domingo, 8 de fevereiro de 2009

O menino, o sorvete... e o cahorro!

Dias quentíssimos de verão esses últimos. Lufadas quentes vêm de todas as direções. Andar na rua é penoso... e penas são tão quentes! As roupas são poucas, algumas praticamente nada. Os cachorros, para amenizar o calor, lançam suas línguas para fora da boca e quase arrastam-nas no chão. As pessoas até que gostariam de fazer o mesmo, mas como o chão é sujo e tal e tal, optam por arrastar suas línguas em geladinhos e refrescantes sorvetes!

Como a poesia também acontece em temperaturas elevadas, dia desses, sob o sol do meio dia, enquanto desejava um condicionador de ar diante de mim, percebi a batalha hercúlea de um menininho contra um sovete. Diante dele, sua mãe desesperada.

Percebendo que o sorvete, que insistia em derreter muito rapidamente, antes que a ágil linguinha de seu filhote pudesse alcançá-lo, a mãe sentou seu pequeno herói no degrau de uma lanchonete e com delicadeza e gentileza comparáveis às de Capitão Nascimento, instruía o rapazinho de modo a minimizar os danos... que, devo dizer, já eram irreversíveis!

O pequeno rosto já estava todo tomado pelo sorvete. Como é que o sorvete foi parar nas sobrancelhas do molequinho, meu Deus?! As mãos pareciam vestir luvas brancas, mas, sim, era sorvete também! Das mãos, o caldinho açucarado escorria pelos braços formando uma goteira que criava uma pocinha no chão.

Toda luta envolve força. Era uma luta. A urgência, a pressa, (o medo do Capitão Nascimento!), fizeram com que menininho se esquecesse de que as casquinhas de sorvete não são feitas de titânio! Pleft! Além do líquido, pedaços da casquinha grudaram nas mãos. Além de lamber, era preciso mastigar e engolir! Uf!

Longos foram os minutos até que a batalha chegasse ao fim. Como sabemos, numa guerra não há vencedores e aquela não foi diferente: de um lado uma casquinha extinta, de outro, um garotinho lambuzado dos pés à cabeça... e uma mãe furiosa por ter de segurar na mão grudenta seu herdeirinho, além de ter de fugir das abelhas que ficariam rondando aquele algodão doce ambulante!

Segui meu caminho pensando nas grandes lições que aprendemos na infância. Como é difícil chupar sorvete quando se é criança, né?! E passamos por isso. E chegamos à vida adulta chupando sorvetes, na maioria das vezes, como verdadeiras damas e cavalheiros... embora haja dias em que nossa criança interior resolve brincar aqui fora e sempre saímos melecados dessa brincadeira! Talvez seja um doce lembrete de que é preciso se lambuzar na vida!!


...em tempo: assim que o molequinho e o Capitão saíram andando, um cachorro foi lamber a pocinha de sorvete deixada no chão! Entenderam por que os cachorros andam com suas línguas pra fora em dias quentes?! Entenderam?!



3 comentários:

As Turcas disse...

Fabi, não corta o cabelo que estamos preparando seu post.Bjs As Turcas.

Silvestre Gavinha disse...

Adorei o post. Sua exasperação com o calor está engraçadíssima.
Agora, o mais legal foi vir aqui comentar e dar de cara com esse comentário mais engraçado ainda.
Ok, seja lá o que for que você decida (esperar o post delas ou cortar o cabelo), mostre-nos depois.
Você tem uma maneira sempre deliciosa de mostrar as coisas.
Beijão Fabi.

Fabi.Catarse!! disse...

Turcas, agora já posso?! hehehehe Marquei pro dia 21/02... mas ainda não decidi totalmente!

Marie, deu pra notar que estava esbaforida nesse dia?!!! hehehehe Ó, realmente, o comentário das Turcas ficou bem conversa interna, né?! Mas explico: tô na dúvida entre continuar parecendoo primo It da Família Adams ou cortar curtinho. Assim que eu concretizar a coisa, dou um jeito de mostrar!

Bjs, meninas!