagem pra sentir o cheirinho do chocolate... era só o cheirinho! Já estava com o tablete nas mãos quando me dei conta de que aquilo seria atitude de gente doida de pedra! Larguei a embalagem e fui caçar o que fazer. Um dia de firme resistência!
A coisa começou a degringolar no domingo: Alpino, Laka e Toblerone! Mas, ainda que tivesse comido três chocolates (em circunstâncias absolutamente justificáveis!), não me sentia derrotada no meu desafio, afinal, aquele tablete de casa continuava intacto! *
E assim ele permaneceu: Inviolado! Lacrado! Fechado! Até ontem. Juro que eu não queria. Fui obrigada!! E pensa que foi só um quadradinho? Dois? Três? Quem sabe quatro?! Não, não, não! FOI O TABLETE TODIIIIIIINHO! 170 gramas de chocolate de uma vez só!!!!!!! Deus, meu Deus... o chocolate me domina!


*...ai, ai...quando a pessoa quer enganar a si própria, ninguém segura!

sábado, 11 de agosto de 2007

Talento Intense e Suflair Black


Tinha tudo para virar febre: chocolate saudável! Depois de lançado na Europa e nos Estados Unidos, os chocolates com alta porcentagem de cacau finalmente chegaram ao Brasil. A Garoto saiu na frente e lançou o Talento Intense, com 50% de cacau em sua composição, em seguida, a Nestlé com o Suflair Black com seus 70% de cacau.
Fiquei animadíssima! Era a desculpa que faltava para eu me jogar de boca no chocolate, afinal, não era por nada, mas é que era saudável e coisa e tal. Ah! Mas, como diria minha vó, quando a esmola é grande o santo desconfia e essa história estava boa demais pra ser verdade.
O primeiro que provei foi o Talento Intense. Não é a pior coisa que já comi, mas também não é a mais gostosa... as amêndoas incrustadas ajudam a salvá-lo da derrota. E, pode ser coincidência, ou até cisma minha, mas as duas vezes que comi esse Talento (...sim, teve contra-prova!), minha pressão arterial despencou (8 por 6!)... será que tem relação???
Talvez os 20% a mais do Suflair Black pudessem deixá-lo mais gostoso. Além disso, Suflair é Suflair! Comprei. Abri. Mordi. Degustei. Engoli. Provei mais um pedaço e concluí: é pior! É ruim mesmo, de verdade... uma peste. Tem gosto de... sei lá o que! Qualquer coisa, menos chocolate.
Não sei, não sei... esses chocolates ricos em cacau podem até ser mais saudáveis em relação aos chocolates ao leite, mas estão longe (muuuuuuuuito longe) de ser mais gostosos. Opinião minha, gosto meu, mas estejam avisados. E, aceitem um conselho: se comprarem um desses, principalmente o Suflair Black, comprem um Alpininho pra tirar o gosto ruim da boca!! hehehehehe

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Frias Reflexões


Há certas atitudes que, se fossem analisadas com a devida atenção, resultariam em verdadeiros tratados de psicologia. Por exemplo, por que é tão estimulante pensar com a geladeira aberta?!
Atire o primeiro cubo de gelo quem nunca, sem a menor idéia do que estava fazendo ali, abriu a geladeira pra ficar pensando! Nem era fome! Estava entediado, foi à cozinha, abriu a geladeira, correu os olhos pelas prateleiras, fixou-se num ponto e entrou em alfa. Desligou-se do mundo terreno e deixou os pensamentos fugirem, soltos por aí... resfriados pela suave brisa saída da geladeira!
Talvez seja a luz da geladeira que acione esse efeito meditativo. Fechada, fria e escura, quando a porta se abre, uma luz se acende, tudo lá dentro se ilumina. Seria uma metáfora para nossas próprias vidas?! Abrimos a geladeira como quem pretende abrir a própria mente para que ela se ilumine.
Por vezes, até há um objetivo, mas quando você abre a porta...puf! O que mesmo que você foi pegar ali?! Como por hipnotismo você é levado a vagar pelos pensamentos... observa dentro, observa fora... procura por algo: uma resposta, um tempero, quem sabe? Desiste. Feche a geladeira e... tim! Você se lembra o que tinha que pegar! Geladeira hipnotiza.
No entanto, em tempos de uso racional de energia, pensar com a geladeira aberta, tornou-se atitude ecologicamente incorreta. Além de sair bem caro! Mas... quem resiste?! Trata-se de uma força inexplicável pela razão. Quando nos damos conta, fizemos de novo! Ficamos incontáveis minutos ali, diante da geladeira aberta, refletindo friamente sobre sabe-se lá o quê. Magias da vida moderna.Melhor não tentar explicar...

domingo, 5 de agosto de 2007

A vida é doce!



Estava com um amigo, parceiro de café... companheiro de xícara, quando fiz uma observação acerca do fato dele não adoçar seus cafés. Invejo:
- Gostaria de conseguir tomar café sem adoçar, mas, infelizmente, não consigo... gosto de tudo docinho...
- Ah, minha querida, de doce, já basta a vida!

Numa ensolarada tarde, percebo, afinal, que a vida é doce!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Caldo Verde Light


Parece que o frio não vai embora tão cedo! Como não dá pra pegar um avião (...hummm... comentário de múltiplos sentidos atualmente!) e ir pra Bahia pegar um solzinho, melhor encontrar vantagens nessa onda de friaca!
Além de ser ótima desculpa para tomar um bom vinho, as temperaturas mais baixas tornam a cozinha (com forno ligado!) um ambiente muito convidativo, ainda mais quando se está com uma súbita vontade comer um caldo verde bem quentinho!
Eis um caldo que só tem vantagens: alimenta muito bem e é muito prático e rápido de fazer, além disso, leva couve na receita! Perfeito... desde que sejam feitas algumas adaptações!
Encontrei diversas receitas de caldo verde e a maioria quando não levava lingüiça, era o bacon que estava ali para engordurar a história. Concordo que ambos sabores são maravilhosos e fazem a diferença no preparo de um prato, mas comer essa quantidade de gordura à noite?! O mínimo que se pode esperar é uma bela azia na hora de dormir. Como o objetivo não é esse, substituí o parzinho gordurento por algo de sabor tão marcante quanto e tão light quanto uma modelo de passarela: peito de peru defumado! Além de outros toques de sabor... passemos à receita:

2 batatas médias
¼ de cubo de caldo de carne (ou galinha, ou legumes, ou qualquer um que tiver na geladeira!)
2 folhas de couve manteiga cortadas em tirinhas beeeem fininhas
1 colher de sopa de salsinha picada
2 fatias de peito de peru defumado light (recomendo o da Sadia por ser muito mais saboroso que os demais)
1 dente grande de alho

Cozinhe, na panela de pressão, as batatas descascadas e cortadas em cubos grandes, juntamente com o caldo de carne, em aproximadamente 250 ml de água, por 5 minutos (marque o tempo depois que a panela pegar pressão). Enquanto isso, prepare os outros ingredientes. Assim que as batatas estiverem cozidas (espere a panela esfriar sozinha, não force colocando embaixo da água... tenha paciência!), despeje-as com água e tudo no liquidificador e bata por 30 segundos, reserve. Na mesma panela (economize louça!), frite o alho em 1/5 de uma colher de sopa de óleo (...só de enfeite... não precisa usar uma lata de óleo pra fritar um dente de alho... a receita é light!), adicione o peito de peru, refogue rapidamente, adicione a couve e a salsinha, refogue até que a couve murche e reduza. Acrescente o conteúdo do liqüidificador e mexa. Cozinhe por um minuto. Se gostar, rale um pouquinho de noz moscada e mexa (amo!). Prove o sal (lembrando que o caldo de carne já tem bastante!). Se achar que ficou ralo, dissolva 1/3 de colher de sopa de farinha de trigo em um pouquinho de água (o suficiente para dissolver a farinha) e despeje na panela, mexendo sempre, até engrossar. Se, por outro lado, achar que ficou grossa demais, ferva um pouquinho de água a parte e vá acrescentando até chegar no ponto desejado. Se não ficar satisfeito mesmo assim, faça um sopão Maggi e deixa essa coisa de cozinha pra quem gosta!! Hehehehehe Para finalizar, já no prato, despeje um fio de azeite e salpique um pouco de queijo ralado. Prontinho! Cobertor sobre as pernas, cachecol e touca acompanham bem esse prato!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Vono up-grade




Que frio polar é esse que anda castigando São Paulo??! Até os pingüins do zôo estão usando agasalho. Nada contra um friozinho de vez em quando, mas precisa essa ignorância?! Se quisesse viver num freezer, optaria pela Sibéria. E eu que achava que o Brasil era um país tropical!
Eu, particularmente, perco o ânimo nesses dias muito, muito, muito gelados. Sair de casa, só se for enrolada num edredom! Em casa, o melhor lugar é a cama... debaixo de quatro cobertores, com muitas meias e blusas. E a fome?! É incrível como o frio transforma um ser humano normal numa verdadeira draga insaciável em busca de comida, cada vez que a fominha vem (...meia em meia hora!), juntamente vem a preguiça de sair do quentinho pra ir à caça de algo pra comer.
Como em casa não tenho um fogão à lenha, que esquenta todo o ambiente, quero ficar menos tempo possível longe dos cobertores, mas não é por isso que vou comer qualquer coisa! Frio, frio... além de cachaça, qual é a única coisa que pode esquentar os ossos em dias polares?! Sopa!
Caldo verde! Creme de ervilha! Creme de milho! Sopa de carne! Sopa de legumes! Infinitas possibilidades, porém, às vezes, a paciência não me acompanha até a cozinha e quero alguma coisa muito saborosa e rápida de preparar. Um caldinho quentinho e rápido?! Vono! Essas sopinhas instantâneas são tão providenciais, não?! Mas não é porque você está com frio, com fome e sem paciência que irá comer algo tão meia boca! Vamos então dar um up-grade nesse caldinho! Juro que fica uma delícia e é rapidinho:

1 envelope de Vono (preferencialmente de peito de frango e requeijão)
1 filé grande de peito de frango cortado em cubinhos
2 colheres de sopa de salsinha picadinha (coloco bastante porque amo!)
4 vagens cortadas em rodelinhas
1 cenoura pequena cortada em cubinhos
1 dente de alho
1 fio de azeite
queijo branco cortado em cubinhos

Comece colocando a vagem e a cenoura para cozinhar em 250 mls de água fervente (numa panela sem tampa, fica pronto em 10 minutos). Enquanto cozinha, refogue o frango com o alho até que fique bem douradinho (uns três minutos, mais ou menos). Adicione a salsinha. Despeje os legumes juntamente com a água do cozimento sobre o frango com salsinha. Espere ferver e adicione o envelope de Vono. Misture até engrossar. Já no prato, coloque o queijo branco e o fio de azeite. Pronto! Coloque o prato numa bandeja de pezinho e volte pra cama! Depois é só virar pro lado e dormir um pouquinho! A louça pode deixar pra depois...

sábado, 28 de julho de 2007

Havana Café



Em casa. É assim que me senti no Havana Café!
Localizado numa charmosa esquina da Rua Bela Cintra (n° 1820), em São Paulo, desde a comentadíssima inauguração, o Havana Café está na minha mira. Não à toa. É lá que são vendidos os legítimos alfajores argentinos (o futebol pode ser ruim, mas os alfajores...).
Dentro da casa é quentinho como útero materno, o sofá no fundo do salão faz você querer uma tevê pra passar hooooooooras ali, mas, na falta da tevê (...que, de fato, não faz falta alguma!), bom papo em boa companhia resolve! A composição do ambiente é muito harmônica e ainda têm umas janelas enormes que faz você se sentir numa vitrine... dá pra ver quem passa na rua lançando olhares de invejinha por não estarem ali dentro!
O cardápio é lindo, dá vontade de pedir um de cada de tudo! Bebidas e doces lindos em fotos belíssimas e o melhor é que, quando sua torta chega, você comprova que ela é igualzinha a da foto (... com duzentas camadas de massa folhada e doce de leite e três dedos de merengue!!).
O serviço é rápido e muito, muito, muito simpático! A ser copiado.Gente bonita e sorridente a postos ao menor sinal de pedido! Atendentes adoráveis, educados, nota dez!
O expresso é delicioso. Saborosíssimo, forte, quase cremoso. Daqueles que faz disparar o coração! Uma festa para os sentidos. O chocolatinho que acompanha, além de ser um charme, é recheado de doce de leite. Completa a festa para as papilas gustativas.
O alfajor. Ah! O alfajor! Difícil descrever, apenas digo que senti vontade de comer de joelhos. A massa, de textura esfarelantemente crocante, com certa umidade, tem um sabor que funde especiarias e convida você a tentar decifrar a composição daqueles aromas. Difícil. Melhor se render rapidamente aos prazeres da união daquela massa ao doce de elite do recheio e à cobertura de chocolate! Delicioso! Isso porque só provei o de chocolate ao leite... o branco e o de nozes ficam pra uma próxima... não sei se agüentaria!
As expectativas foram superadas. Ambiente confortável, café delicioso, alfajor que não nega a fama que tem! O Havana é um café pra voltar e levar os amigos que gosta!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Top 5 – Pão de Queijo para assar em casa*



1º Congelado Sadia (...pra fazer em casa... não tem melhor! Assa em 15 minutos no forno elétrico, fica douradamente crocante por fora, macio e cheiroso por dentro, nem parece que o bichinho era congelado!)
2º Congelado Sadia (vai por mim, vale duas posições no top! Com esse, não tem erro!)
3º Forno de Minas (...caso esteja querendo comprar pão de queijo congelado pra levar pra casa e na geladeira do supermercado não tiver o da Sadia... você, provavelmente, vai ficar na dúvida entre o Forno de Minas e o Perdigão... opte pelo primeiro! O da Perdigão é uma borracha-salgada-sem-gosto-de-nada! Enquanto que o Forno de Minas, quebra bem o galho na hora da necessidade.)
4º Casa do Pão de Queijo (ainda que caro, o tamanho é perfeito, o sabor maravilhoso, crocante por fora, macio por dentro, parece uma bolinha de queijo! A única ressalva fica por conta do limiar que separa um pão de queijo maravilhoso de uma grosma no fundo da assadeira. Trata-se de um pão-de-queijo-de-lua, não sei dizer o que acontece, mas não é sempre que fica no ponto! Se estiver buscando aventura e moção na cozinha, essa é uma boa pedida!)
5º Receita da Vó (...se estiver com um desejo alucinante de comer pão de queijo e não encontrar nenhum dos três acima, vale a pena vasculhar nos guardados da vó uma receita!...se não tiver vó... vale a internet, também!)

*Nesse friozinho que anda fazendo em São Paulo, nada melhor do que um bom café (!!) acompanhado de um quentinho e cheiroso pão de queijo! Mentira, essa combinação é perfeita seja qual for o clima lá fora!

terça-feira, 24 de julho de 2007

Banquete


Há alguns anos, quando estava me preparando para o vestibular, às vésperas do exame mais importante (na verdade meses antes, mas vestibulando é um bicho apavorado que acha que a prova será amanhã!!), um professor resolveu dar alguns conselhos práticos para o grande dia.
Aquela velha história de sempre: conheça antes o local da prova, chegue cedo, leve caneta preta, lápis, borracha, R.G. original... e “cuidado, muito cuidado com o que irão levar pra comer e beber durante a prova!”. A sala toda riu do exagero e da ênfase dada ao “cuidado”, no entanto, como ele já havia sido fiscal de sala em vários vestibulares, começou a contar o que já viu! As histórias eram as mais engraçadas possíveis, mas vou contar só a mais bizarra:
...era Fuvest. Fim de ano, quase Natal. Sala lotada. Cérebros fritando. Silêncio ensurdecedor. Transcorrido algum tempo do início da prova, era natural que algumas pessoas começassem a sentir fome, afinal, pensar queima calorias como correr duas maratonas sob sol de 40°. Como num cair de dominós, os pobres vestibulandos começaram a abrir seus chocolates. Zumzumzum discreto. O fiscal, acostumado àquele tipo de ritual, assistia a tudo como a um filme a se repetir: eles comeriam seus chocolates, beberiam suas águas e continuariam a chutar as alternativas de a a e. Mas, num certo momento, uma vestibulanda levantou a mão, pedindo que o fiscal se aproximasse. Ele se aproximou e ela então perguntou se poderia comer ali. Sorridentemente, ele disse que sim. Foi aí que a bizarrice se deu. De lá da frente da sala o perplexo fiscal mal podia acreditar no que seus olhos viam. A faminta vestibulanda puxou uma sacola que estava sob sua cadeira e de dentro tirou nada menos do que um PANETONE!! Sim, um panetone inteirinho, embalado e tudo o mais! E plástico de embalagem de panetone, todos sabemos, faz uma verdadeira festa ao ser manipulado. Todas as atenções se voltaram para aquele Natal que acontecia logo ali. Dispersão total. Para completar, ela puxou uma faca de pão da sacola (praticamente uma arma!!), cortou, impassível, fatias do panetone e as comeu! Terminada a refeição, ela continuou resolvendo sua prova. Creio que ninguém mais conseguiu se concentrar na prova e, diz a lenda, ninguém daquela sala passou pra segunda fase, só a dona do panetone!! Será que foi estratégia?!
Bom, dependendo do cardápio do seu banquete, você pode eliminar concorrentes. Lembre-se disso no próximo concurso!

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Teoria da Conspiração: Três Corações*


Já deve ter dado pra notar que sou uma grande apreciadora de café, pois não?! De fato sou e confesso que a simples idéia de não ter pó de café em casa me causa arrepios de pavor. Não apenas pó de café, mas pó de café Melitta (insuperável! Quem já provou sabe). Meu dia tem de começar com uma boa caneca de café forte!
Todos em casa já sabem disso e ficam alerta para a reposição do estoque: ou compram ou me avisam para comprar. Foi o que aconteceu na semana passada. Recebi uma mensagem avisando para levar meu querido Melitta porque o de casa estava acabando.
Na hora do almoço, passei no supermercado e fui direto à sessão dos cafés. Olho a prateleira e só vejo café da marca Três Corações. Taquicardia. Como era “festival do café” nesse supermercado, montaram um verdadeiro circo para incentivar o consumo da bebida, por isso, a maioria dos cafés foram deslocados para outro local. Só isso poderia explicar o fato de um (hiper)mercado daquele tamanho não ter Melitta na prateleira. Aos pulos, cheguei ao circo-da-cafeína. Cafeteiras, cafés solúveis, cafés importados, canecas de café, vídeos sobre café... um verdadeiro paraíso, mas só uma coisa me levaria ao sétimo céu... meu melittinha querido. Finalmente, encontrei os cafés torrado e moído: Três Corações, Três Corações, Três Corações... Como assim?! Só tem café Três Corações???????????? Perguntei (com três corações na boca) à funcionária onde estava o café Melitta... “Acabou!”. Ah, tá... me engana que eu gosto!
Pensem comigo, festival do café numa grande rede de supermercados... a troco de nada é que não é! Na era dos patrocínios, é óbvio que teria alguma empresa por trás disso. Quem, quem, quem?! Três Corações! Sabendo da infinita superioridade dos Cafés Melitta e da óbvia preferência dos consumidores por eles, o que fizeram?! Tiraram-nos das prateleiras! Pura conspiração! hehehehehehe
Saí de lá inconformada (morrendo de medo de que os cafés Três Corações dominassem o mundo...) e passei numa loja de conveniências... Uuuuuufa! Tinha meu Melittinha!! Já comprei duas caixas pra garantir!!!



*paranóia de grau moderado! e sim... já tomei café hoje!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Repensando o Vegetarianismo*


- Não sei como você consegue comer carne! Só de pensar que essa bisteca já foi um lindo porquinho... um bichinho vivo... e que morreu por sua causa... pra saciar sua gana por carne!
- Ah! Pior você que come um ser que nem teve chance de fugir!

Hummmm... essa é pra pensar, heim?!


*adaptação de um diálogo entre duas de minhas professoras da época da faculdade

terça-feira, 17 de julho de 2007

Minha melhor amiga, Doriana!


A gente reconhece a força de uma empresa pelo respeito e atenção que ela dá a seus consumidores e como ela usa isso a seu próprio favor.
Há algum tempo, havia um pote de Doriana na geladeira de casa que todas as vezes que eu o pegava, ele caía no chão. A tampa era frouxa, não segurava no pote. Foram tantas e repetidas as vezes que isso aconteceu que ele esborrachou-se no chão que a tampa acabou rachando. Aquilo foi me deixando deveras azeda... até a vez que o pote não caiu no chão... caiu no meu pé! Doeu... acertou minha unha em cheio...
Xingar o pote não ia adiantar muito, resolvi ligar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor da Unilever, não para xingar, mas para avisar que a tampa do pote de Doriana não funcionava!
Ao invés de uma caixinha de música desafinada, uma gravação rápida e clara direcionou minha ligação para uma atendente... sim... gente viva de verdade!! Você , logo de cara, percebe que sua ligação, de fato, tem alguma importância para a empresa! Sim, afinal são os consumidores que consomem os produtos deles. Inteligentes, não?!
Narrei toda a história da Dona Doriana e a atendente foi fazendo perguntas e digitando tudinho. Ao final, disse que a sugestão/reclamação seria encaminhada aos responsáveis pelo desenvolvimento de embalagens para a solução do problema. Se seria solucionado ou não, não eu poderia dizer, mas fiquei muito satisfeita pelo atendimento. Gentil, mesmo sendo uma “reclamação”.
Algumas semanas depois, recebi uma correspondência nominal (...não daquelas “caro (a) consumidor (a)”!!), agradecendo a ligação ao sac da empresa e comunicando que novas embalagens seriam desenvolvidas e blá-blá-blá! E não é que fizeram mesmo?! Repararam como ficaram bonitas??!! Ajudei! hehehehe
Desde a minha ligação, eu e Doriana nunca mais nos separamos... viramos suuuuuper amigas... ela sempre me manda correspondências perguntando o que estou achando dos novos produtos e etc e tal! Minha melhor amiga!!!
Trata-se de uma relação de interesse, evidentemente, a Unilever quer saber minha opinião porque sabe que sou uma das que consome seus produtos... e sim, os consumidores têm voz nas empresas... empresas espertas que já sacaram que o melhor para eles é fazer o que a gente gosta!

Se tiverem algo a dizer... digam: 0800-707-9944 – sac@doriana.com.br

domingo, 15 de julho de 2007

Café: propriedade curativa!!


Quando digo que amo café, sempre há quem diga que esse negócio faz mal, que é perigoso... Ô gente alarmista!! Café não mata, gente!!
Além de ser uma bebida deliciosa, estimulante, de aroma inconfundível ... ontem, descobri mais uma faceta do meu querido café: ele cura!!!
Depois de tomar algumas doses alcoólicas e insistir em fazer a barba de pileque (...isso sim é perigoso, heim!), o namorado da minha amiga acabou arrancando dois bifes do lábio superior (da boca de cima, segundo ele!!). Sangue, sangue, muito sangue!! Depois de usar um rolo de papel higiênico para tentar estancar o sangue que minava, sem obter sucesso, ele resolveu usar uma receita de sua vó, antes que precisasse de transfusão: borra de café!
Vejam só que coisa mágica: borra de café estanca sangue! E ainda deixa sabor e cheirinho agradáveis!! Incrível, incrível!! Mais um ponto pro meu queridinho café! essa eu não sabia!

sábado, 14 de julho de 2007

Top 5 - frutas com odores impregnantes


1º goiaba (...já fizeram suco dessa desgrama e deixaram sem tampa na geladeira??!! Em casa já fizeram isso! Resultado: margarina sabor goiaba, leite sabor goiaba... até o ovo fica com gosto de goiaba!! Sugiro o uso de jarras de chumbo lacradas!)
2º mexerica (18 dias depois quem comeu ainda está com o cheiro nas mãos e no corpo todo!!)
3º melancia (...enquanto está fresquinha até que é agradável... dois ou três dias depois começa um cheirinho ruim... uma semana depois... carniça!)
4º jaca (Jesus!! Aconselho manipulá-la com luvas... além do cheiro medonho, a bicha ainda solta uma super-cola!)

5º banana nanica (mosquitinhos acompanham! E se tem mosquito...)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Não adianta colocar a culpa na bebida!



Dia desses, eu e duas amigas do trabalho fomos fazer um negocinho*. Resolvemos tomar um choppinho para esquecer as mazelas da vida.
Devidamente acomodas e de canecas em punho, começamos a jogar conversa fora. Papo vai, papo vem... entramos no quesito hálito (no caso, mau-hálito). A pergunta: o que é pior, hálito de cebola ou de cigarro??
Fui categórica ao dizer que, pra mim, nada pior do que hálito de cebola. Uma desgraça... chega a arder os olhos! Sem contar que indica que o interlocutor, digamos assim, fez a refeição e nem escovou os dentes (... o que seria inútil, dada a insistência do fedor causado pelo legume em questão).Uma das amigas argumentou que hálito de cigarro é podre e fede mais do que... hummm... excrementos, sem contar que o fumante inteiro fica fedendo... e isso não se resolve com escovação! Bom argumento. Estávamos empolgadíssimas, cada uma defendendo ferrenhamente suas posições.
No auge da discussão, a outra amiga, que estava estranhamente calada, aproxima-se de nós sobre a mesa e cochicha:
- Gente, o casal atrás de vocês está fumando... melhor pegar leve!
Nem ligamos! Continuamos. O tom de voz era inversamente proporcional ao nível dos argumentos (... só digo que estávamos quase gritando!). Estávamos nos divertindo com os inúmeros achincalhamentos aos fumantes e comedores de cebola! Quer dizer, só eu e a amiga antitabaco... notamos que a outra amiga estava ficando meio nervosa. Não parava de olhar pra mesa atrás de nós e insistia:
- Meninas, o casal tá olhando muito pra vocês!
Só levamos nossa amiga realmente a sério e percebemos que poderíamos estar correndo certo perigo quando a garçonete veio servir uma porção de anéis de cebola fritos para o casal da mesa de trás!
Achamos por bem mudar de assunto!! Imaginamos que caso resolvessem “argumentar” não seríamos capaz de agüentar o hálito de cigarro com cebola!! Melhor falar de coisas menos polêmicas... afinal, depois não adianta colocar a culpa na bebida!




*termo genérico para denominar eventos pós-trabalho envolvendo ou não bebidas alcoólicas

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Paixão...


Paixão é coisa que nasce e você nem percebe. Quando se dá conta já está fazendo loucuras! Como boa sagitariana, me apaixono com a intensidade de dois furacões! Por vezes, os furacões vêm e passam, por outras, transformam-se em brisas suaves e intermináveis... vira amor.
Segunda-feira, me dei conta de uma dessas paixões. Tem cor e nome: é verde e chama-se couve. Comi uma couvezinha refogada que me fez rever todos meus conceitos a respeito dessa verdura. Será que vira amor?!
Fininha, molinha, saborosíssima!Ficou com água na boca?! Então faça!

4 folhas de couve
2 dentes de alho
3 rodelinhas de lingüiça calabresa
sal a gosto

Modo de preparo:
Depois de lavar bem as folhas, tire os talos, enrole-as como rocambole e vá cortando (com faca ultra-afiada!) tirinhas na espessura de meio feio de cabelo (quanto mais fininhas melhor). Frite as três rodelinhas de lingüiça em frigideira anti-aderente, absorva toda a gordura (tanto da frigideira quanto da lingüiça... vá por mim, sua vida vai melhorar sem tanta gordura!). Corte a lingüiça em cubinhos bem pequenininhos ( a idéia é dar vaga lembrança do sabor, a estrela é a couve!), volte à frigideira, adicione os dentes de alho amassados e refogue até que fiquem douradom. Acrescente a couve e mexa até que murche. Cozinhe em fogo baixo por meio minuto. Salgue. Prove. Se estiver na textura desejada está pronta pra servir!

Caso não estejam tão apaixonados por couve quanto eu, sirva o refogadinho acompanhado de ovo frito e arroz integral! Ah! Também fica uma delícia colocar um pouco de salsinha picada quando estiver refogando!

domingo, 8 de julho de 2007

Fazenda Águas Claras, cafés especiais


Sabe aquela história de que a crítica deve ser imparcial e blá-blá-blá?? Me reservo o direito de mandar esse conceito às favas*.
Hoje, conheci o Fazenda Águas Claras, cafés especiais, em Moema, esquina da Rua das Gaivotas com a Bem-te-vi. Estou absolutamente encantada.

O ambiente é a melhor definição de aconchegante que já conheci. Lembrando uma casa de fazenda, aos poucos você quase jura que está em uma! O atendimento é muito, muito simpático , tanto que você nem se incomoda quando esquecem de trazer seu café... ou quando a atendente não se lembra quais são as opções de café aromatizado!! Acha até engraçadinho! Faz você se sentir uma visita adoravelmente bem-vinda!

A carta de cafés é um capítulo a parte. Variedade que torna a esolha uma difícil, porém deliciosa missão... melhor mesmo é pedir um de cada até decidir pelo preferido! Eu escolhi o expresso aromatizado de amêndoas. Impossível descrevê-lo. O perfume que sobe com a fumacinha faz você ir à Pasárgada... é pra saborear com o paladar, com o olfato e a imaginação . Um café para beber de joelhos!!

Apenas um detalhezinho de nada poderia ser melhorado: o cardápio (literalmente!). Um café tão charmoso, lindo, cheiroso... com cardápio impresso em folha de sulfite... não vale!!! Ah! E bem que poderiam especificar quais são os expressos aromatizados oferecidos! Mas se não mudarem... não tem problema algum... o lugar é tão incrível que isso não é suficiente pra ofuscar tudo de melhor que é oferecido! Além disso, na dúvida, pergunte! Garanto que a resposta será sorridentemente dada!!


*...afinal, todas as críticas são parciais!!


Eu e o Shrek adoramos o capuccino do Mc Café!!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Pipoca!!


Ontem, futebol: Brasil e Equador. Joguinho meia-boca, mas uma ótima desculpa pra abraçar um balde de pipoca e mandar ver! Foi o que fiz.
Há pelo menos uns trinta mil modos de preparar pipoca. Com manteiga, com óleo, com azeite, com gordura de bacon (!!)... e por aí vai. Como colesterol é coisa que não se brinca, tenho duas dicas para se preparar uma pipoquinha light... livre de culpa e gordura trans. Há uma versão para os pacientes e uma para os apressadinhos:

Pipoca para pessoas pacientes:

1 panela
1 colher de pau
½ xícara de chá de milho de pipoca
1 xícara de água

Modo de preparo:
Antes de sentir vontade de comer pipoca, coloque o milho de molho na água. Após 30 minutos, jogue a água fora e coloque o milho na panela. Leve ao fogo alto, mexa com a colher de pau até que comece a estourar... tampe rapidinho pra não ser atingido por pipocas voadoras, abaixe o fogo e espere terminar de estourar.

Eu, particularmente, prefiro pipoca sem sal mesmo, mas pra quem acha isso o último dos desaforos, pode salgar, mas já que a pipoca é magrinha... prefira o sal light, que tem 50% menos sódio!

Pipoca para pessoas apressadinhas:

1/3 xícara de chá de milho de pipoca
1 saco de papel (daqueles de pão, sabe?!)
1 forno de micro-ondas

Modo de preparo:
Coloque o milho no saco de papel. Feche vincando bem... pode até dar uma torcidinha. Coloque no forno de micro-ondas por 40 segundos (...se-gun.dos, heim! Se deixar por 40 minutos sua casa vai explodir!!!). E como micro-ondas é coisa que muda de casa pra casa, ou de caso pra caso... depois dos 40 segundos, ligue por mais 1 minuto e assim por diante, até terminar de estourar. Comece testando com um saquinho menor e pouco milho... pra ir aprendendo, ok?! Vale a pena!

Para o sal vale a mesma dica e se quiser uma versão doce, regue as pipocas com uma ou duas colheres de leite-condensado (de preferência desnatado que tem 95% menos gorduras!)

Quanto ao futebol... assista só até acabar a pipoca!! hehehehehe

terça-feira, 3 de julho de 2007

Pamonha King-Size


Época de festas-juninas! Amendoim, quentão, canjica, pinhão... pamonha. Pamonha? Nem pensar! Tenho um trauma horroroso de pamonha!
Meu pai é daquele tipo: “Deixar comida no prato enquanto tem gente morrendo de fome na África? Trata de comer tudo! E que não sobre nem uma migalha!”. Então, desde criancinha aprendi a não deixar comida no prato e para isso, aprendi mais duas lições valiosas: servir minha própria comida e me servir de pouca comida. Sempre funcionou bem... em casa!
Numa das raríssimas vezes em que fomos fazer um passeio em família, fomos ao shopping center Norte. Na hora de comer... lóóóóóóóógico que meu pai não optou pelo Mc Donald’s (sonho de 10 entre 10 criancinhas): “Isso é porcaria!”. Optou por um... quiosque de pamonha... qui-os-que de pa-mo-nha!! Era só o início do inferno.
Exagerado como ele só, pediu uma pamonha pra cada. Tendo em vista que estávamos num shopping (coisa moderna!...sim... shopping já foi coisa moderna!), e sendo aquele um quiosque de fast-pamonha, a mencionada não era preparada na hora, era congelada. Idéia de gênio! Feito o pedido, a pamonheira-moderna pegava as pamonhas-modernamente-congeladas e colocava para esquentar num moderníssimo micro-ondas!! Um minutinho depois, lá estavam as trouxinhas diante de nós (...trouxinhas, no caso, as trouxinhas de pamonha, que fique claro!). Então era aquilo: eu e a pamonha.
Deixa eu melhorar... não era uma pamonha. Era um travesseiro de milho... um colchão... um colchão king-size!! Meu Deus, que pamonhão! Era uma refeição completa para quatro caminhoneiros. E, embora fosse necessária uma britadeira, tinha de me contentar com uma colherinha de plástico para comer a bendita pamonha. Com delicadeza, força e alguma fé, cortei o primeiro pedaço e levei à boca. Primeira impressão: dura. Segunda impressão: fria (um minuto de micro-ondas não é suficiente para descongelar um colchão king-size!). Terceira impressão: sem gosto. Questionamento interior: como é que eu comeria aquilo tudo?
Tenho pra mim que fiquei dias encostada naquele quiosque mastigando pedaços daquela pamonha. Pedaços estes que cresciam na minha boca. E não poderia sobrar nem uma migalhinha!! Um pesadelo.
Pamonha, nunca mais!
...e se você está coçando os dedinhos para deixar um comentário como: “Ah! Mas isso porque você não experimentou a pamonha que minha vó faz... molinha, quentinha...”. Desista. Nada me convence. Trauma é trauma!!