domingo, 7 de fevereiro de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
Notícia difíííícil...
- Esse tipo de notícia nunca é bom de dar...
- Oquefoioqueaconteceu?! falafalafala!
- Bom, a senhora sabe que o tempo é implacável para todos... e que tudo e todos têm uma missão a cumprir...
- ...sim, sim... diz!
- Quando a missão termina, é preciso abrir espaço para que um novo ciclo se inicie... eis a beleza da vida!
- Faaaaaaaaaaala!
- Sabe, não cabe a nós, meros mortais, contestar os desígnios do Destino... as coisas acontecem quando têm que acontecer. Às vezes, não somos capazes de entender algumas coisas no momento que elas acontecem, mas depois de algum tempo, quando a dor vira uma doce saudade, é como se uma leve mão pousasse sobre nossos pensamentos e nos fizesse entender o curso natural das coisas...
- PelamordeDeus, me fala logo o que foi que aconteceu! quem morreu?!
- Não gostaria de usar esse termo ‘morrer’... prefiro dizer que sua missão terminou.
- Então alguém morreu, mesmo?! Morte morrida ou matada?!
- Ah, não senhora, ninguém encurtou sua missão, ela se foi naturalmente.
- Ela?! Quem?! Minha mãe?! Meu Deus!!!
- Não, por favor, senhora, acalme-se, sua mãe está ótima, inclusive ligou cobrando uma visitinha sua... chamou a senhora de ‘filha ingrata’... a coitadinha está com saudades!!
- Tá! Tá! Tá! Não muda de assunto! Para de me enrolar!
- Senhora, não se dá uma notícia como essa assim, a seco, sem que se faça uma preparação...
- Ok, entendi! Agradeço a preocupação, mas essa demora sim está me fazendo mal...
- A senhora está passando mal?! Sabia que não ia dar em boa coisa! Vou pegar seu remédio...
- O único remédio que vai me tirar de estado é saber: QUEM MORREU?!
- tsci-tsci-tsci... já pedi pra senhora não falar em morte... isso chama coisa ruim...
- QUEM PARTIU DESSA PRA MELHOR?!
- Humm, melhor assim! Bom ver que a senhora está aceitando melhor esse fatídico ocorrido...
- (bufando!)
- ... (começando a sentir medo)...Então acho que posso falar: senhora... sua cafeteira parou de funcionar...
- O QUÊ?!
- Ninguém esperava por isso, mas... sua cafeteira, senhora, subiu no telhado. Partiu como um passarinho... de uma hora para outra, se foi.
- (...pausa dramática...) NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOO!! (em prantos) Minha cafeteira?! Minha pobre cafeteira?! Por quê?! Por quê?! ...como você me conta isso assim, sua desalmada????!! Tão nova... como vai ser agora?!
- Nem tão nova, né, patroa... a bichinha já tinha 15 anos! Além disso, esse problema é fácil de resolver... é só comprar outra!
- Sua frieza me assusta! Me deixa sozinha... me deixa sofrer minha dor sozinha, por favor...
- Sim, sim... a senhora quer que eu traga um cafézinho?!
- (explosão de choro)
...................
Caso quase verídico: minha cafeteira também subiu no telhado, estou arrasada.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Medo!
Sou uma pessoa corajosa. Faço coisas que outras mocinhas não costumam fazer sem soltar gritinhos e pedir socorrinho... por exemplo: mato barata à base de chineladas e ainda tenho os culhões de virar a bichinha de patas pra cima pra não correr o risco dela se recuperar!
No entanto, há coisas que realmente me dão medo nessa vida. Coisas que me arrepiam só de pensar. A principal delas: feijão carioca!Não se trata de simplesmente não gostar da iguaria, não, não, não! É medo, mesmo! Pavor! Fobia! Acompanhados de enjoos, arrepios e trimiliques.
Não sei precisar a origem dessa repulsa, mas tem a ver com alguns traumas. Um deles aconteceu há muitos anos, quando ainda era uma criancinha e já sabia que não gostava da tal gororoba, mas convivíamos em paz: ele, o feijão, lá e eu acolá, bem longe! Acontece que numa certa manhã, ao raiar do sol, ainda cambaleando de sono, fui à cozinha para meu desjejum e dou de cara com minha mãe, vasculhando a geladeira, já pensando no almoço (coisa irritante, heim?! Nem tomou café e já está pensando no almoço!!!). Antes mesmo que eu pudesse dizer ‘bom dia!’ ela, numa fração de segundos indefensável, enfiou uma panela embaixo do meu pobre narizinho ao mesmo tempo que me perguntava: ‘será que esse feijão já está azedo?!’.
Deus, Deus, Deus! Quase morri de nojo! Só a pergunta já seria o suficiente para me assustar, não bastasse isso ainda teve a visão do inferno (fala sério: a aparência desse trem é repulsiva!) e pra completar o pesadelo ainda tinha o cheio gelado e, sim, azedo! Medo, medo, medo!
Anos e anos se passaram, com incidentes tão nojentos quanto, mas em menor proporção, apenas o suficiente para reforçar o trauma, até que um dia, quando minha mãe viajou e me deixou a incumbência de não deixar meu pai morrer de fome. Coisa simples, afinal ela passaria pouco tempo fora e deixaria comida pronta, bastava esquentar e preparar uma misturinha básica. Fácil, não fosse o feijão! Sabendo de meu problema, ela já deixou a coisa numa panela, então, bastava colocá-la no fogo e quando o futum começasse a exalar, bastava desligar e sair correndo!
Fácil, nos primeiros dias. Afinal, chega uma hora que, mesmo indo à geladeira, o alimento vence a validade, né?! Era verãozão e não sei por que diabos meu pai não colocou a panela na geladeira com o restante da garoroba e também não sei precisar porque passei alguns dias sem entrar na cozinha. Certo dia, porém, ao entrar, tive a certeza de que alguém havia matado uma pessoa e ocultado o corpo na cozinha de casa. O fedor era insuportável. Procurei, procurei, procurei: sem sucesso, pois não encontrei o corpo, nem qualquer coisa que pudesse exalar tanto mau cheiro.
Lavei a cozinha com cloro do piso ao teto, mas a fetidez continuava intacta! Já pensava em vender a casa quando meus olhos foram atraídos por algo que havia ignorado: a panela de feijão! Caberia ali o corpo de uma pessoa?! A curiosidade superou o medo e, prendendo a respiração, abri um cantinho da panela. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!! Era o feijão que estava fedendo aquilo tudo!!!!! Estava ali havia dias, no alto verão. A visão foi perturbadora: havia um palmo de lã-de-mofo sobre a gosma marrom. Quase morri, se não isso, quase desmaiei. Mas, de posse da mais pura frieza, coloquei a panela inteira, com tampa e tudo, no lixo e botei o lixo pra correr imediatamente!
Depois de episódios como esses, dá para entender por que tenho medo de feijão carioca*?! Urgh! Alguém leu 1984 do George Orwel?! Lembram-se da parte final da tortura?! Eu falaria que 2+2 são 5 à primeira imagem de uma panela de feijão!
Top 5: dificuldades para cumprir resoluções de ano novo
1 – começar uma dieta: todo ser humano é um procrastinador em potencial! Pode ser a pessoa mais decidida do mundo, mas basta falar em dieta para que venha à tona as mais variadas desculpas para deixar para a próxima segunda-feira o início daquela dieta. 2010, por exemplo, começou numa sexta-feira! Não se começa uma coisa tão importante como essa numa sexta, portanto, automaticamente, o início da dieta ficou para a próxima segunda, que foi dia 04. No entanto, segundo a tradição oriental (cultura muito próxima à nossa, por sinal) esse é um número relacionado à morte... ui, já pensou começar uma dieta com esse mal-agouro?! Melhor adiar! Sentiram?! E assim chega-se a 31 de dezembro, de novo!
2 – fazer refeições em horários certos: tudo culpa da vida moderna! A ideia está lá, bem no topo da lista de resoluções de ano novo de muita gente, aposto, mas pô-la em prática não depende apenas de determinação. Muitas vezes depende de um pedido de demissão! A pessoa pode até estar bastante determinada a tomar café, almoçar e jantar todos os dias nos mesmos horários, mas, sejamos justos: há trabalhos que simplesmente não permitem essa prática! Para cumprir essa resolução, algumas pessoas precisam antes cumprir outra: arrumar um novo emprego. Daí já viu, né?!
3 – apenas comer alimentos saudáveis: dificílima essa resolução! Para cumpri-la seria preciso romper relações com metade dos amigos e dizer adeus à família. Exagero?! Que nada! Naquela reuniãozinha com os amigos (com a metade que não está em sintonia com sua fase saudável!) adianta você propor uma noite de tofu e chá verde?! Não, né?! Eles querem uma noite de queijos amarelamente gordos e vinhos alcoolicamente calóricos. Alguma família, por um acaso, se reúne para um almoço repleto das mais lindas de saladas e regado aos mais coloridos suco de frutas?! Nããããããão (a minha, pelo menso, não) ... é sempre churrasco, feijoada e por aí vai! Ou seja.
4 – não comer carboidratos depois das 18h: a boa vontade existe?! Sim, senhor. O problema de tudo reside nas circunstâncias. Em casa, com muita boa vontade até é possível cumprir essa resolução, basta não comprar nenhum pacote de bolacha, nenhum pacotinho de miojo para horas de emergência; pela manhã, após o café, jogar fora até a última migalha de pão, bolo, torrada e afins, comumente usados para matar aquela fominha alucinante de fim de noite. No entanto, quando essa tal fome resolve pintar na rua... será que é possível encontrar uma barraquinha de saladas em alguma esquina da cidade?! Um pivete vendendo maçãs no farol?! Não, né?! Taí!
domingo, 10 de janeiro de 2010
Visite nosso banheiro!
Tenho uma teoria: se o banheiro, que teoricamente pode ser sujo, for limpo... a cozinha, que teoricamente deve ser limpa, seguindo a lógica, é limpíssima!
O banheiro é parte fundamental em qualquer lugar que se coma ou, principalmente, beba-se! Já imaginaram que pesadelo seria sentar para beber umas(ssss) cervejinhas(ssss) e jogar conversa fora num lugar que não tem banheiro... ou pior: o banheiro é inpipisável?!
Nisso os meninos levam uma vantagem incontestável, na hora do desespero... qualquer lugar vira banheiro (hábito aboninável, que fique claro... mas desespero é desespero, né não?!).
Já nós meninas... que sufoco, heim?! É preciso termos a habilidade de um equilibrista, a elasticidade de um contorcionista e a técnica de um mágico, afinal, quando a natureza chama, temos que fazer um pipizinho, o mais rápido possível, sem encostar em absolutamente nada, mantendo em zero o risco de acidentes e, o mais difícil, fazer tudo isso depois de umas duas ou três cervejas, quando o equilíbrio já não é mais assiiiiim uma... uma Brastemp! Detalhe: ainda precisamos de papel higiênico... que coincidentemente, sempre acaba e esquecem de repor (é nessa hora que temos de mostrar quão mágicas e precavidas nós somos).
Um banheiro diz muito sobre o estabelecimento a que pertence. Ele fica perto da cozinha?! Péssimo sinal. Lembram-se daquela reportagem que encontrou o caranguejo vivíssimo dando um rolê pelo banheiro, tirando um cochilo atrás do vaso sanitário?! Sem contar os odores se frequentando, heim?! Urgh! O banheiro tem fácil acesso, é limpo, tem ventilação, protetor descartável de acento*, papel higiênico macio, branquinho, previamente picotado, tem descarga eficiente, pia (limpa) com sabonete, torneira funcionando e toalhas de papel para secar as mãos, cheirinho de jasmim no ar?! Parabéns! Você encontrou o banheiro dos sonhos de qualquer estabelecimento!
Aliás, é preciso uma nota especial sobre descargas: alguém consegue imaginar pesadelo pior do que uma descarga chocha ou que, pior, não funcione?! Pédepatomangalôtrêsvezes!! Por melhor que seja o banheiro, acidentes acontecem e descargas param de funcionar... só pra sacanear, então, só para evitar a fadiga desnecessária, aceitem um conselho de amiga: deem uma testadinha antes!!!!!
Alguns restaurantes, lanchonetes, bares, botecos, bibocas e afins podem até tentar disfarçar uma cozinha porca, nojenta, maltrapilha, xexelenta, mas se o lugar não é, exatamente, um amigo de bons hábitos de higiene, o banheiro é primeiro que grita isso para todos! Então, para conhecer, de fato, um estabelcimento onde se pretende desfrutar de comidas ou bebidas... visite o banheiro!
*mesmo que tenha, meninas, não se sentem!! Lembrem-se das histórias que nossas mães e avós contavam, melhor não arriscar!!! hehehehe
domingo, 3 de janeiro de 2010
Feliz Ano Todo!
domingo, 27 de dezembro de 2009
Dúvida
domingo, 20 de dezembro de 2009
Milagre de Natal
domingo, 13 de dezembro de 2009
Exagero
domingo, 6 de dezembro de 2009
Um caso (psicótico) de amor
domingo, 29 de novembro de 2009
Bolachinha de chuva!!
sábado, 21 de novembro de 2009
Apagão
domingo, 8 de novembro de 2009
Top 5: o que podemos aprender com os gatitos
1° comer apenas quando se tem fome - por mais incrível que possa parecer, há quem não goste de gatos. Mas, mesmo quem não gosta precisa reconhecer que esses bichanos além de lindos e fofos são muito inteligentes e têm um estilo de vida que eu, particularmente, invejo. No quesito alimentação, eles nos ensinam algumas coisas interessantes (logicamente, não em relação ao cardápio, ok?!! hehehehe). Gatos, por exemplo, só comem quando sentem fome. Eles não se empanturram de comida o dia todo (a exceção é o Sr. Garfield!). Se têm tempo de sobra, dormem, não comem! Nós, humanos, por outro lado... domingo, 1 de novembro de 2009
Você já Vio?!
O novo produto terá quatro tipos diferentes de sabores e sua comercialização já está sendo testada nos EUA. No Brasil, por enquanto, só o burburinho. No próprio site da Coca-Cola Brasil, nem uma linha sequer sobre o novo produto.
De acordo com a Veja on-line, ‘A novidade será lançada primeiro nos Estado Unidos e, se bem sucedida, no mundo’. Por aqui, até agora, apenas a curiosidade, nada ainda nos mercados.
Além do conteúdo inovador, a embalagem da nova aposta da Coca-Cola é, sem sombra de dúvida, um dos grandes atrativos da Vio. Aliás, pode ser que chame mais atenção do que o conteúdo, heim?!
O design lembra as clássicas garrafinhas de Coca-Cola, mas são totalmente brancas, o que remete à imagem das antigas garrafas de leite. O legal é que a própria embalagem já dá uma dica do conteúdo – leite e refrigerante. Os grafismos têm cores intensas. Contrastantes entre si. As bolinhas remetem às bolinhas de gás, à efervescência. Mas, além do design, há muita tecnologia nessa embalagem. E há uma explicação para tanto: leite é um produto extremamente perecível. Segundo a Veja on-line, ‘os cientistas que desenvolveram o produto em um laboratório da Coca em Atlanta garantiram que ele será embalado em uma garrafa de alumínio que evitará que o leite coalhe’. Seria, portanto, a união de beleza e funcionalidade, mas não uma garantia de coisa gostosa!!
Tida como uma das marcas mais valiosas do mundo, a Coca-Cola traz consigo também a responsabilidade de apostar num produto tão inovador quanto o Vio. Será que essa a Coca cola?! Sacou?! Coca... cola! Trocadilho pobre, heim?! Pois é, enquanto essa coisa não fica pop e chega aqui pelos trópicos, resta-nos especular!
sábado, 31 de outubro de 2009
Selo!
Ah! As regrinhas: publicar o selo, responder a pergunta, indicar outros blogs e avisá-los.- Qual o significado dos comentários que seus amigos fazem em suas postagens?
Os blogs que indico:
Chéri à Paris <http://www.cheriaparis.blogspot.com/>
Canto do Feng-Shui <http://cantodofengshui.blogspot.com/>
Manga com Pimenta <http://mangacompimenta.blogspot.com/>
...e os outros que estão ali do ladinho! Todos de primeiríssima!
domingo, 25 de outubro de 2009
Celebrando com os amigos (a um passo do alcoolismo)
domingo, 18 de outubro de 2009
Bandida!
Aconteceu há cerca de um ano, mas ainda hoje circulam comentários aqui e ali. Tudo meio velado, afinal, ela gastou fortunas para abafar a história, que, por um milagre ou vários$ dele$, não vazou para a imprensa... em compensação nas altas rodas... sabem como é socialite!
Tudo começou quando ela então resolveu abandonar a esteira, a bicicleta e o total-shape para entrar numa dieta daquelas que deixaria até uma anorexica com fome. Era uma tal de dieta do conta-gotas. Já dá para imaginar no que consiste, pois não?! Pois é... todas as 'refeições' deveriam ser dosadas por um conta-gotas: 10 gotas no café da manhã, 5 no almoço, 2 e 1/2 no jantar.
Ela ficou animadíssima... nos primeiros 2 dias. No terceiro já estava tendo vertigens e sonhando com comida. Acordava mastigando o travesseiro. Pensou em parar, maaaaaaaaaaaas já havia espalhado a notícia de que estava fazendo a tal dieta para toooooodas as meninas do clube e não poderia/quereria decepcioná-las. Bom, na verdade, ela não estava a fim de dar o braço a torcer, afinal, tooooodas disseram que ela estava louca e tal e tal.
Foi numa dessas madrugadas de pura fome que ela teve a grande ideia: ninguém precisa saber que parou a dieta, oras gotas... digo, bolas! Na frente de todos continuaria com o conta-gotas, mas na surdina, na calada da noite, ela mandaria ver na geladeira.
E foi assim que começou sua vida de crimes. Ela se tornou uma assaltante de geladeiras. Começou com a geladeira da própria casa. Levantava-se de madrugada, esgueirava-se pelos corredores, descia escadas... tudo mais silenciosamente que um gato. O marido que tinha um sono de pedra, nem fazia ideia do que acontecia enquanto dormia: verdadeiros banquetes! Nas manhãs seguintes a empregada chamava a patroa para delatar o patrão. Lógico! Só podia ser ele, afinal a patroa estava na dieta do Zé-Gotinha. Ela pedia que a empregada não falasse nada com o marido, que deixasse que ela mesma conversaria com ele. E assim foi até que...
Cansada da vida de assalatar a própria geladeira, resolveu que precisava de mais adrenalina: passou a assalatar a geladeira das casas das amigas! Descobriu uma habilidade que nunca sonhara, um talento. Era uma assalatante virtuosa, habilidosa. Não deixava pistas, não deixava rastros, não deixava migalhas. Era capaz de entrar e sair de uma cozinha sem que nem mesmo a empregada ali presente se desse por sua presença. Um bolo confeitado na geladeira, num instante, numa piscada, não estava mais ali! Ela chegou até mesmo a pensar que se não fosse milhonária poderia ficar assaltando bancos! Mas as geladeiras eram seu alvo, seu objetivo, seu desejo maior!
As amigas estranhavam apenas o fato da amiga ter ganhado 30 quilos nos 2 meses de dieta. Ela, a essa altura dos acontecimentos, nem se lembrava mais que almejava um manequim 36... estava obsecada... tinha virado uma bandida! Estava fora de controle.
Sua vida de crimes só terminou quando foi descoberta. Foi terrível. Uma amiga, que era fã de CSI, passou a desconfiar do sumiço das compotas em sua casa... a empregada não poderia ser, afinal, a pobrezinha era diabética desde que nasceu e não tinha tendência suicida, o marido muito menos, ele detestava doces... um trauma de infância que não vem ao caso, os filhos não comiam frutas nem que estivessem envoltas em quilos de açúcar. Para desvendar o mistério, equipou a cozinha com dezenas de câmeras... tinha inclusive uma de visão noturna.
Foi numa das reuniões das amigas que a detetive deu o flagra na amiga bandida. Colocou as imagens da cozinha em sua tv de plasma de 88 polegadas, em HD, para todas as outras assistirem. Foi quando viram, numa fração de segundos a amiga que carregava o conta-gotas enfiar uma compota de jaca guela abaixo, com calda e tudo! Um escândalo!
A dona da compota ameaçou chamar a polícia, a imprensa, um padre exorcista, mas ficou penalizada ao ver a amiga-bandida implorar aos prantos que não o fizesse. Jurou que não faria mais aquilo, que passaria a se alimentar direito, que iria procurar uma nutricionista. Aceitou. As outras amigas também juraram, de dedinhos cruzados, claro, que não tocariam mais no assunto, em troca de algun$ mimo$.
E assim foi. Hoje, passados meses do último assalto a uma geladeira, ela voltou ao peso de antes e nunca mais abriu uma geladeira que não fosse sua. Assaltos?! Nunca mais... pelo menos não a geladeiras... hoje ela bate carteiras na Praça da Sé e na 25 de março... só para se distrair... a terapeuta indicou que ela fizesse alguma atividade para que não pensasse em comida o tempo todo... ela então resolveu explorar seu talento descoberto. Putz!

















