domingo, 5 de abril de 2009

Top 5: estratégias de sobrevivência num boteco de quinta durante um ataque alucinante de fome no meio do nada


1° o teste do balcão - a fome é grande, a localidade não oferece opções, o jeito é entrar no único 'estabelecimento' que oferece 'coisas' de comer. Assim que entrar, de modo algum sente-se a mesa (se houver), antes, vá ao balcão para um rápido teste: encoste seu antebraço balcão e conte até 3. Se sua pele não aderir à gordura acumulada do balcão, fique parcialmente feliz, sinal de que ele foi limpo há pelo menos 6 meses. Caso sua pele fique grudada, mas se solte depois um leve puxãozinho, é um sinal de que ele foi limpo há 1 ou 2 anos atrás, hora de decidir se sua fome é maior do que o nojo dessa informação. No entanto, se seu antebraço ficar completamente grudado no balcão e não se soltar nem com a ajuda do balconista, peça um pouco de água morna, jogue entre a pele e o balcão, assim que a gordura amolecer, recolha seu bracinho querido e saia o mais rápido possível do local, sem olhar para trás;

2° copo descartável - na hipótese de ter permanecido no local, peça algo para beber, talvez sua fome seja apenas sede! Comece pedindo uma água. Peça uma cujo copo ou garrafa venha lacrado, vedado, isolado da atmosfera do boteco. Caso o balconista diga que ele não 'trabalha' com esse tipo de mercadoria, pergunte qual seria a procedência da água vendida. Se ele disser que a procedência é uma bica que fica logo ali, no mínimo peça que ele use um copo descartável! Mas pense na possibilidade de pedir que ele abra um pacote novo, nem que para isso você tenha que pagar por todo o pacote... afinal, existe a possiblidade do digníssimo balconista ser do tipo que 'reutiliza' copos descartáveis!

3° talheres descartáveis - você é a pessoa mais corajosa e faminta do mundo, o copinho d'água só abriu ainda mais seu apetite, o único jeito de resolver o problema é comer! Prefira coisas que podem ser comidas com as mãos, como lanche, esfirra, pastel. No caso desse último, o lado bom é que o óleo quente pode ter matado todas as bactérias, mas o lado ruim é que o óleo super-hiper-mega-ultra-saturado completando 5 anos no tacho pode matar você. Se o balconista disser que não frita, não assa e não prepara nada na hora, repense. Pergunte pelo PF, com muita, muita, muita sorte o 'maitrê' irá dizer que fica pronto em 15 minutos... isso será um ótimo sinal de que está sendo preparado no mesmo dia! Caso sua fome já esteja grande a ponto salivar só de pensar no 'cheirinho' do 'bife' sendo frito, aceite um conselho: peça talheres de plástico. Do contrário, seu bife pode ganhar sabor de dobradinha... que estava no cardápio de ontem!

4° ovo cozido - o bom e velho ovo, herói no combate a tantos momentos de fome, ele pode salvar você mais uma vez! Pense bem: ele tem embalagem própria e lacrada, pode ser comido sem talheres, é rica fonte de proteínas e vitaminas, não precisando de muito para matar (ainda que temporariamente) sua fome, não é frito nem assado, é cozido! Mas é preciso que seu poder de persuasão seja forte, afinal, você terá de convencer o balconista de que faz questão que seu ovinho seja cozido na hora e por pelo menos uma hora (pra garantir a eliminação de qualquer tipo de bactérias). Diga que é uma receita da sua mãe! Caso consiga, vá fundo!

5° o bom e velho Fandangos - o balconista se nega a cozer um ovinho, não serve pf, o único pastel que tem é de ontem, só tem copos de vidro, sua pressão caiu, sua fome já está embaçando sua visão. O que fazer?! De repente, não mais do que de rente, você avista um pacote vermelho, escondido atrás de algumas garrafas de 51, Velho Barreiro e Pitu... sim, sim! É um pacote de Fandangos de presunto!!! Peça-o! Cheque se está na validade, sacuda o pó da embalagem, pague, nem que custe 5 vezes mais que o normal, e saia correndo! Com certeza um pacote de Fandangos ( que rende mais do que qualquer outro salgadinho!) vai conseguir aplacar sua fome, de quebra, vai resolver seu problema de súbita queda de pressão arterial já que possui níveis ressuscitadores de sódio!

6 comentários:

Nana disse...

Rs amiga, que esse boteco serve ao final?
hahahahaha
Aqui perto de casa tem um mto bom, até agora não morri e sempre está limpinho, bom que dá para acreditar que pode comer, que todo o povo do hospital, que trabalha ao lado (não os doentes) vão lá comer um lanchinho.
Bjsss

Paulinhaaa disse...

huashuashuashaushaushaus
Muito bom para uma pessoa como eu que vive sendo carregada pelos amigos para o botecos mais estranhos do Rio de Janeiro.
Bjks e Feliz Páscoa!

As Turcas disse...

Pacotes fechados, industrializados, são os meus preferidos para comer fora. Sou tão maluca que prefiro pedir refrigerante a suco na rua, só por saber que eles não vem passado. Já vivi uma situação inesquecível com um suco de laranja no aeroporto de Cumbica.

Fabi.Catarse!! disse...

Nana, a vantagem desse boteco é que se alguém passar mal, o hospital já está petinho, né?!!! hehehehehehehehe
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Paulinhaaa, é praticamente um manual de sobrevivência dos escoteiros mirins!!
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Turcas, Turcas... estou eu aqui falando de botecos xexelentos e você me diz que tem uma história com um 'boteco' très chic no aeroporto de Cumbica?! Aaaaaaaaaah, fiquei curiosa!!
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Bjs, meninas!

Regis disse...

Opa, um assunto que sou expert! O esquema é comer em boteco pelo menos uma vez por mês, pra reforçar o sistema imunológico!!!! Saudade daqueles ali do lado da estação de trem, Fabi....

Fabi.Catarse!! disse...

Ah, Miguelito, vai dizer que perto da Federal não tem um desses botecos de chinês?! Ali perto do terminal, embaixo do viaduto?! Fala sério... periga até de pegar tétano só de encostar num garfo!!! kkkkkkkkkkkkk