domingo, 7 de fevereiro de 2010

Miojo Gourmet (...oi?!)


Um amigo meu disse certa vez que as palavras miojo e delícia não cabem na mesma frase. De barriguinha e geladeira cheias, pode até ser que essa combinação soe deveras estranha, maaaaas... pensando naquele dia de fome-de-leão-selvagem-sem-zebra-dando-sopa (traduzindo: fome animal, combinada com geladeira e despensa fazendo eco de tão vazias)... aquele miojinho esquecido e desprezado não só cabe na mesma frase como ainda combina com divino, magnífico, gourmet!

Os fiéis leitores desse blog devem estar notando uma certa semelhança nessas palavras, pois não?! Sim, sim... já falei do miojo e de sua aparente incompatibilidade com a palavra delícia, mas é que no post Use apenas em casos de emergência* havia dito que 'em breve'** daria dicas sobre como dar uma melhorada nesse salvador da pátria... e esse dia chegou***!!

Miojo suave e cremoso - em um prato fundo, coloque cerca de 150ml de água filtrada e leve ao micro-ondas por 1min. Abra, coloque o miojo e deixe mais 30seg. Abra, vire o bloco de miojo, dê uma desmanchadinha com o garfo e deixe mais 30seg. Termine de desmanchar os fios que insistem em ficar unidos aos parceiros e deixe mais 1min. Prove. Está al dente?! (kkkkk!!) Digo, está a seu gosto?! Se estiver, retire do micro, escorra cuidadosamente o excesso de água (se ainda restar) e... hora de do toque gourmet (hehehehe): ao macarrão, misture duas colheres de sopa de requeijão (uso o Danúbio zero), 1/4 do pacotinho do tempero que vem junto com o macarrão e (se não for pedir demais pra geladeira...) 1 colher de sobremesa de queijo parmesão ralado. Prontinho!

Miojo carbonara - (não é piada!) antes de qualquer coisa, corte alguns pedacinhos de bacon e leve para fritar (no micro-ondas) embrulhado em vááááááárias folhas de papel toalha. Ficou crocante?! Ótimo, reserve! Repita o passo a passo da receita anterior, mas antes do último minuto, quebre um ovo sobre a pasta (pasta não no sentido nona, no sentido meleca, mesmo!), dê uma bela misturada, adicione o bacon e volte ao micro por mais 1min. Adicione queijo parmesão a gosto. Prontíssimo! Quase um milagre! (Ah, pode descartar o pacotinho de sódio... digo, de tempero que vem junto!)

Miojo colorido - repita o modo de preparo básico do miojo como na primeira receita. Ao final, adicione 1colh. de sopa de milho, 1 de ervilha, algumas azeitoninhas picadas e salsinha picadinha a gosto. Se achar necessário adicione os problemas renais... digo, o pacotinho de tempero, mas acreditem, já há sabor suficiente nesses ingredientes adicionais.

Miojo-pura-ousadia-tipo-mata-nona-do-coração - sabe aquele molho divino que você fez num momento de súbita inspiração e congelou a sobra para um momento de extrema necessidade?! Chegou o momento dele! Descongele-o no micro-ondas. Ah! Você vai precisar de pelo menos 1xíc. e 1/2 desse molho, ok?! Adicione mais 1/2xíc. de água filtrada. A essa mistura, adicione o miojo. Sim, você irá cozê-lo (!) diretamente no molho! Faça aquele passo a passo de 1min., 30seg., 30seg. e 1min. Cubra o prato enquanto cozinha... do contrário, você terá um trabalho do cão para limpar a sujeirada de molho por todo lado! Terminado o tempo, prove. Está kkkkkk al dente?! Está comestível?! Adicione umas folhinhas de manjericão, o queijinho ralado e tã-nam! Está pronto!


Lembrando a todos que as 4 receitinhas foram testadas e, acreditem, ficaram boas!! Mas claro... à todas elas foi adicionada uma dose extra de fome!! hehehe

Se alguém se aventurar a provar com a própria fome, me digam o que acharam!

Bom, dadas as dicas... só resta uma dúvida: se há todos esses ingredientes disponíveis... por que diabos não fazê-las com macarrão de verdade?! Resposta: ...sabe Deus!



* interessou-se por tão rico tema?! leia o que falei anteriormente sobre o miojo: http://claraemneve.blogspot.com/2009/06/use-apenas-em-casos-de-emergencia.html

** não trataremos aqui sobre a relatividade do tempo, ok?!

*** reparem que hoje não é dia 1° de abril!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Notícia difíííícil...


- Esse tipo de notícia nunca é bom de dar...

- Oquefoioqueaconteceu?! falafalafala!

- Bom, a senhora sabe que o tempo é implacável para todos... e que tudo e todos têm uma missão a cumprir...

- ...sim, sim... diz!

- Quando a missão termina, é preciso abrir espaço para que um novo ciclo se inicie... eis a beleza da vida!

- Faaaaaaaaaaala!

- Sabe, não cabe a nós, meros mortais, contestar os desígnios do Destino... as coisas acontecem quando têm que acontecer. Às vezes, não somos capazes de entender algumas coisas no momento que elas acontecem, mas depois de algum tempo, quando a dor vira uma doce saudade, é como se uma leve mão pousasse sobre nossos pensamentos e nos fizesse entender o curso natural das coisas...

- PelamordeDeus, me fala logo o que foi que aconteceu! quem morreu?!

- Não gostaria de usar esse termo ‘morrer’... prefiro dizer que sua missão terminou.

- Então alguém morreu, mesmo?! Morte morrida ou matada?!

- Ah, não senhora, ninguém encurtou sua missão, ela se foi naturalmente.

- Ela?! Quem?! Minha mãe?! Meu Deus!!!

- Não, por favor, senhora, acalme-se, sua mãe está ótima, inclusive ligou cobrando uma visitinha sua... chamou a senhora de ‘filha ingrata’... a coitadinha está com saudades!!

- Tá! Tá! Tá! Não muda de assunto! Para de me enrolar!

- Senhora, não se dá uma notícia como essa assim, a seco, sem que se faça uma preparação...

- Ok, entendi! Agradeço a preocupação, mas essa demora sim está me fazendo mal...

- A senhora está passando mal?! Sabia que não ia dar em boa coisa! Vou pegar seu remédio...

- O único remédio que vai me tirar de estado é saber: QUEM MORREU?!

- tsci-tsci-tsci... já pedi pra senhora não falar em morte... isso chama coisa ruim...

- QUEM PARTIU DESSA PRA MELHOR?!

- Humm, melhor assim! Bom ver que a senhora está aceitando melhor esse fatídico ocorrido...

- (bufando!)

- ... (começando a sentir medo)...Então acho que posso falar: senhora... sua cafeteira parou de funcionar...

- O QUÊ?!

- Ninguém esperava por isso, mas... sua cafeteira, senhora, subiu no telhado. Partiu como um passarinho... de uma hora para outra, se foi.

- (...pausa dramática...) NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOO!! (em prantos) Minha cafeteira?! Minha pobre cafeteira?! Por quê?! Por quê?! ...como você me conta isso assim, sua desalmada????!! Tão nova... como vai ser agora?!

- Nem tão nova, né, patroa... a bichinha já tinha 15 anos! Além disso, esse problema é fácil de resolver... é só comprar outra!

- Sua frieza me assusta! Me deixa sozinha... me deixa sofrer minha dor sozinha, por favor...

- Sim, sim... a senhora quer que eu traga um cafézinho?!

- (explosão de choro)


...................

Caso quase verídico: minha cafeteira também subiu no telhado, estou arrasada.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Medo!


Sou uma pessoa corajosa. Faço coisas que outras mocinhas não costumam fazer sem soltar gritinhos e pedir socorrinho... por exemplo: mato barata à base de chineladas e ainda tenho os culhões de virar a bichinha de patas pra cima pra não correr o risco dela se recuperar!



No entanto, há coisas que realmente me dão medo nessa vida. Coisas que me arrepiam só de pensar. A principal delas: feijão carioca!Não se trata de simplesmente não gostar da iguaria, não, não, não! É medo, mesmo! Pavor! Fobia! Acompanhados de enjoos, arrepios e trimiliques.



Não sei precisar a origem dessa repulsa, mas tem a ver com alguns traumas. Um deles aconteceu há muitos anos, quando ainda era uma criancinha e já sabia que não gostava da tal gororoba, mas convivíamos em paz: ele, o feijão, lá e eu acolá, bem longe! Acontece que numa certa manhã, ao raiar do sol, ainda cambaleando de sono, fui à cozinha para meu desjejum e dou de cara com minha mãe, vasculhando a geladeira, já pensando no almoço (coisa irritante, heim?! Nem tomou café e já está pensando no almoço!!!). Antes mesmo que eu pudesse dizer ‘bom dia!’ ela, numa fração de segundos indefensável, enfiou uma panela embaixo do meu pobre narizinho ao mesmo tempo que me perguntava: ‘será que esse feijão já está azedo?!’.



Deus, Deus, Deus! Quase morri de nojo! Só a pergunta já seria o suficiente para me assustar, não bastasse isso ainda teve a visão do inferno (fala sério: a aparência desse trem é repulsiva!) e pra completar o pesadelo ainda tinha o cheio gelado e, sim, azedo! Medo, medo, medo!



Anos e anos se passaram, com incidentes tão nojentos quanto, mas em menor proporção, apenas o suficiente para reforçar o trauma, até que um dia, quando minha mãe viajou e me deixou a incumbência de não deixar meu pai morrer de fome. Coisa simples, afinal ela passaria pouco tempo fora e deixaria comida pronta, bastava esquentar e preparar uma misturinha básica. Fácil, não fosse o feijão! Sabendo de meu problema, ela já deixou a coisa numa panela, então, bastava colocá-la no fogo e quando o futum começasse a exalar, bastava desligar e sair correndo!



Fácil, nos primeiros dias. Afinal, chega uma hora que, mesmo indo à geladeira, o alimento vence a validade, né?! Era verãozão e não sei por que diabos meu pai não colocou a panela na geladeira com o restante da garoroba e também não sei precisar porque passei alguns dias sem entrar na cozinha. Certo dia, porém, ao entrar, tive a certeza de que alguém havia matado uma pessoa e ocultado o corpo na cozinha de casa. O fedor era insuportável. Procurei, procurei, procurei: sem sucesso, pois não encontrei o corpo, nem qualquer coisa que pudesse exalar tanto mau cheiro.



Lavei a cozinha com cloro do piso ao teto, mas a fetidez continuava intacta! Já pensava em vender a casa quando meus olhos foram atraídos por algo que havia ignorado: a panela de feijão! Caberia ali o corpo de uma pessoa?! A curiosidade superou o medo e, prendendo a respiração, abri um cantinho da panela. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!! Era o feijão que estava fedendo aquilo tudo!!!!! Estava ali havia dias, no alto verão. A visão foi perturbadora: havia um palmo de lã-de-mofo sobre a gosma marrom. Quase morri, se não isso, quase desmaiei. Mas, de posse da mais pura frieza, coloquei a panela inteira, com tampa e tudo, no lixo e botei o lixo pra correr imediatamente!



Depois de episódios como esses, dá para entender por que tenho medo de feijão carioca*?! Urgh! Alguém leu 1984 do George Orwel?! Lembram-se da parte final da tortura?! Eu falaria que 2+2 são 5 à primeira imagem de uma panela de feijão!



*engraçado, não entra nessa lista o feijão preto, que aliás tem sabor muito bom e aroma melhor ainda!



Top 5: dificuldades para cumprir resoluções de ano novo


1 – começar uma dieta: todo ser humano é um procrastinador em potencial! Pode ser a pessoa mais decidida do mundo, mas basta falar em dieta para que venha à tona as mais variadas desculpas para deixar para a próxima segunda-feira o início daquela dieta. 2010, por exemplo, começou numa sexta-feira! Não se começa uma coisa tão importante como essa numa sexta, portanto, automaticamente, o início da dieta ficou para a próxima segunda, que foi dia 04. No entanto, segundo a tradição oriental (cultura muito próxima à nossa, por sinal) esse é um número relacionado à morte... ui, já pensou começar uma dieta com esse mal-agouro?! Melhor adiar! Sentiram?! E assim chega-se a 31 de dezembro, de novo!




2 – fazer refeições em horários certos: tudo culpa da vida moderna! A ideia está lá, bem no topo da lista de resoluções de ano novo de muita gente, aposto, mas pô-la em prática não depende apenas de determinação. Muitas vezes depende de um pedido de demissão! A pessoa pode até estar bastante determinada a tomar café, almoçar e jantar todos os dias nos mesmos horários, mas, sejamos justos: há trabalhos que simplesmente não permitem essa prática! Para cumprir essa resolução, algumas pessoas precisam antes cumprir outra: arrumar um novo emprego. Daí já viu, né?!




3 – apenas comer alimentos saudáveis: dificílima essa resolução! Para cumpri-la seria preciso romper relações com metade dos amigos e dizer adeus à família. Exagero?! Que nada! Naquela reuniãozinha com os amigos (com a metade que não está em sintonia com sua fase saudável!) adianta você propor uma noite de tofu e chá verde?! Não, né?! Eles querem uma noite de queijos amarelamente gordos e vinhos alcoolicamente calóricos. Alguma família, por um acaso, se reúne para um almoço repleto das mais lindas de saladas e regado aos mais coloridos suco de frutas?! Nããããããão (a minha, pelo menso, não) ... é sempre churrasco, feijoada e por aí vai! Ou seja.




4 – não comer carboidratos depois das 18h: a boa vontade existe?! Sim, senhor. O problema de tudo reside nas circunstâncias. Em casa, com muita boa vontade até é possível cumprir essa resolução, basta não comprar nenhum pacote de bolacha, nenhum pacotinho de miojo para horas de emergência; pela manhã, após o café, jogar fora até a última migalha de pão, bolo, torrada e afins, comumente usados para matar aquela fominha alucinante de fim de noite. No entanto, quando essa tal fome resolve pintar na rua... será que é possível encontrar uma barraquinha de saladas em alguma esquina da cidade?! Um pivete vendendo maçãs no farol?! Não, né?! Taí!



5 - dizer não às tentações: adianta cair de joelhos e clamar a Deus ‘Senhor, livrai-me das tentações!’?! Pouco provável, afinal, nessas horas o tal do livre arbítrio exime o Todo Poderoso de qualquer responsabilidade por nossas boquinhas nervosas. Vencidas muitas etapas, a dieta até que anda bem, mas eis que surge na sua frente uma cascata de chocolate, exalando seu perfume inebriante, privando você do último vestígio de razão. E dá-lhe chocolate! Mas esse é só um dos males que assombram uma dieta... cada um tem sua tentação predileta! E assim, as tentações são as grandes dificultadoras do cumprimento de resoluções de ano novo. Aliás, não apenas das alimentares, né não?!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Visite nosso banheiro!



Num restaurante, lanchonete, bar, boteco, biboca ou afim, tão importante quanto a cozinha é o banheiro!
Tenho uma teoria: se o banheiro, que teoricamente pode ser sujo, for limpo... a cozinha, que teoricamente deve ser limpa, seguindo a lógica, é limpíssima!
O banheiro é parte fundamental em qualquer lugar que se coma ou, principalmente, beba-se! Já imaginaram que pesadelo seria sentar para beber umas(ssss) cervejinhas(ssss) e jogar conversa fora num lugar que não tem banheiro... ou pior: o banheiro é inpipisável?!
Nisso os meninos levam uma vantagem incontestável, na hora do desespero... qualquer lugar vira banheiro (hábito aboninável, que fique claro... mas desespero é desespero, né não?!).
Já nós meninas... que sufoco, heim?! É preciso termos a habilidade de um equilibrista, a elasticidade de um contorcionista e a técnica de um mágico, afinal, quando a natureza chama, temos que fazer um pipizinho, o mais rápido possível, sem encostar em absolutamente nada, mantendo em zero o risco de acidentes e, o mais difícil, fazer tudo isso depois de umas duas ou três cervejas, quando o equilíbrio já não é mais assiiiiim uma... uma Brastemp! Detalhe: ainda precisamos de papel higiênico... que coincidentemente, sempre acaba e esquecem de repor (é nessa hora que temos de mostrar quão mágicas e precavidas nós somos).
Um banheiro diz muito sobre o estabelecimento a que pertence. Ele fica perto da cozinha?! Péssimo sinal. Lembram-se daquela reportagem que encontrou o caranguejo vivíssimo dando um rolê pelo banheiro, tirando um cochilo atrás do vaso sanitário?! Sem contar os odores se frequentando, heim?! Urgh! O banheiro tem fácil acesso, é limpo, tem ventilação, protetor descartável de acento*, papel higiênico macio, branquinho, previamente picotado, tem descarga eficiente, pia (limpa) com sabonete, torneira funcionando e toalhas de papel para secar as mãos, cheirinho de jasmim no ar?! Parabéns! Você encontrou o banheiro dos sonhos de qualquer estabelecimento!
Aliás, é preciso uma nota especial sobre descargas: alguém consegue imaginar pesadelo pior do que uma descarga chocha ou que, pior, não funcione?! Pédepatomangalôtrêsvezes!! Por melhor que seja o banheiro, acidentes acontecem e descargas param de funcionar... só pra sacanear, então, só para evitar a fadiga desnecessária, aceitem um conselho de amiga: deem uma testadinha antes!!!!!
Alguns restaurantes, lanchonetes, bares, botecos, bibocas e afins podem até tentar disfarçar uma cozinha porca, nojenta, maltrapilha, xexelenta, mas se o lugar não é, exatamente, um amigo de bons hábitos de higiene, o banheiro é primeiro que grita isso para todos! Então, para conhecer, de fato, um estabelcimento onde se pretende desfrutar de comidas ou bebidas... visite o banheiro!

*mesmo que tenha, meninas, não se sentem!! Lembrem-se das histórias que nossas mães e avós contavam, melhor não arriscar!!! hehehehe

domingo, 3 de janeiro de 2010

Feliz Ano Todo!


É inevitável: bastam que o pipocar dos fogos sejam ouvidos para que os corações se inundem de otimismo. Sim, o Ano Novo traz consigo toda esperança do mundo! Aqueles problemas que existiam até alguns minutos atrás e que pareciam insolúveis dão ares de que tudo irá se resolver.

Não deixa de existir certa razão nesses pensamentos de Reveillon, afinal, nesse momento de transição, tão sutil, bastando uma tic de ponteiro, as pessoas se enchem de força, coragem, determinação e pensamentos positivos para o novo. E se não forem esses os combustíveis necessários às mudanças e solução de problemas, então não sei mais o que pode ser.

A cada uma das sete uvas que se come esperando por fartura e prosperidade, uma sementinha positiva é plantada no pensamento e essa sim, se cultivada, trará os frutos desejados. Assim como as lentilhas comidas, as sementes de romã e os brindes erguidos ao ano que começa. Seja qual for o ritual, todos eles servem para marcar o momento que mais se desejou aquele pedido. Não é o alimento em si, mas aquilo que ele representa naquele momento.

Aliás, Reveillon e comida têm uma ligação íntima. As mesas, por mais humildes que sejam, são preparadas esperando por fartura. Os pratos são escolhidos com minúcia para que tragam sorte e prosperidade*. E que tal pensar assim o ano todo?!

Escolher aqueles alimentos que fazem bem, que façam sua máquina funcionar bem, dando-se ao luxo de certos pecadinhos, mas sempre lembrando que um corpo saudável tem mais pique para enfrentar qualquer desafio!

Seja lá quais tenham sido os rituais na virada, os alimentos escolhidos, os pedidos feitos, as resoluões tomadas, desejo que todos tenham um Feliz 2010, o ano tooooooodo! Mesas fartas, saúde, alegrias e amores. Feliz Ano Todo!

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*Repararam que esse ano/ano passado a Sadia estava fazendo propaganda o 'Peru de Ano Novo Sadia'?! Gente, como pode isso?! Bicho cisquento na passagem ou no primeiro almoço do ano faz a vida de quem come ficar ciscando os 365 dias (ou 366... com um dia a mis de zica!)... A Sadia apelou!! O que foi?! Não venderam bem no Natal e quiseram desovar o estoque no Ano Novo?! E a tradição, como fica?! E a mandinguinha, como fica?! Daí o país cai numa crise daquelas e ninguém sabe explicar o porquê! Fica brincando com essas coisas, fica!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Dúvida


Último domingo de 2009! Domingo esquisitíssimo... bem no meio, entre o Natal e o Ano Novo. Além daquela boa revisão do ano que finda... uma outra coisa deve perturbar as mentes daqueles que cozinham: o que fazer para o almoço?! Ui.

Difícil, né?! O restos mortais do peru da ceia já devem ter sido reciclados no almoço do dia 26 (se ainda sobrou... jogue fora, por favor! o bichinho já venceu!). Aquele pernilzão divino que está no freezer será a estrela do Reveillon.

Se você não recebeu nenhum convite para um churrasco ou não tiver tido a ideia de organizar um, não se sinta largado, abandonado, excluído, nem faminto! Vá para cozinha de peito e geladeira abertos!

Sim, sim... a preguiça de fazer algo muito elaborado toma conta... embora o domingo seja o dia de dar aquela caprichada no cardápio. Resta partir para o tal meio termo, já que é domingo demais para um arroz com feijão e domingo de menos para um super almoço.

A solução?! Esse é o último domingo do ano, pra que sujar panelas?! Vá àquele restaurante gostosinho ou àquele que você só vai uma vez por ano porque a conta quase causa indigestão. Melhor ainda: vá ao Mc Donalds e chute o balde!!

Antes que gritem 'Dieta!'... ora, ora, ora... sejamos sinceros, pra quem andou na linha o ano inteiro, um diazinho de farra não mata... já quem andou com os dois pés enfiados na jaca, não é nesses últimos dias que se vai fazer um milagre na balança, certo?! Na dúvida, escolha sempre o mais gostoso, mas só hoje... nos outros dias, escolha o mais light!!!!
Seja qual for o cardápio, uma coisa é indispensável: boa companhia, bom papo e bons pensamentos. Assim, até um hambúrguer pingando gordura ganha ares de almoção!

*

Aproveitando o post... quero agradecer a todos os amigos que acompanharam esse humilde bloguinho ao longo de 2009. Muito obrigada também pelos comentários e e-mails carinhosos (adoro!!). Nos vemos em 2010, sem falta! Espero que todos tenham tido um ano lindo e que o próximo seja melhor ainda: mais saboroso, suculento, apetitoso, perfumado... delicioso!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Milagre de Natal


Por razões que ultrapassam os limites do explicável, mais uma vez, ela deixou as compras da ceia de Natal para os 45 do segundo tempo. Sim, em pleno 24 de dezembro, lá ia ela, rumo ao supermercado. Dessa vez, tinha certeza de que seria a única. Que bobagem!

A um quarteirão já sabia que seu pensamento positivo não surtiu efeito: a fila de carros para entrar no estacionamento era a prova cabal. Desesperada (claro!), largou o carro na rua mesmo e correu para as gôndolas. O segundo desafio foi encontrar um carrinho... em vão. Nada de perder tempo, então: prioridades, prioridades, ela tinha prioridades!

Peru! O peru! Ela tinha que garantir o peru. Correu para o freezer: chester, chester, pernil, pernil, chester. Não tem peru?!

- Moço, eu preciso de um peru! - disse ao funcionário do supermercado... que, em outra data, entenderia como uma cantada chula, mas num 24 de dezembro... ela só poderia estar se referindo a ave, mesmo!

- No estoque não tem mais nada... é só que tem aí, senhora.

Apelou para São Longuinho:

- São Longuinho, São Longuinho, se eu achar um peru dou... trezentos pulinhos*.

São Longuinho não desampara... e lá estava um belo peruzão! Mas é como dizem: é preciso saber pedir. Ela achou o peru, mas nos braços de outro. Foi tudo tão rápido, nem deu tempo de refazer o pedido e o peruzinho já ia longe. Ela ficou tão desolada que nem teve forças para implorar por ele. Deixou que ele se fosse, era seu direito... alguém o escolheu antes dela. Era o destino.

Ainda percorreu mais quatro supermercados, mas não adiantava... esse seria um Natal sem peru. Família toda reunida... menos o peru.

Não havia, porém, mais nada o que fazer. Restava preparar a ceia sem a personagem principal. Levou um dublê de peru, um chester, mas sabendo que o coitado seria mais um motivo para zombaria.

O dia passou na mais profunda tristeza e a meia-noite se aproximava... e sua orelha já queimava. Resolveram então fazer o amigo-secreto para tentar animar o ambiente.

Sai um presnte aqui, outro ali, outro acolá... até que chega a vez da sogra:

- Minha amiga secreta é uma pessoa muito teimosa... haja o que houver, ela sempre deixa tudo para última hora... não aprende nunca! - todos já sabiam quem era a amiga-secreta, claro! - por isso, comprei pra ela uma coisa que tenho certeza será perfeita - todos pensaram que era uma agenda.... mas a caixa era enorme e o Jucão (cachorrão da família!) não tirava o focinho de perto dela - espero que ela e todos gostem. Minha amiga-secreta é minha norinha querida!

Ela se levantou para receber o presente... tooooda tristonha. Quando abriu a caixa, no entanto, seu sorriso abriu-se de orelha a orelha. Ganhou o que mais poderia querer naquela linda e triste noite de Natal: um peru assadinho!! Que curioso!

E assim, a ceia ficou completa! E foram felizes para sempre durante aquela noite... e todos passaram a acreditar no tal milagre de Natal... afinal, só isso explicaria o fato do Jucão não ter destruído aquela caixa para comer o peru, né não?! Mais: alguém finalmente acertou na mosca um presente de amigo-secreto!! É milagre ou não é?!
*essa é das minhas!
.
Aproveitem o Natal!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Exagero


Como boa sagitariana, prestes a fazer aniversário*, é com toda propriedade do universo que posso falar sobre Exagero.

A cozinha é um lugar perigosíssimo para exercitar o Exagero. Aliás, é um lugar onde esse atributo nem deveria entrar, tendo em vista que a cozinha é morada da Temperança. Não é por um mero acaso que temperos se chamam assim. Eles nasceram para saborizar, aromatizar os alimentos e, por isso, devem ser usados com moderação, com temperança.


Exagerar nos temperos pode resultar em pequenos desastres culinários. Só Deus sabe as dificuldades que um exagerado passa numa cozinha. Ainda que siga uma receita, é praticamente irresistível transformar uma pitada em uma colher, uma xícara em um balde, uma panela em um caldeirão! Ou vice-versa, afinal de contas, o Exagero é uma via de mão dupla: se o ingrediente é favorito, exagera-se para um 'tiquinho' a mais, se for preterido, exagera-se para um 'bocadinho' a menos.

O Exagero é um diabinho que fica soprando suas tentações aos nossos ouvidos. Nossos que digo é todos nós seres humanos, não apenas os sagitarianos. Atire o primeiro medidor quem nunca 'pesou a mão' na execução de uma receita! Sou capaz de apostar que até mesmo o mais metódico dos capricornianos, virginianos e taurinos já mandaram a dose certa às favas e deixaram o coração falar mais alto e a quantidade mais ainda!!

Aliás, justiça seja feita: não são apenas os cozinheiros que estão sujeitos ao exagero, não! Aqueles que ficam sentadinhos à mesa só esperando para encher o prato, comumente, também podem ser acometidos por ataques de Exagero. Gula e Exagero são parentes próximos e se frequentam. Rodízios, de maneira geral são seu habitat natural. A justificativa não poderia ser mais obvia: já que estou pagando vou comer tudo que tenho direito e mais um pouco. Depois, lá vem ela...

Já que estamos falando de parentes, a Culpa é aquela chata que sempre aparece, mesmo sem ter sido convidada. Depois de uma refeição regada a exageros, lá vem ela trazendo seu filhinhos: o Pesonaconsciência, os Pneuzinhos, os Quilinhosextras e, de vez em quando, conforme o caso, a Dordebarrigadaquelas.

Em caso de receitas visitadas pelo Exagero, a Culpa traz consigo os invevitáveis 'Porquês'... 'Por que fui colocar auela colherada extra? Ficou meio salgadinho'... 'Por que não coloquei as duas xícaras de açúcar ao invés de uma colher de chá? Acho que ficou meio sem gosto esse bolo!' e por aí vai. Mas receita é receita e geralmente não tem como voltar atrás. O jeito é (tentar) aprender a lição e guardar a boa história para dividir às gargalhadas com os amigos! Quem não tem uma boa história de exagero para contar?! No melhor estilo: 'eu perco a receita, mas não perco a piada!!'.

Uma das histórias preferidas de exagero não é minha (uia!) é de uma tia, escorpiana, cujo braço direito, companheirão, parceiro de fogão é, sempre foi e sempre será... o Exagero! Receita pra ela é mera inspiração. Ela só diz o que colocar, porque a quantidade, quem manda é o Exagero.

Aconteceu quando eu ainda era uma pirralha. De férias na casa dela, fui apresentada ao Exagero nos mais diversos sabores. O mais traumático deles: à ocasião, disseram para essa minha tia que temparar o bife com orégano ficava uma delícia! No caso, ela só escutou bife e orégano, o detalhe de TEMPERAR, passou batido. Bife se faz como?! À milanesa, oras! O que ela fez, então?! Sapecou o bife no orégano (dos dois lados, claro!) e colocou para fritar! A casa ficou empestada e o coitado do bife, nem precisa dizer, não?! Levei anos pra voltar a provar orégano.

Mas nem só de traumas e receitas perdidas vive o Exagero... quer coisa melhor do que exagerar no brigadeiro, no chocolate, na lazanha, na pizza, na salada (?)... é tudo uma questão de temperar o Exagero, né não?!
*MEU ANIVERSÁRIO É AMANHÃ (14.dez.)! Eeeeeba!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Um caso (psicótico) de amor


Vejam só se é ou não perseguição:

Estava eu subindo as escadas no trabalho, feliz e saltitante, quando de repente meu olhos foram atraídos por uma figura familiar.


- ...não, não pode ser... aqui não! pensei enquanto ia para o alto e avante.


Mas, sabem como é a sistemática da ideia fixa, pois não?! A danada gruda no pensamento e não quer mais sair de lá. Então, ainda que a lógica me dissesse o contrário, que meu amor simplesmente não poderia estar naquele lugar, naquele momento, voltei alguns lances de escada até o andar onde o tinha visto (ou achava que tinha visto) para investigar. Já de longe tive a certeza: era ele!


Meu coração disparou na hora. A felicidade tomou conta de mim no mesmo instante, mas logo o sentimento de culpa foi mais forte, me dominou e as perguntas vinham às enxurradas:


- ...como pude não o ter visto antes?! Quantas e quantas vezes eu devo ter passado por ele sem tê-lo reconhecido?! Será que o amor não é mais o mesmo?! Será que eu não sou mais a mesma?!


Por mais que eu tentasse trabalhar, aquela imagem não saía da minha cabeça. Eu tinha que resolver aquela história. Procurei por quem poderia me ajudar naquele momento: as meinas da copa!


- Oi! Com licença! Deixa eu fazer uma pergunta pra vocês.


- Pois não, está faltando alguma coisa lá em cima?!


- Não, nada, obrigada! É que eu preciso saber de uma coisa, ante sque eu fique maluca: qual a marca de café que vocês usam aqui?!


- Brasileiro!


Fiquei trsite e feliz ao memso tempo. Já explico.


- Ah, bom. Sabem o que é?! Hoje quando estava subindo as escadas vi uma caixinha de café Melitta toda dobrada servindo de calço de uma porta e fiquei me perguntando como é que ela veio parar aqui!


- É que antes eles compravam café Melitta... nessa época era uma bênção, moça, ninguém reclamava do café. Até ligavam para elogiar, imagina só! Agora, a senhora não faz ideia de quanto café sobra nas garrafas pra jogar fora!


Taí! Não estava ficando doida, não! Eu vi mesmo uma caixinha de café Melitta. Mas como disse, se fiquei triste por saber que o café usado não era mais meu amorzinho, por outro fiquei feliz... isso porque maldigo o café todos os dias... seria o fim da picada saber que se tratava de um Melitta legítimo... por alguns instantes achei que o amor tinha cabado... ou pior: meu bom padalar para cafés!!


No fim ficou tudo esclarecido... mas digam, digam: é perseguição, não é?!

domingo, 29 de novembro de 2009

Bolachinha de chuva!!


Depois que provei a batata Sensações sabor 'frango à passarinho', achei que nada mais me supreenderia tanto. Isso porque essa batata conseguiu reproduzir artificialmente o cheiro e sabor do frango à passarinho à perfeição... com direito ao efeito azia-total ao final!

Dia desses, revirando o armário de bobagens, eis que pula em minhas mãos um pacote de bolachas tipo rosquinha. A marca era Zabet... hummm... não é minha marca favorita de bolacha (rosquinhas amanteigadas de chocolate da Bauduco dão de 10 em qalquer outra!), mas resolvi dar uma chance àquele pacote oferecido. Nem li a embalagem e já fui logo abrindo.

Assim que subiu o cheirinho de dentro do pacote tive a nítida impressão de que alguém estava ali do meu lado, segurando um prato de bolinhos de chuva!! Medo! Mas, longe de ser o espírito de uma vovó prendada, percebi que o aroma vinha de dentro do pacote. Li a embalagem e vi que o sabor das rosquinhas era 'bolinho de chuva'. Curioso, muito curioso!

O cheiro é inacreditavelmente idêntico! Se fizessem um teste-cego de aroma, certamente muitos teriam a certeza de estar diante de um prato de bolinhos de chuva. Restava saber se o sabor correspondia ao cheiro. Uma resoquinha depois, o veredicto: bolinho de chuva crocante! Igualzinho!

Fiquei verdadeiramente impressionada com a capacidade de cópia! Sabe aquele gostinho de fritura encharcadinha?! Aquele pesinho no fígado depois de comer o bolinho de chuva?! Até isso essa rsoquinha provoca! Medo! Medo!

Evidentemente, comer os bolinhos originais é melhor, maaaaaas na ausência de prendice para fazer você mesma (o)* ou de quem os faça para você... recomendo as Rosquinhas Zabet sabor bolinho de chuva! Quebram um galho quando bate a vontade de comer esses bolinhos, vai!

sábado, 21 de novembro de 2009

Apagão


Certamente, todos têm uma história para contar sobre o dia do apagão. Eu estava no computador e achei que tinha embarcado num filme de terror... saca aqueles que têm manifestações demoníacas que fazem as luzes piscar?! Ui, meda! Para me deixar com ainda mais medo... durante tooooooodo o apagão, a luz do meu quarto ficou acesa?! Juro. Quem explica?!

.

Com ele a história foi assim:

Havia dias que estava planejando um jantarzinho 'romântico' com sua quase-ex-mulher. Estavam naquela fase do divórcio em que o juiz pergunta se os dois têm certeza de que se odeiam, de que a convivência conjunta é, de fato, um inferno, se não resta mais nadinha de amor um pelo outro... daí, ainda que todas as respostas sejam sim, sim e sim... ele se faz de bobinho e dá um prazinho para que tentem mais um pouquinho.

Ele é daquele tipo otimista (...aliás, isso é o que mais irritava sua quase-ex-esposa) e, por isso, acha que tudo tem um lado positivo e tal e tal. Quando o juiz fez a 'proposta' de que tentassem se entender, ele pensou bem e resolveu seguir o 'conselho' do meretíssimo. Quem sabe!

Sistemático como ele só (...outra coisa que irritava deveras sua quase-ex-esposa), deixou tudo pré-preparado no dia anterior. Já estavam morando em casas separadas havia alguns meses e teria que preparar tudo sozinho. Para não dar furo, preparou tudo e congelou.

Passou o dia todo no trabalho revendo fotos de viagens, encontros com amigos, reuniões de família... fotos dos 8 natais que passaram juntos... e foi percebendo que ainda amava aquela mulher e naquela noite, naquele jantar, provaria a ela que ainda podiam ser felizes como outrora!!

Na volta pra casa, um trânsito dos infernos... com direito às bestas do apocalipse cruzando seu caminho, fechando cruzamentos e fundindo motores em plena pista central. Chegou em casa em cima da hora, mas, vendo o lado positivo, claro, ficou feliz por já ter tudo quase-quase pronto.

Retirou sua linda lasanha do freezer e colocou no forno. Apertou o 'ligar' e PUUUFFF! Ao invés de ligar o forno elétrico, o botão desligou Itaipu!!

Acendeu uma vela e pensou que aquele era um sinal de que o jantar ia ser romântico pacas! Mas logo seu otimismo foi perdendo forças, assim que percebeu que seu forno era elétrico e seu fogão um cooktop! Pior: o microondas também precisava de energia elétrica para esquentar aquele bloco de gelo que deveria ser uma lasanha quentinha com queijo fumegante. Tentou se acalmar pensando que num instante a energia elétrica estaria de volta a suas tomadas. Quarenta e cinco minutos se passaram e nada.

Antes que concluísse seu mantra positivo, ouviu esmurrões na porta: era seu docinho de coco espumando de ódio por ter de subir 12 andares de escada.

Ofereceu champanhe. Ela aceitou... mas cuspiu longe ao primeiro gole. Sem energia, a adega desligou e as bebidas esquentaram, porque, além de tudo, aquela foi uma das noites mais quentes do ano.

Ele explicou que teriam de esperar o reestabelecimento da energia elétrica porque a lasanha estava congelada. As bebidas, por outro lado, estavam quentes, inclusive a água. Propôs que partissem logo para a sobremesa... mas a linda musse de chocolate virou suco na ex-geladeira. Ela, que já estava irritadinha por conta das escadas e do champanhe quente, começou a babar.

O jantar já caminhava para o abismo quando pensou, num ato de desespero, em pedir uma pizza, mas o telefone sem fio não funciona sem energia e os celulares também pararam. Na despensa tinha apenas milho de pipoca... que, assim, sem estourar, não eram muito apetitosos.

Ele estava em pânico: estava dando tudo errado. Ela etava dando pânico: estava babando e rosnando loucamente.

Ele tentou explicar que a culpa não era dele (quem garante?!)... que havia planejado tudo (planejou mal!) ... que até montou uma apresentação de slides com as fotos dos melhores momentos que passaram juntos (não se lembra de nenhum... além disso, se tivesse relado as fotos, teria o que mostrar)... que... que...que. Nenhum argumento, no entanto, seria capaz de mudar aquela sequência inacreditável de coisas erradas.

No fim das contas, eles passaram a noite toda brigando... uma verdadeira novela! O que, aliás, serviu para matar o tempo e o tédio dos vizinhos. No dia seguinte, fazendo o balanço daquele pesadelo, ele descobriu o lado positivo: tinha certeza de que queria ficar o mais longe possível daquela mulher agourenta!

Dois dias depois estavam na frente do juiz dizendo letra por letra que se odiavam.

Saindo do fórum, foi ao escritório comunicar seu chefe de que estava partindo para um ano sabático... estava indo viver um ano numa ilhazinha deserta para pensar na vida e aprender a cozinhar num fogão à lenha!
Tudo, afinal, tem um lado positivo! Palavra de sagitariana!!

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ps: peço desculpas àqueles que acompanham esse blog pela ausência de postagem na semana que passou. Meu computador que sobreviu ao apagão, morreu dias depois... de causas ainda não esclarecidas. Pretendo, em breve, contornar esse probleminha e voltar a publicar novos textos todos os domingos... até lá, postagens aos sábados, certo?!

domingo, 8 de novembro de 2009

Top 5: o que podemos aprender com os gatitos

1° comer apenas quando se tem fome - por mais incrível que possa parecer, há quem não goste de gatos. Mas, mesmo quem não gosta precisa reconhecer que esses bichanos além de lindos e fofos são muito inteligentes e têm um estilo de vida que eu, particularmente, invejo. No quesito alimentação, eles nos ensinam algumas coisas interessantes (logicamente, não em relação ao cardápio, ok?!! hehehehe). Gatos, por exemplo, só comem quando sentem fome. Eles não se empanturram de comida o dia todo (a exceção é o Sr. Garfield!). Se têm tempo de sobra, dormem, não comem! Nós, humanos, por outro lado...


2° comer pequenas porções - gatos comem com delicadeza, com vagar. Apreciam pequenas porções. Comem diversas vezes ao dia, mas sempre apenas o suficiente pra matar sua fome. Pode reparar... se colocar um pacote de ração diante de um gato ele só irá comer aquilo que o satisfaz. Hummm... uma boa lição para nós humanos, não?!


3° comer em lugares limpos e agradáveis - essas lindas bolas de pêlo respeitam suas refeições. Quem tem ou já teve gatos sabe disso: eles simplesmente não comem em lugares sujos. Tigela de comida ao lado da caixa de areia?! Não com eles! E a gente?! É só pensar nas barraquinhas de cachorro quente da rua, nos 'restaurantes' suspeitíssimos e por aí vai.


4° beber água limpa e fresca - assim como a comida* deve ser fresca, a água além de sempre estar numa tigela limpinha, deve ser sempre fresquinha. Já imaginou como seriam nossas vidas se só bebêssemos água limpa e fresca quando sentíssemos sede, ao invés de sucos artificiais, refrigerantes e afins?!


5° repousar após as refeições - nada, nada, nada, nada melhor na vida do que, depois de uma refeição, poder se jogar nos braços de Morfeu! Gatos levam isso super a sério: bastou morder e engolir uma pedrinha de ração que eles já dão aquela lambidinha na pata, esfregam a carinha, abrem o bocão, amassam a almofada e pumba! caem no mais tranquilo dos sonos. Ok, ok... nós humanos não temos essa disponibilidade toda, mas que é inspirador, ah, isso é sim!


*quando me refiro à comida de gato, quero dizer ração, ok?!

domingo, 1 de novembro de 2009

Você já Vio?!


Nã, nã, não... não escrevi errado, não! Vio é o nome da novíssima bebida da Coca-Cola. Refrigerante? Refresco? Bebida Láctea? Vio é um pouco de tudo isso. Medo! Trata-se de leite efervescente*: uma mistura de leite desnatado e água gaseificada, aromatizada com frutas e adoçada com açúcar**.
O novo produto terá quatro tipos diferentes de sabores e sua comercialização já está sendo testada nos EUA. No Brasil, por enquanto, só o burburinho. No próprio site da Coca-Cola Brasil, nem uma linha sequer sobre o novo produto.
O lançamento dessa bebida faz parte da inicitiva da Coca-Cola chamada Projeto Vida que tem por objetivo desenvolver bebidas à base de leite. Há um certo apelo saudável, já que o leite utilizado é desnatado. Mas a coisa fica só no apelo mesmo, afinal, utiliza (muito) açúcar e não adoçante, como nas bebidas zero e contém cerca de 1,5 gramas de gordura por garrafa... gordinha, gordinha!
De acordo com a Veja on-line, ‘A novidade será lançada primeiro nos Estado Unidos e, se bem sucedida, no mundo’. Por aqui, até agora, apenas a curiosidade, nada ainda nos mercados.
Além do conteúdo inovador, a embalagem da nova aposta da Coca-Cola é, sem sombra de dúvida, um dos grandes atrativos da Vio. Aliás, pode ser que chame mais atenção do que o conteúdo, heim?!
O design lembra as clássicas garrafinhas de Coca-Cola, mas são totalmente brancas, o que remete à imagem das antigas garrafas de leite. O legal é que a própria embalagem já dá uma dica do conteúdo – leite e refrigerante. Os grafismos têm cores intensas. Contrastantes entre si. As bolinhas remetem às bolinhas de gás, à efervescência. Mas, além do design, há muita tecnologia nessa embalagem. E há uma explicação para tanto: leite é um produto extremamente perecível. Segundo a Veja on-line, ‘os cientistas que desenvolveram o produto em um laboratório da Coca em Atlanta garantiram que ele será embalado em uma garrafa de alumínio que evitará que o leite coalhe’. Seria, portanto, a união de beleza e funcionalidade, mas não uma garantia de coisa gostosa!!
Tida como uma das marcas mais valiosas do mundo, a Coca-Cola traz consigo também a responsabilidade de apostar num produto tão inovador quanto o Vio. Será que essa a Coca cola?! Sacou?! Coca... cola! Trocadilho pobre, heim?! Pois é, enquanto essa coisa não fica pop e chega aqui pelos trópicos, resta-nos especular!
Hey, ilustres leitores internacionais desse blog... alguém de vocês já viu Vio?! Provou?! Diz aí!
*oi?!
**para disfarçar o gosto ruim?!

sábado, 31 de outubro de 2009

Selo!

Olha que coisa mais fofa, mais cheia de graça: ganhei um selo! O primeiro selinho desse blog e dado por um amigo muitíssimo querido. O multitalentoso Hugo Zanardi do Cartas e Casos http://cartasecasos.blogspot.com/. Obrigadíssima!



Ah! As regrinhas: publicar o selo, responder a pergunta, indicar outros blogs e avisá-los.

- Qual o significado dos comentários que seus amigos fazem em suas postagens?

- Adooooro! Muito bom saber que os amigos sempre dão uma passadinha por aqui... os amigos que conheço, os que não conheço e os que conheci através do blog. Aliás, muito obrigada a todos pelos comentários, sejam aqui ou no e-mail!

Os blogs que indico:


Chéri à Paris <http://www.cheriaparis.blogspot.com/>


Canto do Feng-Shui <http://cantodofengshui.blogspot.com/>


Manga com Pimenta <http://mangacompimenta.blogspot.com/>

...e os outros que estão ali do ladinho! Todos de primeiríssima!

domingo, 25 de outubro de 2009

Celebrando com os amigos (a um passo do alcoolismo)


Já pararam para pensar em como, a cada ano que passa, vai ficando mais e mais difícil reunir os amigos para um rega-bofe qualquer?

Quando somos bem criancinhas, os amigos são basicamente os irmãos (quem os têm), os primos (quem os têm) e/ou os filhos dos vizinhos e só. Reuní-los, então, é a coisa mais fácil do mundo: bastavam uma ou duas ligações e a meia dúzia já estava toda lá para um piquinique dentro de casa.

Quando começamos a frequentar a escola o círculo cresce. Daí, surge o primeiro dilema: será que todos serão uma única turma ou serão dois grupos distintos?! O mais provável é que as reuniõezinhas para brincadeiras, filminho, pipoca e refri sejam divididas em duas ocasiões distintas... para evitar o ciúme de seja qual for a parte.

Ano seguinte, nova turma na escola e lá vem mais amigos. Infelizmente, nem todos os novos amigos se dão bem com seus amigos antigos. Abrir mão de algum?! Jamais! São então três turmas diferentes. Conciliar aniversários, cineminha, reuniões regadas à refrigerante e cachorro quente fica mais complicado. Tive a sorte de, durante alguns anos, estudar com uma das amigas de infância, nessa época, depois da aula, pelo menos três vezes por semana, o programa era: pão de queijo, café* e The Nany na tv, tardes incríveis!!

O tempo vai passando e a turma, ou melhor, as turmas vão aumentando. Chega aí a turma do trabalho. Sexta-feira, happy hour com o pessoal do trabalho, mas também aniverário da amiga de infância, chá de cozinha da amiga da 5ª série, convite pra sair com o amigo supergatíssimo da faculdade que está super a fim de deixar de ser só amigo. O que fazer?! Chamar todos para um evento só?! Drama, dram, drama!

Mudança de emprego, novos amigos, maaaaas sem esquecer de algumas pessoas queridas do emprego anterior que se tornaram amigos de verdade.

Estão fazendo as contas?! O círculo de amigos já está do tamanho da circunferência da Terra! Que maravilha. Ter amigos é a coisa mais divina que alguém pode querer, no entanto, a cada novo coração cativado, vai ficando mais difícil reunir, num único encontro, todos eles.

Por que estou falando disso?! É que estou, há quase um mês, celebrando uma boa notícia. Já comemorei com os amigos de infância, com os amigos de escola, com a família, com os amigos da faculdade, com os amigos do antigo emprego e com mais alguns que fiz por essa estrada da vida. Tentei bravamente reunir todo mundo numa festa só, mas nem preciso dizer que não consegui, pois não?! Solução: 178 542 589 652 encontros realizados. E dá-lhe brindes e mais brindes. Estou a um passo do alcoolismo!! E ainda falta gente, muita gente...

Fico pensando no Rei... o Roberto Carlos que disse, com todas a letras e notas, 'eu quero ter um milhão de amigos e blá-blá-blá e blá-blá-bla-blá'... Jesus... imagina esse homem tentando reunir todos eles num coquetelzinho... só mesmo se for no Maracanã... e memso assim vai ter pelo menos 100mil deles que vão pedir para remarcar a data porque justamente naquele dia têm uma comemoração de um outro amigo!!!


*o princípio do vício!

domingo, 18 de outubro de 2009

Bandida!


Ela era uma pessoa de bem. Era. Uma pessoa de posses. Muitas. Não precisava, absolutamente, fazer nada daquilo.

Aconteceu há cerca de um ano, mas ainda hoje circulam comentários aqui e ali. Tudo meio velado, afinal, ela gastou fortunas para abafar a história, que, por um milagre ou vários$ dele$, não vazou para a imprensa... em compensação nas altas rodas... sabem como é socialite!


Tudo começou quando ela então resolveu abandonar a esteira, a bicicleta e o total-shape para entrar numa dieta daquelas que deixaria até uma anorexica com fome. Era uma tal de dieta do conta-gotas. Já dá para imaginar no que consiste, pois não?! Pois é... todas as 'refeições' deveriam ser dosadas por um conta-gotas: 10 gotas no café da manhã, 5 no almoço, 2 e 1/2 no jantar.


Ela ficou animadíssima... nos primeiros 2 dias. No terceiro já estava tendo vertigens e sonhando com comida. Acordava mastigando o travesseiro. Pensou em parar, maaaaaaaaaaaas já havia espalhado a notícia de que estava fazendo a tal dieta para toooooodas as meninas do clube e não poderia/quereria decepcioná-las. Bom, na verdade, ela não estava a fim de dar o braço a torcer, afinal, tooooodas disseram que ela estava louca e tal e tal.


Foi numa dessas madrugadas de pura fome que ela teve a grande ideia: ninguém precisa saber que parou a dieta, oras gotas... digo, bolas! Na frente de todos continuaria com o conta-gotas, mas na surdina, na calada da noite, ela mandaria ver na geladeira.


E foi assim que começou sua vida de crimes. Ela se tornou uma assaltante de geladeiras. Começou com a geladeira da própria casa. Levantava-se de madrugada, esgueirava-se pelos corredores, descia escadas... tudo mais silenciosamente que um gato. O marido que tinha um sono de pedra, nem fazia ideia do que acontecia enquanto dormia: verdadeiros banquetes! Nas manhãs seguintes a empregada chamava a patroa para delatar o patrão. Lógico! Só podia ser ele, afinal a patroa estava na dieta do Zé-Gotinha. Ela pedia que a empregada não falasse nada com o marido, que deixasse que ela mesma conversaria com ele. E assim foi até que...


Cansada da vida de assalatar a própria geladeira, resolveu que precisava de mais adrenalina: passou a assalatar a geladeira das casas das amigas! Descobriu uma habilidade que nunca sonhara, um talento. Era uma assalatante virtuosa, habilidosa. Não deixava pistas, não deixava rastros, não deixava migalhas. Era capaz de entrar e sair de uma cozinha sem que nem mesmo a empregada ali presente se desse por sua presença. Um bolo confeitado na geladeira, num instante, numa piscada, não estava mais ali! Ela chegou até mesmo a pensar que se não fosse milhonária poderia ficar assaltando bancos! Mas as geladeiras eram seu alvo, seu objetivo, seu desejo maior!


As amigas estranhavam apenas o fato da amiga ter ganhado 30 quilos nos 2 meses de dieta. Ela, a essa altura dos acontecimentos, nem se lembrava mais que almejava um manequim 36... estava obsecada... tinha virado uma bandida! Estava fora de controle.


Sua vida de crimes só terminou quando foi descoberta. Foi terrível. Uma amiga, que era fã de CSI, passou a desconfiar do sumiço das compotas em sua casa... a empregada não poderia ser, afinal, a pobrezinha era diabética desde que nasceu e não tinha tendência suicida, o marido muito menos, ele detestava doces... um trauma de infância que não vem ao caso, os filhos não comiam frutas nem que estivessem envoltas em quilos de açúcar. Para desvendar o mistério, equipou a cozinha com dezenas de câmeras... tinha inclusive uma de visão noturna.


Foi numa das reuniões das amigas que a detetive deu o flagra na amiga bandida. Colocou as imagens da cozinha em sua tv de plasma de 88 polegadas, em HD, para todas as outras assistirem. Foi quando viram, numa fração de segundos a amiga que carregava o conta-gotas enfiar uma compota de jaca guela abaixo, com calda e tudo! Um escândalo!


A dona da compota ameaçou chamar a polícia, a imprensa, um padre exorcista, mas ficou penalizada ao ver a amiga-bandida implorar aos prantos que não o fizesse. Jurou que não faria mais aquilo, que passaria a se alimentar direito, que iria procurar uma nutricionista. Aceitou. As outras amigas também juraram, de dedinhos cruzados, claro, que não tocariam mais no assunto, em troca de algun$ mimo$.


E assim foi. Hoje, passados meses do último assalto a uma geladeira, ela voltou ao peso de antes e nunca mais abriu uma geladeira que não fosse sua. Assaltos?! Nunca mais... pelo menos não a geladeiras... hoje ela bate carteiras na Praça da Sé e na 25 de março... só para se distrair... a terapeuta indicou que ela fizesse alguma atividade para que não pensasse em comida o tempo todo... ela então resolveu explorar seu talento descoberto. Putz!


domingo, 11 de outubro de 2009

Top 5: ui, lá se foi um dente!


1° pinhão - é um fato: 10 entre 10 pessoas tiram a massa do pinhão dando uma bela dentada na casca. Outro fato: 9 entre 10 pessoas já quebraram o dente comendo pinhão. Se você é essa uma sortuda, cuidado! Melhor parar de comer pinhão e garantir seus belos dentes inteiros! Foi o que eu fiz! Depois de pai, mãe, irmã, tias, tios, primos, amigos, conhecidos e desconhecidos arrancarem ao menos uma lasca de um dente comendo essa iguaria... resolvi não dar chance para o azar e parei de comer pinhão! Afinal, foi na distração, entre um pinhã e outro que... pimba! Lá se foi um dente! Mas... quando bate aquele desejo alucinante, ao invés dos dentes, uso uma faca e um martelinho de bife para abrir um ou dois pinhõezinhos, sim, afinal, leva-se quase meia hora para esta operação;

2° costelinha de porco - só de falar, já dá para sentir o cheirinho daquela costelinha de porco fritando... depois um limãozinho em cima... hummm! Bom demais, né?! Não para os dentes! Não há uma explicação científica para isso, mas é impressionante como, no meio da carne da costelinha, quando menos se espera, aparece um ossinho... bem no meio de uma mastigada suculenta, com toda vontade e... trick! Lá se foi um dente. Uma amiga minha lascou o dente da frente... pode?!! Atualmente, só como costelinha depois de passá-la por um exame de raio-x para constatar a inexistência de ossos;

3° azeitona - praticamente uma pegadinha de péssimo gosto... quer dizer... embora a azeitona tenha ótimo gosto... servi-la inteira, com caroço, é uma piada de humor duvidoso. O que mais explicaria o fato de alguém colocar azeitonas com caroço no meio da comida, um arroz de forno, por exemplo?! Sadismo, só pode! Na pizza, beleza, porque você pode pegar a azeitoninha com a mão e se certificar de que o caroço está lá, mas se a bichinha se esconde no meio da comida... já era! No meio da bocanhada mais feroz você descobre duas coisas: uma, a azeitona tinha caroço, duas... lá se foi um dente! Por isso, em casa, só entra azeitona fatiada... para garantir;

4° pipoca - o maior problema nem é a pipoquinha em si, afinal os relatos de dentes quebrados, lascados ou trincados por pipocas estouradas são raríssimos. As grandes vilãs da história, nesse caso, são as não-pipocas: os piruás... aqueles grãozinhos de milho que iam virar pipoca, mas resolveram desistir e preferiram ser milho, só para sacanear. O problema é que, depois de devorar uma bacia de pipocas, lá estão eles, no fundo, chamando, gritando: nos comam, nos comam! São irresistíveis! Mas, em meio à entrega da tentação, bye-bye... lá se foi um dente!

5° torrada - depois de abandonar o pinhão, fazer raio-x de costelinha de porco, só comprar azeitonas fatiadas, resistir bravamente aos piruás... eis que fui pega pela mais inocente das crocâncias... a torrada. Não qualquer uma, mas aquela que atende pela alcunha de 'magic toast', da Marilan... essas são torradas mesmo, crocantes de fazer tremer o cérebro enquanto vocêas mastiga. Numa dessas, lá se foi um dente! Lasquei um dente do fundo. Chorei. Minha dentista ficou indignada com a proeza... e, hoje, proíbe seus pacientes de comer essa torrada. Eu, depois de reconstruir meu dentinho, nem passo mais perto dos pacotes no supermercado!

domingo, 4 de outubro de 2009

Se você não quer, eu quero!


Sábado super família: visita da tia, duas primas e o filhinho de 6 anos de uma das primas. Papo vai, papo vem, resolvi fazer um bolo frapê para acompanhar o café.

Fui para a cozinha e enquanto preparava o bolo, percebi dois olhinhos vidrados em mim. Meu priminho me observava com olhos curiosíssimos. Perguntei se ele gostava de bolo frapê. Ele fez cara de ponto de interrogação. Concluí que 'frapê' era algo complexo demais para o vocabulário de menos de uma década do garotinho, então simplifiquei dizendo que era um bolo metade branco metade preto. Meio desconfiado e tentando entender, ele perguntou se era metade chocolate branco, metade chocolate preto. Hummm, quase isso! Eu disse que era um bolo misto: baunilha e chocolate preto... tipo a casquinha do Mc, saca?! Ele sacou!

Assim que coloquei o bolo no forno, peguqi uma colher na gaveta e já ia me preparando para raspar o restinho de massa da tigela (...sim, sim... faço isso até hoje!), mas, com uma criança presente, seria uma tremenda grosseiria não ceder a vez.

Educadamente, abri mão da tigela em favor do meu priminho:

- Lucas, quer lamber a tigela do bolo?!

Ele, com a cara mais espantada do mundo:

- Que que é isso?!

- O quê?! Como assim?! Você não briga com a sua mãe para comer o restinho de massa que fica na tigela do bolo?!

- Não!

- Lucas, olha pra mim e responde: você nunca lambeu a tigela do bolo?!

- Não!

Indignei-me. Chamei minha prima, mãe dele, na hora:

- Você não está criando esse menino direito!

Imaginando algo terrível que o filho tivesse feito:

- O que foi que esse menino aprontou?!

- Nada. Ele nada. Você é que está aprontando com ele! Eu acabo de oferecer a ele a honra de lamber a tigela do bolo e foi como se eu tivesse falado grego... ele não faz ideia do que eu estava falando! Você não dá a tigela pra ele lamber?!

- Não... é que eu não faço bolo em casa.

Deus, Deus, Deus, como isso é possível?! N qualidade de prima de 2° grau, adulta e experiente, me senti na obrigação de explicar àquela pobre criancinha a graça, beleza e genialidade do ritual da tigela do bolo.

Comecei dizendo que quando era criança, eu e minha irmã disputávamos esse troféu a tapas, para que ele pudesse sentir o grau de importância da coisa! Então, peguei uma colher, raspei a massa crua e molenga do fundo da tigela da batedeira e fui levando até a boca dele. À princípio, ele recusou. Entendi, afinal, era novidade demais para um único dia: os bolos não nascem prontos, existe um bolo mutante metade branco, metade preto e, ainda por cima, a gente deve comer a massa crua que sobra! Dei uma insistidinha de leve (!). Ele então aceitou.

Assim que recebeu o presente na boca, sabem qual foi a reação do molequinho?! Quase cuspiu! Mas engoliu fazendo cara de nojinho!

Estou chocada até agora! Como pode?! Como isso é possível?! Temo pelo futuro de nossas criancinhas...

Maaaaas, já que ele não quis, eu quis! Degustei o restinho de massa crua enquanto pensava no futuro da humanidade.

Ah! só para constar, ele a-do-rou comer bolo quente!! Outra novidade para ele!

domingo, 27 de setembro de 2009

Matisse, um prato cheio!


Primeiro fim de semana da primavera. Eba! Solzinho, céu azul. Um dia perfeito para... ir à Pinacoteca! Foi essa conclusão a que cheguei ao perceber que centenas de pessoas tiveram a mesma ideia que eu: aproveitar o dia alimentando a alma com arte! A Pinacoteca de São Paulo é sem dúvida alguma meu lugar preferido, minha Pasárgada, minha casa!

Além do divino acervo permanente e das exposições de artistas contemporâneos, 'minha casa' é sempre a anfitriã de exposições de artistas aclamados. Até 1° de novembro, quem passar por lá poderá se deleitar com belíssimas obras na mostra Matisse Hoje, Aujourd'hui. Durante esse período, a Pinacoteca é do Matisse e ninguém tasca!
Fiquei impressionada com a quantidade de pessoas, dos mais variados tipos, visitando uma exposição em pleno sábado de sol. Se por um lado a fila de espera para entrar, o zunzunzum, o ombro-a-ombro para observar as obras incomodam, por outro lado é muito interessante ficar de butuca nos comentários e impressões que cada um tem sobre as obras.
Matisse é conhecido pela profusão, vivacidade e intensidade das cores que usa em suas obras e pela defesa da arte decorativa. Ele brinca com a gravidade, os objetos parecem flutuar na superfície de suas pinturas. Há um clima de sonho, algo que transcende a realidade. Suas obras atraem o olhar, prendem a atenção. Cada espaço deve ser explorado. Mas, embora trabalhe com a riqueza dos detalhes, Matisse também busca intessamente a simplicidade. Isso pode ser visto claramente na delicadeza e suavidade em suas gravuras. Ele busca a sutileza dos traços, extrai a essência, a alma das imagens. Isso pode ser visto na imagem ali em cima, uma linoleogravura chamada The Afternoon. O simples complexo.
Resumindo: a exposição vale um dia de sol. Para quem está em São Paulo, não percam! Para quem está mais longe... vale uma viagenzinha, viu?!
Ué, mas e a comida e a bebida?! O blog não trata de comidinhas e bebidinhas?! Irão me perguntar. E eu direi, parafraseando um moço super famoso, nem só de pão viverá o homem, mas de tudo aquilo que alimenta a alma! Quer melhor alimento para um espírito faminto de beleza do que um prato cheio de Matisse?! Depois de visitar essa mostra, é possível sair de lá de alma gordinha de cultura!
E na Pinacoteca tem café?! Tem sim senhor, maaaaaaas, a esse dedicarei um post só dele. Esse café, em especial, merece atenção exclusiva. É o meu preferido dentre todos que já conheci. É o lugar. A Pasárgada dentro da Pasárgada. O café que escolheria para passar o resto dos meus dias. Aguardem!!